segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Nº. 419 - Adeus ou Vai-te Embora
1. Despede-se o Ano Velho legando ao sucessor a vasilha que Zeus entregara a Pandora e que esta tem mantido semi-destapada.
2. Com a curiosidade e feição enganadora herdada de Hermes, é muito provável que a magnífica Pandora, no decurso do Ano Novo, mantenha a vasilha de todos os males semi-aberta ou a escancare totalmente, tal como nos piores dias do passado.
3. Vacilando, o eleitorado estadunidense, entre a política imperial e a política social do tipo europeu, opta por esta última, moderando os apetites pelo controlo das reservas naturais de crude oil, dando azo a que a motorização electrica dos veículos particulares se acentue.
4. Por outro lado, a República Popular da China já não precisa do velho estratagema desempenhado pela Coreia do Norte nos desafios à hegemonia norte-americana e ensaia a tecnologia que o Ocidente lhe facultou, lançando naves espaciais e construindo porta-aviões para (segundo o verbosismo ofivcial) defesa das suas fronteiras tradicionais.
5. Guilherme II da Alemanha imperial tinha razão quando alertou para o perigo amarelo, este adiado pela rivalidade franco-germânica - ensaiada mesmo antes dos tempos de Rechelieu - alimentada pela ronhosa política britânica que, motivando a intervenção militar norte-americana, sofreu duro revés durante as duas Grandes Guerras (1914-18, 1939-45).
6. Nos dias de hoje não se trata de uma mera luta ou conquista de mercados externos, mas a urgência em satisfazer as necessidades de uma crescente população faminta que os especuladores pantagruélicos manipulam , através do negócio de armas, das drogas e das crendices populares.
7. A comunidade portuguesa e a respectiva diáspora - aliada às comunidades de expressão familiar bem como às comunidades de lingua espanhola - poderá sustentar um padrão de vida mais harmonioso e tecnologicamente progressista, apoiada nos conceitos de trabalho motivador, concorrência de auxílio, de forças, de meios, colaboração e solidariedade, defendido pelo movimento cooperativista.
Nau
domingo, 30 de dezembro de 2012
Nº. 418 - Bom Gosto e Bom Senso
1. Por fenómeno genético, maus humores ou falta de assunto, alguns monárquicos desancam os seus correligionários por dá cá aquela palha.
2. Claro que os homens não são todos iguais - física, intelectual e capazmente - pelo que não podemos estabelecer um padrão pessoal e, a partir daí, excluir todos aqueles que não correspondam ao mesmo.
3. Monárquicos, indiferentes ou cépticos têm direito a opções políticas (liberais, socialistas, cooperativistas) e agnósticas ou religiosas ( budistas, hinduistas, cristãs, islamistas, comunistas) sem que tal ponha em causa a sua cidadania e boa-fé.
4. Por outro lado, Dom Duarte Pio, jamais deverá ser envolvido em mexericos de comadres desavindas por este representar o melhor que há em nós, pelo que não é bom senso e bom gosto chafurdar em lameiros.
5. O papel de desvairados está a ser desempenhado, com muito realismo e pouca consonância monárquica, por pretendentes "às coroas" que ainda conseguem levar atrás de si pessoas distraídas que, normalmente, procuram notoriedade por razões patológicas.
6. A maioria dos portugueses apenas deseja um bem-estar digno que a não obrigue a tomar decisões e/ou assumir responsabilidades, pelo que lhe é completamente indiferente o regimen político e até a opção religiosa de cada um.
7. Cabe ao cidadão criterioso esclarecer e pugnar por aquilo que é do interesse comum: a cooperação - concorrência de auxílio, de forças e de meios - que, logicamente, o levarão a clamar pelo regresso do Rei.
Nau
sábado, 29 de dezembro de 2012
Nº. 417 - Psyche
1. Segundo a milenar cultura chinesa, 'tu és o que pensas'.
2. Assim, o sucesso na arquitectura do projecto existencial depende da faculdade do intelecto cuja capacidade poderá ser aumentada pelo reforço do poder de concentração.
3.Concentrando-se num ponto imaginário - luz, frase, som, etc. - é possível ao homem abstrair-se de qualquer outro pensamento do espírito.
4. Os orientais, particularmente os japoneses, mantêm os olhos fechados e aparente imobilidade corporal quando necessitam de tomar decisões importantes.
5. Na realidade, ao concentrar-se sobre um ponto imaginário e/ou real a irrigação do cérebro aumenta provocando uma sensação de calor e bem-estar geral.
6. Há quem não consiga atingir o grau de concentração necessária de modo a obter o sucesso pretendido, pelo que o mero exercício de respiração - inicialmente lento, aumentando o rítmo progressivamente - poderá dar o mesmo resultado.
7. A falta de controlo no comportamento individual dá azo à indisciplina e dificuldade de concentração do espírito. Vá lá, experimente. Não custa nada.
Nau
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Nº. 416 - Monarquia e Cooperativismo, II
1. No último apontamento salientei a relutância dos cidadãos em assumirem directamente as suas responsabilidades e pertinentes direitos na comunidade, delegando estas em oligarquias, tanto liberais como socialistas.
2. Por vezes, a fim de combater os excessos das referidas oligarquias, os cidadãos alienam totalmente o exercício das suas actividades cívicas, tal como na Grécia Antiga, em submissão a demagogos da estirpe do venezuelano Hugo Chaves e do grupo Kim Il Sung & Cia. da Coreia do Norte.
3. Como excepção à regra, a Monarquia polaca era electiva, a fim de contemplar a oligarquia possidentária que, deste modo, assegurava os direitos da minoria próxima das cadeiras do poder, mantendo serventuários e a gleba nas suas convenientes funções produtivas.
4. As oligarquias liberais caracterizam-se pela alternância no poder entre dois partidos predominantes eleitoralmente, tal como se verifica na timocracia estadunidense, baseadas na propriedade privada dos meios de produção que alimenta um mercado onde se compram e vendem mercadorias, nomeadamente a força de trabalho, integrando mutáveis classes sociais.
5. No campo oposto, defendem os socialistas a propriedade colectiva dos meios de produção; a supressão das classes sociais e a distribuição mais igualitária das riquezas, na modalidade pluripartidária da democracia parlamentar ou segundo o esquema monopartidário e ditatorial, ambos os sistemas políticos baseados em minorias dirigentes.
6. Os cooperativistas acentuam a cooperação e o apoio mútuo em unidades de produção e/ou consumo, tendo por objectivo libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários, bem como das especulações financeiras, tornando a cooperativa um escudo eficaz contra a exploração do trabalho e a burocratização socialista que pretende transformar cidadãos livres em condicionados e meros pensionistas do Estado.
7. A cooperativa adquire uma personalidade jurídica independente dos seus associados. Ao revés de qualquer sociedade comercial, o património da cooperativa, em caso de dissolução, não será distribuido pelos sócios, nem as quota-partes destes serão transmissíveis a herdeiros convencionais.
Nau
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Nº. Monarquia e Cooperativismo, I
1. Monárquicos somos todos nós porquanto o soberano reina mas não governa.
2. Embora os republicanos encham os ouvidos de todo o mundo com a máxima de que o povo é soberano, certo é não dispensarem a eleição do Presidente da República por colégio restrito ou sufrágio universal.
3. Ora o Chefe de Estado - aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia da comunidade, logo o verdadeiro soberano - tanto poderá ser um chefe a prazo de génese partidária (Presidente da República) como o próprio Rei.
4. Claro que a maioria dos cidadãos, isto é, aqueles no gozo dos direitos civis e políticos da comunidade, abominam tomar decisões que directamente os vinculem, preferindo delegar estas a outrem.
5. Dado que existem várias correntes políticas para a condução dos negócios da comunidade - liberais, socialistas e cooperativistas - é através do Chefe de Estado a prazo de origem sectária que os republicanos pretendem obter o apoio para as suas jogadas politiqueiras.
6. Como é óbvio, tanto o governo liberal, como o socialista - pelas razões que enferma a maioria dos cidadãos - são regimenes políticos e sociais em que o poder é exercido por minorias que controlam os bens de produção.
7. Nesta conformidade nós, os cooperativistas, advogamos o associativismo monárquico que face à competividade entre pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo para fazer face quer ao capitalismo liberal, quer ao socialismo burocratizante.
Nau
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Nº. 414 - O Conhecimento do passado
1. A História, como conhecimento do passado, terá um valor relativo e, frequentemente, ocorre perguntar: para que serve a história?.
2. As enriquecedoras "lições de história" são meras adaptações ao momento presente de testemunhos todo de experiências feito.
3. Segundo alguns filósofos, o homem pensa porque tem mãos, utilizando os números naturais para os relacionar com a população do grupo, a dimensão do rebanho e outras coisas mais.
4. A memória é a capacidade de evocar imagens ou recordações de coisas passadas; lembranças daquilo que se conheceu ou se ouviu contar.
5. Marx afirmava que a humanidade debruça-se apenas sobre os problemas que pode resolver, reflectindo as preocupações do momento.
6. Se a um especialista na investigação e estudo da história perguntarem o que é a história, provavelmente este responderá que é aquilo que ele, historiador, faz.
7. Cada civilização legou uma versão da sua história e, embora a concepção de história defina essa civilização, sem dúvida que a experiência europeia entre os séculos XVI e XIX ainda é o padrão de referência.
Nau
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Nº. 413 - Andrade Corvo
1. João Andrade Corvo foi um homem de ciência, parlamentar e político português do século XXIX.
2. Fez os estudos de Medecina, Engenharia, Matemática e Ciências Naturais, tendo defendido no parlamento a reforma educativa em Portugal, considerando o ensino primário como miserável; o secundário um desvario e o universitário luxo perdulário.
3. A segunda lei cooperativa mundial foi publicada 15 anos depois da "Industrial and Provident Societies Act", de 1852, e ficou a dever-se a Andrade Corvo, sendo para os cooperativistas uma referência, conhecida como a Lei Basilar.
4. "Sociedades cooperativas são associações de número ilimitado de membros, e de capital indeterminável, instituidas com o fim de mutuamente se auxiliarem os sócios no desenvolvimento da sua indústria, do seu crédito e da sua economia doméstica".
5. A primeira cooperativa portuguesa - "A Fraternal dos Fabricantes de Tecidos e Artes Correlativas" - foi estabelecida cerca de uma década depois da sua congénere de Rochdale que, embora inicialmente a cooperativa inglesa se afirmasse multisectorial, foi na realidade convertida em cooperativa de consumo.
6. É bom salientar que o primeiro Código Comercial português - o de Veiga Beirão - apenas entrou em vigor 21 anos depois (1888), refundindo a Lei Basilar que, no essencial se manteve até 1980.
7. Legislação cooperativista não falta. O que falta é a determinação dos cidadãos criteriosos em enfrentarem tanto as oligarquias liberais, como as oligarquias socialistas de pendor burocratizante.
Nau
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Nº. 412 - Era uma vez, VI
1. No tempo em que todos os animais falavam, o mundo era mais pacífico, pois sempre que alguém botava palavra a maioria, cordatamente, se dispunha escutar.
2. Se uma dúvida ocorresse aos dialogantes de então quanto às palavras proferidas pelo falante, explicações eram solicitadas e, de imediato, o assunto se esclarecia - na hora, in loco.
3. O linguajar corrente era o portugalês que entretanto minguou - teve a síncope do 'lê' (que muitos afrancesados pronunciam 'éle') - passando a ser utilizado por uma minoria.
4. Essa minoria, quando fala, faz-se desentendida acerca daquilo que ouve, mais preocupada em pôr-se nas suas tamanquinhas apenas para dar nas vistas, completamente absorvida consigo própria.
5. Uns dizem-se monárquicos e advogam a eleição periódica do rei; outros, nitidamente adeptos de chefes de Estado a prazo, pretendem candidatos apenas do partido da sua afeição.
6. Há ainda aqueles que compram coroas em saldo e mesmo assim arranjam apaniguados que, por falta de raciocíno coerente, se limitam a insultar o herdeiro da Coroa portuguesa em bacoradas de três em pipa de aguardente.
7. Claro que tais cavalheiros sofrem um trauma compreensível. Os putativos pais disseram-lhes: "não me herdas!" e os coitados lá andam por aí fazendo fretes a italianos, bem como insistindo nas reviravoltas do corridinho algarvio.
Nau
domingo, 23 de dezembro de 2012
Nº. 411 - Princípios Cooperativistas, OIT Rec. 193 (ano 2002)
1. Adesão livre e voluntária.
2. Controle democrático pelos sócios.
3. Participação económica dos sócios.
4. Autonomia e independência.
5. Educação, formação e informação.
6. Cooperação entre cooperativistas.
7. Preocupação com a comunidade.
Nau
sábado, 22 de dezembro de 2012
Nº. 410 - As Sete Regras de Rochdale (ano 1844)
1. Liberdade de adesão ou Porta Aberta.
2. Controle democrático, isto é, um homem, um voto.
3. Pagamento de juros limitado ao capital.
4. Distribuição de excedentes proporcionais às compras de cada um.
5. Neutralidade política.
6. Vendas a pronto.
7. Promoçao do cooperativismo através da criação de provisões.
Nau
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Nº. 409 - Celibato Sacerdotal, III
1. Os laços do matrimónio são indissolúveis, de acordo com a doutrina da Santa Madre Igreja.
2. A excepção à regra será a manifesta infecundidade do casal, porquanto o sagrado da união tem por objectivo a reprodução da espécie que não o prazer carnal.
3. Aparente contra-senso será a imposição da castidade aos ministros da Igreja baseada na hipótese de Jesus da Nazaré nunca ter casado visto existirem, de acordo com recentes investigações, fundamentadas dúvidas a esse respeito.
4. Porém, a questão não reside no celibato sacerdotal mas sim na tentativa de contrariar a natureza humana, porquanto a actividade sexual é inata ao bicho homem, a par da necessidade de se alimentar e viver em comunidade.
5. Claro que a fé, isto é, a fidelidade à palavra empenhada com base na crença religiosa, poderá ser muito forte, mas poucos serão aqueles que poderão vencer a força da natureza e esses, de certo modo, entram na categoria de seres decadentes.
6. Sendo o arrependimento, o remorso e a dor pelas ofensas praticadas, de modo dogmático, do agrado do Criador, aquele que peca volta a cair em tentação, destarte enrobustecendo mais e mais a sua inabalável fé.
7. Entretanto, vítimas da sua inocência e fragilidade, jovens vão sofrendo a luxúria daqueles que, dentro dos cânones estabelecidos, persistem numa senda contra natura.
Nau
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Nº. 408 - Celibato Sacerdotal, II
1. O poder do feiticeiro tribal, dos sacerdotes dos templos faraónicos, dos membros das congregações religiosas - incluindo os da antiga União Soviética e da Coreia do Norte dos nossos dias - é impressionante.
2. A força da religião vem do culto do irracional que oferece a compensação no Além das frustrações do presente; o bem-estar na eternidade que o ser humano, por mais voltas que o Mundo dê, se agarra, como a uma tábua de salvação no alto mar.
3. Esgotadas as hipóteses de sucesso, de bons resultados nas empresas a que alguém se dedicou - incluindo a luta contra uma doença dificilmente debelável - resta a fé em qualquer força superior que possa resolver, in extremis, os problemas decorrentes. Deus ex-machina.
4. Logo, sendo o poder um polo de atracção, será natural que os candidatos a entrar naquela esfera procurem os acessos mais viáveis: na antiguidade (Idade Média) os centros do saber, isto é, as congregações religiosas; no presente, os partidos do arco governamental.
5. Ainda no início do século XIX, as grandes famílias procuravam meter no seio da Igreja os seus varões e, dado que o comportamento de alguns não era o mais respeitável - tanto no coração de Roma, como em Portugal - os Santos Padres já haviam tomado medidas muito severas, acautelando os seus materiais interesses.
6. O celibato sacerdotal era o tranca-portas padrão - até Jesus era suposto ser casto e nunca ter casado! - assim permitindo que o varão das grandes famílias, como herdeiro natural das mesmas, legasse os seus bens à congregação que o recebera de braços abertos.
7. De uma só cajadada, os Santos Padres abriam os tribunais eclisiásticos aos prevaricadores indesejáveis, mantendo um fluxo material para os cofres do Vaticano.
Nau
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Nº. 407 - Celibato Sacerdotal, I
1. Voltamos a repetir neste espaço: matéria fracturante não é tabu no cooperativismo monárquico.
2. Hoje vamos aflorar o tema do celibato no campo sacerdotal, sem quaisquer preconceitos ou sectarismos; do modo mais imparcial que a boa fé permite.
3. O casamento sempre foi a habitação de duas ou mais pessoas - conforme estas se portarem - imposta pela sociedade.
4. Partindo da normal necessidade da satisfação fisiológica e da protecção da prole daí resultante, o casamento tem sido (floreados à parte) a conjugação dos interesses de duas pessoas.
5. Seja através de bens materiais carreados ou cerimónias de ocasião, publicamente são assumidos compromissos que asseguram a protecção de eventuais descendentes, bem como a transmissão do património acumulado.
6. Pouco tem mudado, ao longo dos séculos, os termos do entendimento entre duas pessoas que apostaram numa convivência sob o mesmo tecto, bem como nos problemas daí resultantes, estes acrescidos das encapotadas facadinhas no casamento.
7. Uma coisa é certa, nenhum casamento garante a exclusividade de relacionamentos sexuaism nem tão pouco a descendência, embora comprometa a transmissão patrimonial.
Nau
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Nº. 406 - Tudo como dantes
1. Verberei, recentemente, contra o mau hábito dos monárquicos andarem, de modo desportivo, às turras uns com os outros.
2. Porém, tal desportivismo não é exclusivo dos monárquicos porquanto, noutras trincheiras, o cenário é o mesmo.
3. Afirmam alguns, com ar entrestecido, que tal é devido à crise, como se a crise tivesse culpa do fatalismo e morbidez da gente lusa.
4. Do aeroporto Sá-Carneiro ao coração da Invicta, o palavroso taxista só falou de desgraças: o elevado número de empresas que encerraram as portas; o desemprego galopante; novas medidas gravosas do governo e outras coisas da mesma jaez.
5. No almoço de trabalho, a maioria alinhou pela tragédia e crescente mal-estar, embora não o tenha demonstrado na escolha do menu, bem como das copiosas libações.
6. Quanto à organização das actividades, tudo como dantes, quartel-general em Abrantes; mais promessas de novos projectos com iniludível vontade de manter tudo na mesma.
7. Apoiar a saga referenda! Para quê? Ninguém mexe uma palha para a divulgação da política e doutrina monárquica!
Nau
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Nº. 405 - Centro Monárquico do Porto
1. Abel Guedes Ferreira, no ´Centro Monárquico do Porto', escreveu um interessante apontamento acerca dos monárquicos, no passado dia 11 do corrente.
2. Com frontalidade, o dito internauta afirma que a perpetuação da República até aos dias de hoje é devida ao intrigalhismo monárquico - bom não confundir com Integralismo Monárquico.
3. Embora o autor identifique a Monarquia como um regimen político, no meu entender esta é uma instituição que compreende várias fórmulas políticas, entre elas a parlamentar (Cartista) e a corporativista (governo do Rei, administração do Povo).
4. A fim de pôr cobro às discussões de lana caprina, sugere Abel Guedes Ferreira a convocação de Cortes as quais, em plena República, seriam mais um problema do que uma solução.
5. Resta a hipótese de um referendum que uma petição de monárquicos à Assembleia da República obrigaria esta a reconhecer a impossibilidade constitucuional de decidir acerca de tal matéria, à semelhança do que aconteceu com o aborto.
6. A Monarquia é uma instituição milenar e consensual que vem da própria fundação, tendo por soberano uma figura hereditária e vitalícia, logo apartidária, garante da Democracia.
7. Por outro lado, a República é o efeito de um conjunto de regras que impõem um chefe de Estado a prazo e de génese partidária.
Nau
domingo, 16 de dezembro de 2012
Nº. 404 - Quando menos se espera...
1. Muitos monárquicos andam zangados - com os opositores, com os correligionários, consigo próprios - num frenesi injustificado.
2. A frustração é evidente: por expectativas goradas? projectos falhados? apostas que sucedem o contrário? problemas familiares?, eu sei lá que mais!
3. Poucos assumem que a manifesta irritação é devida ao seu estado de espírito exasperado e sobreexcitado, descambando a maioria o seu mau humor no próximo.
4. O próximo, conforme acima deixei entender, raramente são os opositores, mas sim os correligionários e o próprio através do desdobramento da personalidade.
5. Um bom remédio será terçar a pena com a rapaziada que enfiou o barrete frígio e anda de gangorra com a mulher pública de seios desnudados - poupem os vossos correligionários!
6. Censura-se este porque disse o que não disse; censura-se o Principe porque agiu e/ou não agiu; censuram-se os santos porque não fazem milagres... eu sei lá que mais!
7. Até o comedido 'Centro Monárquico do Porto' exige a demissão de um prevaricador qualquer!
Nau
sábado, 15 de dezembro de 2012
Nº. 403 - Luta Popular
1. Atenção: próximo domingo, dia 16, pelas 18h30, não perca o programa 'Falar Global', no SIC Notícias.
2. Garcia Pereira - advogado, professor universitário e político - marcará presença no referido programa e, de certo, não deixará de falar desassombradamente, como é seu timbre pessoal.
3. Frequentemente condenamos os políticos lusos pelo apego que estes demonstram em relação às cadeiras do poder, mas o caso ímpar de Garcia Pereira tem sido o de, coerentemente, lutar por aquilo em que acredita.
4. Garcia Pereira tem sido a figura mais destacada do PCTP/MRPP na luta contra as rameiras da política em bloco, estas postadas no lugar imediatamente superior à geral no triste espectáculo do socialismo catedrático.
5. Firme nos seus propósitos, Garcia Pereira não cede um milímetro aos sociais-fascistas - estes encabeçados por Jerónimo de Sousa, o índio Gerónimo - que demonstram mais fé na sua religião (o comunismo) do que inteligência na defesa dos interesses trabalhadores.
6. A norma portuguesa é criticar antes de analisar o conteúdo das propostas que são apresentadas. Talvez seja agora a ocasião única de se escutar Garcia Pereira e, concordando ou discordando com as suas posições, ponderar acerca das hipóteses que o futuro nos oferece.
7. Não basta dizer que se é monárquico. O importante é saber entender o que os não monárquicos (o que não é o mesmo do que anti-monárquico) dizem.
Nau
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Nº. 402 - Só
1. Há muito tempo em silêncio, o 'Espaço Poesia' no 'monarquicos.com indice', cultivado por Beladona Leonor, continua a ser o refúgio dos sem abrigo, em que o habitual escrevedor destes apontamentos se inclui.
2. Compulsar livros de poetas é como andar a subir e a descer o Escadório do Bom Jesus de Braga - ao fim de algumas horas estamos cansados e, por vezes, ainda mais desorientados do que na leitura das primeiras páginas do autor escolhido.
3. Se optamos por uma selecção de poesias de vates conhecidos ficamos decepcionados por não encontrar os poemas que mais gostamos ou chocados com a presença de outros que, francamente, detestamos ou não entendemos.
4. Ler poesia não é uma pieguice, mas uma satisfação idêntica à leitura de um bom livro; ao escutar de um trecho de música que nos impressionou; à charla que tivemos com um velho amigo nas ondas hertzianas.
5. Quanto mais longe ou só nos encontramos, algo tem que recriar momentos volvidos para mitigar a saudade que nos aperta; a mágua de alguém que perdemos por incúria; o amarfanhar e enjoo do momento que vivemos.
6. Revisitar o espaço Beladona Leonor é nunca estar só. Em qualquer parte do mundo, não basta o telefone, a rádio, uma ou outra expressão portuguesa que vem até nós. A poesia recria emoções doutros momentos - é a presença/ausente do que nos é querido.
7. Muito obrigado Beladona Leonor, pelo seu bom gosto e ter criado um verdadeiro cantinho da saudade.
Nau
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Nº. 401 - OCooperativismo
1. Sempre foi e será assim: qualquer decisão obriga ao assumir de responsabilidades e a maioria das pessoas é avessa a tão 'pouco confortável situação'.
2. Assim, o mais afoito de entre os mais escolhe o jogo ou a brincadeira e os outros tocam e dançam de acordo com a iniciativa do esforçado infante.
3. Claro que haverá sempre miudagem renitente em tomar parte no jogo mas, ao fim e ao cabo, um resmungo ou empurrão e a coisa vai, pois não há decisão, apenas coacção.
4. Na pequena comunidade dos adultos o mesmo se verifica, tomando as iniciativas aqueles que, pelos cabedais acumulados, relevância profissional ou mérito pessoal, gravitam na área do poder.
5. De facto, o interesse (instinto que nos leva a procurar o que é útil ou agradável) é a alavanca do progresso, pois incentiva o empresário liberal a investir e o socialista radical a elaborar propostas sociais aliciantes.
6. Neste contexto - entre mercados desregulados e mercados burocratizados - os cooperativistas avançam com a ideia peregrina de pequenas unidades através das quais os cooperantes procuram satisfazer as suas necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais.
7. As cooperativas poderão associar-se em federações e estas em confederações, sem o perigo de concorrência entre si pois o objectivo será apenas e sempre a defesa dos seus associados, sem a persecução do lucro.
Nau
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Nº. 400 - O Remoçar do Comunalismo
1. Mesmo com as melhores referências, por vezes sentimo-nos desamparados e agredidos pelo ambiente em que nos encontramos; pela frustração dos projectos laboriosamente arquictetados ficarem pendentes de processos burocráticos desmedidos; pela incompreensão dos mais que nada fazem, mas criticam, desmotivam e emperram.
2. A ignorância é presunçosa e tudo sabe, prevê e opina. Resta-nos a consciência de que pouco sabemos e que, desse pouco, o espírito de comunidade se impõe: não estamos sós por isso cultivamos a cooperação; somos comunalistas porque amamos a liberdade e logicamente assumimo-nos como monárquicos.
3. O impulso na comunidade primitiva foi a cooperação - o acto de cooperar; trabalhar em grupo; colaboração e solidariedade; concorrência de auxílio de forças, de meios, para o bem-estar comum - e foi desta que o embrião do espírito de comunidade desabrochou, cresceu, disciplinando e dando origem à ciência através da prática da vida.
4. A apropriação - o acto de apropriar - entretanto cresceu, acomodou-se, cada família guardando para si aquilo que considerava essencial para a sua existência e partilhando apenas o que fosse de interesse mútuo, disputando por vezes minudências até à exaustão, logo justificando a emergência do chefe como juiz das suas disputas.
5. Tornando-se o chefe consensual vitalício e assegurada a hereditariedade deste, manteve-se o comunalismo - organização política, social e económica nuclear - até à substituição do mesmo por chefes a prazo, mercê da centralização dos novos poderes avessos à liberdade do espírito comunalista.
6. Nos dias de hoje, entre o confronto do empreendorismo burguês especulativo e a continuada centralização burocratizante, apresenta-se o movimento cooperativo que remoça o comunalismo com rosto humano.
7. O regresso do Rei depende do aumento em número dos cidadãos criteriosos, logicamente cooperativistas.
Nau
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Nº. 399 - Era uma vez, V
1. A história pátria, à semelhança dos políticos dos nossos dias, teve bons reis, outros menos bons e alguns maus.
2. D. João II foi um bom rei, mas criou tantos inimigos ao seu redor que acabou por ser literalmente envenenado pela mulher que assim o dissuadiu, ab-ausência, da nomeação do filho bastardo como presuntivo herdeiro.
3. Por outro lado, D. Afonso VI foi um mau rei, mas teve um primeiro-ministro à altura - o Conde de Castelo-Melhor - que sucumbiu às intrigas cortesãs empenhadas em colocar no trono o irmão do rei, alegando que o soberano era deficiente físico e mental.
4. Bem se esforçou o então primeiro-ministro em meter nos aposentos reais damas galantes que entravam e saíam com as bolsinhas cheias de moedas sonantes, mas no intervalo nada, pois o soberano entusiasmava-se mais com o trato íntimo de mancebos.
5. D. Pedro V também foi um rei muito popular, embora o seu reinado tenha sido acometido por querelas político-coloniais com a Inglaterra e a França, além de certa instabilidade política protagonizada pelo Duque de Saldanha, diversas vezes ministro, chefe do governo, oposicionista, golpista e diplomata.
6. O neto do Marquês de Pombal, João Carlos de Saldanha de Oliveira e Daun, Duque de Saldanha, apenas como estátua numa praça de Lisboa assumiu a posição correcta na política, voltando as costas à República para apontar para a Liberdade.
7. O bom e o mau antagónicos fazem parte da vida - são uma inevitabilidade. Apenas a cooperação, isto é, o acto de cooperar - concorrência de auxílio, de meios, de esforços, para o bem-estar comum - manifesta a vontade consciente dos deveres e direitos do cidadão.
Nau
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Nº. 398 - Era uma vez, IV
1. A história é mera interpretação dos acontecimentos passados relativos ao homem e à pertinente comunidade.
2. O conhecimento do passado (ou memória do passado?) não é uma regra de ouro, apenas uma referência para a construção do futuro.
3. Logo, o objectivo da história será a análise de um facto dentro do contexto em que este se insere.
4. Porém, a razão das coisas não será encontrada apenas no conhecimento do passado porquanto este informa como e nunca o porquê do facto.
5. Visionários como Marx supõem ter encontrado na história um sentido - no caso vertente, o estabelecimento do comunismo - tendo por motor o materialismo dialéctico.
6. A Europa, no emaranhado de intrigas e lutas intestinas, há muito que vendeu a alma ao diabo. Agora o diabo pretende revitalizar a Europa.
7. Dentro em breve a história da Europa será reescrita em chinês.
Nau
domingo, 9 de dezembro de 2012
Nº. 397 - Era uma vez, III
1. Na pré-historia, era comum a utilização de máquinas simples (sim, máquinas elementares) e a alavanca foi uma ferramenta preciosa.
2. Hoje está na moda o frequente uso do verbo alavancar, isto é, criar possibilidades de desenvolvimento, mas também puxar, içar com a ajuda de uma alavanca.
3. Uma alavanca interfixa permitiria tirar água do poço, engenho conhecido por cegonha ou picota; a alavanca inter-resistente, o transporte de pedras, frutos, coisas a granel, no carro de mão; a alavanca interpotente, era particularmente útil na pesca - a cana de pesca.
4. A determinação do conceito é uma característica dos humanos, preocupados em entender, racionalizar, embora grande parte dos monárquicos seja avessa a tais cuidados.
5. À semelhança dos homens primitivos, usufruem os monárquicos das ferramentas que apanham à mão, sem se preocuparem com as leis da física que se limita ao estudo dos fenómenos que não implicam uma transformação na natureza das coisas.
6. Muitos dos ditos monárquicos (ou supostos monárquicos) capricham em regredir aos tempos imemoriais e destes não entendendo a coisa mais importante para o bem-estar dos humanos - a cooperação.
7. Máquinas elementares como a alavanca subsistem nos mais sofisticados equipamentos dos nossos dias. Provera o espírito cooperativo sobrepor-se aos ímpetos descomedidos da apropriação!.
Nau
sábado, 8 de dezembro de 2012
Nº. 396 - Era uma vez, II
1. A vida sedentária proporcionou às gentes primitivas a oportunidade única de criarem ferramentas (de pedras, paus, ossos...) que fortuitamente encontravam, utilizando-os para o arroteamento das terras.
2. Estes pequenos passos foram transmitidos de gerações em gerações tornando-se um importante veículo para a comunicação entre os mais, bem como para o aperfeiçoamento de técnicas, processo ainda hoje utilizado no aperfeiçoamento da produção agrícola.
3. Claro que a vivência em grupo obriga a cedências pessoais, mas a cooperação faz a força e esta era importante, quer para os trabalhos agrícolas, quer para defesa comum pelo que as pequenas comunidades cresceram e outras implodiram sem traços históricos.
4. A idade dos metais, isto é, as técnicas para a extração do minério e fabrico dos metais foi outra grande conquista da humanidade visto que tal lhe permitiu melhorar a sua qualidade de vida e eliminar concorrentes em lutas fratricidas.
5. Estou em crer que foram as escaramuças que deram origem à emergência do grande chefe, porquanto os chefes das diferentes famílias, por vezes, não se entendiam e a paz e a ordem permitiam maior bem-estar à população em geral.
6. A Assunção do grande chefe passou a ser celebrada como algo sublime, identificando-o com o melhor que a comunidade produzia, numa mistificação que agrada mais às gentes do que a realidade nua e crua.
7. Por mais que se queira identificar progresso com o dia seguinte, este bebe mais no passado do que nas fantasias dos alvorados criadores de sistemas ou modas.
Nau
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Nº. 395 - Os Cadastrados
1. Por vezes os temas seleccionados não chegam à minha mão a tempo de uma olhadela mais profunda.
2. Outras vezes, os afazeres são prementes e pouco tempo me resta para uma atenção mais cuidada acerca dos temas propostos.
3. As escapadelas são frequentes mesmo quando, por razões de saúde, encontro-me inibido de ler mensagens e escrevinhar apontamentos.
4. Quando mais afoito visito os espaços ditos monárquicos, deparo-me com temas interessantes, porém estes obrigam ao registo prévio do cadastro.
5. Tenho a certeza não existir qualquer registo policial e/ou judicial acerca da minha pessoa, mas discordo desta exigência para o acesso a qualquer tipo de informação.
6. Não sou cadastrado, nem tão pouco cadastrável, pelo que é escusado acenarem-me com cenouras porquanto o burro (que sou eu) não se cadastra.
7. Aproveito a oportunidade para agradecer a todos aqueles que, com o acesso às caixas de correio do CECIM, chamam a atenção para matérias, de facto, relevantes. Mas cadrastar-me, nunca!.
Nau
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Nº. 394 - O Congresso, III
1. Recapitulando. O congresso, como ponto de encontro para discutir alguma estratégia política, seria interessante.
2. Porém, o congresso só terá lugar quando uma facção se sentir suficientemente forte para eliminar as restantes.
3. Sempre foi assim. Quando Constantino convocou o concílio de Niceia (325) para combater o arianismo, primeiro tratou de eliminar os contrários, depois foi cumprimentado pelo êxito da iniciativa.
4. Louçã, duramente criticado pelo desaire nas últimas eleições legislativas, afasta-se para um regresso de salvação. O interregno, o enfraquecido louçã, espera ser curto - o congresso foi apenas um pro-forma.
5. Só raramente estes joguinhos políticos dão para o torto, tal como no caso de Manuel Monteiro do CDS que, numa nova democracia, tolhido envilhece.
6. Logo, quem tiver ideias claras, mesmo sem congressos, que se manifeste (e que tal um manifesto?) procurando obter apoios, à semelhança do que fez o Integralismo Lusitano no seu tempo.
7. Nós continuamos a pregar o cooperativismo. Difícil é motivar monárquicos para a prova de fogo!.
Nau
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Nº. 393 - O Congresso
1. Já num dos primeiros congressos organizados por Gonçalo Ribeiro Telles, Rolão Preto, Henrique Barrilaro Ruas, Camossa Saldanha, João Pestana Teixeira e outros, em Ribamar (?), se verificou o pendor desestruturante dos monárquicos.
2. As ditas tendências - mais anarquizantes do que determinadas em manter entre si uma relação de dependência e solidariedade - são a prova cabal da incapacidade dos monárquicos agirem numa linha de pensamento esclarecido, tendo por objectivo uma ordem social e política coerente.
3. A febre do protagonismo que, atabalhoadamente, obriga a deitar a mão a tudo para manter na ribalta os presumíveis monárquicos, explora conceitos fideístas, ultramontanistas e marialvistas, sem aprofundar os mesmos, nem tão pouco entendê-los e/ou reformá-los, tornando-os matéria para confronto com os anti-monárquicos.
4. Com leviandade ou antes imaturidade, defendem cruzadas os angélicos talassas contra os infiéis, os estrangeiros, os altos, os baixos, em suma, contra tudo que não faça parte do seu limitado horizonte de mero folclore.
5. Outros afirmam-se democráticos embora dessa doutrina apenas tenham um conceito meramente burguês, presumidamente serem eles a minoria esclarecida (obviamente possidentária) que conduzirá o povo ignaro ao bem-estar por todos almejados e, como bons "democratas", reservando para si as mais confortáveis cadeiras do Poder.
6. Bom é ter presente que, além do pioneirismo cooperativista encabeçado por António Sérgio, ainda existem os liberais de "menos Estado" mas sacrossanta propriedade privada; bem como os socialistas defensores da propriedade colectiva dos meios de produção, da supressão das classes sociais e de uma distribuição mais igualitária das riquezas.
7. Todos eles monárquicos - por defenderem a figura do rei como garante da democracia devido à sua génese apartidária - de certo que exigirão que as suas doutrinas díspares sejam contempladas no resumo dos trabalhos do eventual congresso pelo que este, se fosse tido como matéria para acção conjunta, seria apenas bloqueante e confrangedor.
Nau
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Nº. 392 - O Congresso
1. Do grupo 'Queremos uma Monarquia Democrática', Paulo Especial lança um aliciante desafio: realizar um congresso onde se debata a questão que a todos os portugueses interessa - propostas monárquicas a referendar.
2. Entusiasmado com a ideia, logo alertei a malta cá do sítio para a oportunidade de se elaborarem propostas fiáveis acerca das reformas que hão de ser levadas a cabo para a reinstauração da monarquia em Portugal.
3. Os mais velhos, porém, recordaram as tentativas no passado em que as toleimas de uns, aliadas ao diletantismo de outros, fizeram perder, ingloriamente, tempo e dinheiro, sem resultados plausíveis.
4. Há monárquicos para todos os gostos, a maioria acreditando que ao chamarem pelo rei, este lestamente descerá do céu numa núvem, com uma série de receitas miraculosas debaixo do braço.
5. A figura do rei apenas evita que chefes a prazo viciem o jogo democrático, pelo que o mesmo poderá não ter grandes qualidades, mas é o garante da democracia, devido à sua génese apartidária.
6. Claro que a democracia só é possível em crescendo, de baixo para o topo,
pelo que o importante é motivar os cidadãos idóneos e criteriosos a formar associações cívicas para conter a burguesia possidentária, bem como o jogo querido desta - a especulação.
7. Os cooperativistas são, no presente, a única arma para combater os excessos do Estado liberal (mercados desregulados), assim como o Estado burocratizante e centralizador, mantendo-se cépticos, nesta conformidade, à realização de congressos extemporâneos.
Nau
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Nº. 391 - Era uma vez, I
1. Dado que os adultos pouco interesse mostram por este espaço, vou dedicar alguns apontamentos às imberbes criancinhas que nas histórias vão encontrando algum entretenimento.
2. Uma vez mais confesso gostar pouco de História porquanto esta é feita da mesma matéria do momento presente, isto é, a vida dos homens, cheia de egocentrismos, narcisismos, lutas fratricidas e outras coisas mais. Logo, qualquer semelhança entre as minhas histórias e os testemunhos do passado é mera coincidência.
3.Todos animais (pelo menos a maior parte destes) protegem as suas crias e, na idade da recoleta, seria pouco provável que tal não acontecesse, deambulando os filhotes com os progenitores na busca de algo comestível, basicamente na luta pela sobrevivência.
4. Nas zonas mais férteis é natural que se concentrassem maior número de famílias ( progenitores e rebentos) que, ultrapassadas as macacadas do costume, instintivamente se aperceberam que a defesa em grupo - em suma, a cooperação - seria mais eficaz do que o contrário.
5. Lugares estratégicos para a defesa comum e os primeiros passos no trabalho do solo no sentido de obter um sustento para a satisfação das suas necessidades, motivaram a fixação dos referidos grupos, trocando estes o nomadismo pela vida sedentária.
6. O amansar de animais selvagens como auxiliares da lavoura e reserva alimentar na fase omnívora, deu azo a uma natural divisão de tarefas na incipiente comunidade em que a cooperação era, de longe, superior à apropriação de coisas.
7. Caçando e/ou pescando, os mais ardilosos; a maioria arroteando a terra inculta sob o aviso experimentado dos mais velhos; os mais capazes organizando e distribuindo as tarefas, de modo cooperativo, passo a passo se foram construindo as histórias da História.
Nau
domingo, 2 de dezembro de 2012
Nº. 390 - O Primeiro de Dezembro
1. Graças à gentileza de monárquicos que ainda não se declararam cooperativistas, tive rápido acesso ao discurso do Chefe da Casa Real portuguesa, Dom Duarte Pio.
2. O texto e o video foram facultados, respectivamente, por Rui A. Paiva Monteiro e Filipe Cardeal, embora sem os respectivos comentários que suponho estarem ainda em preparação.
3. De facto, para lá dos gestos de simpatia para com aqueles que estão a passar dificuldades e apelos à solidariedade dos mais, Dom Duarte Pio aponta o dedo acusador (sem os nomear) a desvairados políticos da III República.
4. Sem dúvida que foi a partidarite, bem como a ânsia de tomar de assalto as cadeiras do Poder, que levou os figurões da política a vender a alma ao diabo, prometendo mundos e fundos aos necessitados; oferecendo sinecuras aos afilhados.
5. Quer as fraquezas das democracias europeias, quer os excessos estatais da antiga União Soviética, poderão ser contidos por uma forte associação de cooperadores, esta reforçada por uniões, federações e confederações bem articuladas.
6. O movimento cooperativo permite o enrobustecimento de um empreendorismo sem a persecussão do lucro, num modelo e regime legal de consumo, comercialização, agrícola, crédito, habitação e construção, produção operária, artesanato, pescas, cultura, serviços, ensino e solidariedade social.
7. O herdeiro da Coroa portuguesa, Dom Duarte Pio, tem frequentemente manifestado o seu apreço e confiança no movimento cooperativo.
Nau
sábado, 1 de dezembro de 2012
Nº. 389 - O Primeiro de Dezembro
1. Cumprindo o ritual estabelecido pelo seu predecessor, o actual Duque de Bragança, herdeiro da Coroa portuguesa, dirigiu nova mensagem à comunidade lusa.
2. Como todos têm presente, os lusitanos era um grupo étnico que dominou até à ocupação romana vasta área do S. O. da Península Ibérica, entre o Douro e o Algarve, abrangendo ainda larga parcela da actual Estremadura espanhola.
3. Os ditos grupos étnicos lusos viviam em tribos autónomos e falavam uma língua comum de raizes célticas que, caldeada pelo baixo latim e enriquecida por expressões mulçumanas, deu origem a um veículo de comunicação severo aos ouvidos de estranhos.
4. A língua lusitana é falada em Portugal, no Brasil, em Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé, Macau, Timor... em suma, nas cinco partes do mundo, pronta para servir uma enrobustecida comunidade de povos autónomos, tal como foi a sua matriz lusa.
5. Para os lusitanos europeus, a mensagem do seu Príncipe tem um significado muito especial: não celebra o preenchimento de uma falha por destruição ou perda de substância, mas o próximo restabelecimento de uma dinastia, banida por insidiosa propaganda anti-monárquica.
6. Durante a salazarquia republicana, as mensagens do herdeiro da Coroa portuguesa eram habilidosamente silenciadas para não perturbar as boas almas. Hoje, as boas almas comportam-se de igual modo, para proteger os seus apetites pantagruélicos.
7. Ninguém jamais poderá silenciar as mensagens de Dom Duarte Pio, na íntegra dispensadas no espaço internáutico, entendidas e bem-quistas aquém e além-mar.
Nau
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Nº. 388 - Monarquia e Cooperativismo
1. Dos muitos que se dizem monárquicos, poucos há os que se deram ao trabalho de analisar os fundamentos da optada doutrina.
2. Uns dizem ser apenas um sentimento transcendental; outros estão convictos de se tratar de uma mera interpretação da história pátria - ambas as explicações representam um pequeno passo e nada mais.
3. A disposição afectiva em relação à instituição em causa será reminiscência do âmbito familiar ou emoções transmitidas por terceiros, isto é, mera simpatia - fenómeno que, em lato senso, esbate a realidade.
4. O conhecimento da história é importante pelos confrontos de ideias possíveis. Porém, é bom ter presente que a raiz grega "histor" designa tanto o que participa na acção, bem como o testemunho de terceiros que as suas próprias experiências introduzem no relato.
5. A propaganda republicana criou imagens simplistas nas suas insidiosas campanhas anti-monárquicas, mais apaixonadas do que reais, mormente baseadas na igualdade - falácia no confronto em juizo entre o possidente e o que nada tem - que dá azo a supor direitos (apenas direitos) em natureza, em capacidade e em qualidade.
6. Contudo, para o cidadão comum, o importante é o consenso, tal como é praticado no movimento cooperativo, o qual procura sempre motivar o concerto e não a rivalidade ou a feroz competição.
7. A figura do Rei - à semelhança dos magistrados, dos graduados das forças armadas, dos meros serventuários - é diferente do cidadão comum, mas garante que nenhum sectário viciará o jogo democrático, tal como acontece com os chefes a prazo, isto é, o Presidente da República.
Nau
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Nº. 387 - Rui A. Paiva Monteiro recomenda
1. Segundo José Barros, "os nossos governandes acharam por bem começar a ocultar a dívida pública...". Não acredito!
2. O mesmo autor dá a entender existirem "arranjinhos" nos corredores do parlamento - o que acho perfeitamente normal.
3. Claro que os deputados são meros delegados pelos seus eleitores a fim de fiscalizarem os actos do governo. Ora, se o governo oculta, os ditos delegados nada têm para fiscalizar!.
4. De facto, a perda de rentabilidade num negócio deverá ser sempre compensada pelo Estado, caso contrário ficamos sem empresários!.
5. "Maroscas de contabilidade...", será que José Barros quer dizer que 'o Marocas', isto é, Mário Soares, também anda metido nestas embrulhadas?
6. "A solidariedade na decisão é responsabilidade de todos..." - em certos condomínios é bonito; pena não se verificar em todos os casos.
7. Gostei, Caro José Barros. Um forte abraço a Rui A. Paiva Monteiro.
Nau
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Nº. 386 - Democracia e Cooperativismo
1. Toda autoridade emana do povo e manifesta-se na participação deste na gestão administrativa estatal, pelo que nada justifica o alheamento da maioria quanto aos assuntos da comunidade.
2. Somente o apego excessivo ao bem próprio, sem consideração pelos interesses alheios, faz com que se olvide o entendimento da cidadania, exigindo-se mais Estado para satisfação das suas necessidades e menos obrigações para com o mesmo, isto é, sem contrapartidas.
3. Dos manuais vem a definição elementar de Estado como a comunidade de indivíduos com uma tradição comum politicamente organizada, podendo a origem étnica e o idioma falado ser uma das características, particularmente nas comunidades hodiernas.
4. Vezes sem conta tenho insistido nestas definições comezinhas, mas importantes para o entendimento do comunalismo que vem do passado luso, remoçado pela acutilante defesa de Alexandre Herculano; padrão do movimento associatio que pugna pela reforma política, social e económica da comunidade, isto é, o cooperativismo.
5. A República, regime político justificado pelo chefe de Estado a prazo, apenas se insinua como réplica de múltiplos caudilhos - chefe do partido, chefe do governo, chefe da oposição, etc. - que se catapultam para a ribalta política, pressupondo assumir as responsabilidades da comunidade, conquanto tais responsabilidades somente pertençam ao cidadão comum.
6. O cooperativismo, como movimento associativo por excelência, não reivindica uma atitude chefaturicida ou morbidamente anárquica, defendendo a organização de grupos de cooperadores afins para o atendimento das suas necessidades - económicas, sociais e culturais - no confronto com as forças especuladoras e/ou centralizadoras dos nossos tempos.
7. Logo, o espírito cooperativo assenta basicamente no consenso, tomando a figura régia como garantia de que nenhum chefe sectário ascenderá à posição soberana que apenas ao Rei pertence, como referência para toda a comunidade.
Nau
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Nº. 386 - Rui A. Paiva Monteiro recomenda
1. Amavelmente, Rui A. Paiva Monteiro tem chamado a atenção para alguns apontamentos editados no "Monárquicos Portugueses Unidos" que, na realidade, vale a pena ler.
2. "Tempos sinistros: Algumas notícias colhidas 'ao calhas' no 'Jornal Sol' de 16 de Novembro":'Paulo Macedo vai nos próximos dias iniciar processo de negociação com o consórcio que irá construir em PPP o novo hospital de Lisboa".
3. Dentro em breve haverá em Portugal dois movimentos distintos: um para acabar com as PPP e outro para fomentar novas PPP, destarte permitindo o negócio e bom emprego aos camaradas do costume.
4. "O deputado do Partido Socialista (PS) Eduardo Cabrita afirmou hoje que as mudanças no IRS inscritas no orçamento demonstram que o CDS-PP 'é um partido inútil', que só consegue uma redução de 0,5% pontos percentuais da sobretaxa"
5. Não nos move qualquer tipo de simpatia ou antipatia quer pelo PS, quer pelo CDS-PP, mas ocorre-me perguntar a Eduardo Cabrita: qual foi a redução percentual obtida pelo PS?. Teremos um ou dois partidos inúteis?. Claro que há muitos mais!.
6. "É bem provável que a redução no investimento por parte dos privados durante o próximo ano assim como outras componentes da despesa agregada anexadas à flutuação das taxas de juro - consequência directa da dívida pública se situar na casa dos 120% - conduzam ao tsunami que advém do 'credit crunch' - o 'crowding out'.
7. como é possível haver gente tão pessimista! Claro que a situação será muito pior.
Nau
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Nº. 385 - Democracia
1. No penúltimo apontamento afirmei que o chefe de Estado a prazo apenas representa os cidadãos que nele votaram.
2. Com a máxima cortesia e estranheza autêntica, alguém perguntou se um governo de maioria socialista - logo eleito por apaniguados e simpatizantes - era suposto governar apenas para os seus partidários.
3. Claro que não. A legitimidade adquirida no sufrágio que resultou um voto maioritário no partido socialista
apenas indicia que este tem o consenso da população para implementar medidas socialistas e/ou socializantes.
4. A legitimidade política do dirigente tem por fundamento o consenso dos dirigidos, apoiada na tradição, na força carismática do chefe ou na ordem pública, isto é, situação de normalidade num Estado, sem conflitos ou distúrbios que perturbem a convivência entre os mais.
5. Insistia o nosso pouco convencido interpelador que também os magistrados são promovidos em função de carreira ou nomeação de alguém de direito para exercer uma magistradura global, isto é, contemplando a comunidade sem particularizações.
6. Certamente que as funções meramente administrativas se fazem por carreira ou por nomeação de superiores de consenso indiscutível, não carecendo de sufrágios para o efeito, enquanto que os sistemas governativos, isto é, os programas de governo devem ser referendados.
7. Em qualquer dos casos, a figura do Rei é ímpar pois reina mas não governa; todos representa, porquanto está inibido de assumir qualquer posição partidária, ao contrário do governante que procura executar o seu sufragado programa.
Nau
domingo, 25 de novembro de 2012
Nº. 384 - Luta Popular
1. Uma importante carta foi enviada por Garcia Pereira ao director nacional da PSP acerca dos acontecimentos ocorridos no passado dia 14 junto ao parlamento.
2. Naquele documento, com data de 23 do corrente, Garcia Pereira apresenta uma série de interrogações ao referido director às quais são aguardadas respostas claras, com a brevidade que o melindroso assunto impõe.
3. Sem dúvida que a actuação dos elementos do Corpo de Intervenção da polícia é condenável dado que permite que pseudos manifestantes lhes atirem pedras da calçada a esmo, sem tomar as medidas adequadas, reagindo, tarde de mais, com cargas desmedidas e prolongadas a zonas da cidade bem longe do dito parlamento.
4. A actuação de díscolos neste tipo de manifestações deixa sempre uma dúvida acerca dos dois campos em confronto - serão meros energúmenos ou elementos da força de segurança à paisana que executam o papel de "agents provocateurs"?.
5. Por outro lado, as detenções irregularmente efectuadas - com os detidos forçados a despir-se para inquéritos pidescos, estupidamente morosos e incoerentes - assemelham-se àqueles efectuados no
Terceiro Mundo.
6. O impedimento da assistência de advogados aos cidadãos caprichosamente detidos é falta grave pelo deverá dar lugar a inquéritos rigorosos e punição dos infractores, bem como à imediata suspensão de funções do respectivo director nacional da PSP.
7. Todos os cidadãos deverão estar atentos a tão graves atentados aos seus direitos. Entretanto, bom é manter estreito contacto com o 'Luta Popular On-Line"
Nau
sábado, 24 de novembro de 2012
Nº. 383 - Democracia
1. Todo o mundo está familiarizado com a democracia - aliás, sói dizer-se, Tia Democracia - mas poucos a entendem ou agem de acordo com os princípios que a fundamentam.
2. Democracia é o sistema político que assenta no princípio de que toda a autoridade emana da comunidade e se materializa na participação dos cidadãos desta na administração do Estado.
3. Sem dúvida que a Tia Democracia é a expressão da pluralidade social, devendo garantir as liberdades de associação, reunião e todo o acto de exprirmir, por meio de gestos ou palavras, escritas ou faladas.
4. Quer a democracia directa - os cidadãos são pontualmente auscultados acerca dos assuntos do Estado - quer a democracia indirecta - delegados eleitos pelos cidadãos actuam em nome destes - apresentam facetas sui generis.
5. Recentemente, um chefe de Estado eleito num país do norte de África afirmou ter sido escolhido por Deus para aquele cargo, pelo que suspendia a Constituição do país na defesa dos direitos dos cidadãos!.
6. Como é sabido, o chefe de Estado a prazo apenas representa os cidadãos que nele votaram e somente a figura do Rei, como herdeiro da Coroa que a comunidade das comunidade cobre em qualquer parte do mundo, é o soberano por excelência.
7. Democratas são os políticos da teocrática República do Irão, os dirigentes da República Popular da Coreia do Norte, o demagogo e republicano Chaves da Venezuela, Mohamed Mosri do Egipto, assumido Presidente da República por graça divina.
Nau
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Nº. 382 - Mea Culpa
1. Dizer que a culpa morreu solteira é um erro crasso porquanto, à semelhança da Tia Miséria - protagonista de um interessante conto tradicional editado no 'Movimento de Unidade Monárquica' - a Tia Culpa está viva e recomenda-se.
2. Também no espaço internautico do referido 'Movimento de Unidade Monárquica', acabei de ler um apontamento de Abel Guedes Ferreira no qual este lamenta a inércia que tolhe uma racional actividade instaurativa, atribuindo a culpa a timoneiros de qualidade duvidosa.
3. Sempre assim foi. A defunta Causa Monárquica, no seu tempo, era conhecida pela 'causa sem efeito', sendo as culpas então atribuidas ao 'botas' que se limitava a fazer tagatés a certas aves galiformes da família das Fasianídeas que continuam, plumejadamente, a marcar presença nas missas e jantaradas.
4. Atribuir culpas a Dom Duarte Pio por intervenções circunstanciais é pouco razoável, até porque, como é evidente, existe um bloqueio nos órgãos de comunicação social que apenas com muito esforço e alguma simpatia é ultrapassado, justificando-se o silêncio pela figura em questão não ser notícia, i.e, matéria-prima para o jornalista - sensacionalismo, grande impacto social, recorte futebolístico e outras coisas mais.
5.Por outro lado, é bom ter presente que Dom Duarte Pio não é pretendente ao trono de Portugal, mas sim o herdeiro da Coroa portuguesa e não tem culpa de que videirinhos, de pouca inteligência monárquica, se pavoneiem por aí, rivalizando com muitos napoleões, salvadores de pátrias, gurus profissionais, etc., que apenas carecem de tratamento adequado.
6. Se a instituição republicana parece uma inevitabilidade, não há dúvida nenhuma, pelo menos enquanto os monárquicos não se assumirem verticalmente como tal, expondo, com a máxima clareza, as razões das suas opções políticas, à semelhança do que temos vindo a fazer aqui no CECIM - sem vedetismos e sem toleimas.
7. Usar o emblema com a bandeira azul e branca é de bom gosto e gerador de comentários e/ou pedidos de esclarecimento. Tentem e depois digam quais foram as desculpas dos irmãos republicanos.
Nau
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Nº. 381 - A Crise e as Estratégias
1. Para fazer face à grave crise que a população lusa (nestes deploráveis dias) enfrenta, decidimos auscultar a opinião de várias pessoas e as sugestões por estas apresentadas - umas mais irrealistas do que outras - passamos a relatar.
2. Sendo as baixas temperaturas responsáveis pelo aumento dos resfriados e decréscimo da produtividade nas empresas, deveria ser estabelecido na Constituição da III República que o estado de frio inferior a 10 ou calor acima de 26 graus centígrados seriam proíbidos.
3. Assim, todas as vezes que a temperatura ambiente não respeitasse os parâmetros acima indicados tal poderia ser considerado como um caso de lesa Constituição tendo o cidadão comum o direito de apelar para o Tribunal Constitucional a fim de que este pudesse confirmar a inconstitucionalidade da situação.
4. Dado que em tempo chuvoso se verifica o frequente uso de guarda-chuvas, não resta qualquer dúvida que estes, à semelhança dos pára-raios, atraiem e são responsáveis pelo aumento da pluviosidade, pelo que a venda de tais artigos, em todo o território nacional, deveria ser proibida.
5. Na busca de soluções práticas para debelar a estafada crise que a todos afecta (?), decidimos escutar vários indivíduos e instituições idóneas - partidos políticos excluidos por estes fazerem parte da crise - tendo num grupo de jovens radicais o mais desportivo confessado querer ser jogador de futebol.
6. Quando instado a justificar tal opção este explicou ter o sonho de se tornar um verdadeiro ídolo daquele desporto para, numa jogada feliz, ultrapassar médios, avançados e, em frente da baliza adversária, já com o guarda-redes no chão, desviar a bola para fora desta a fim de ter o estádio de pé a gritar: vai levar no olho!
7. Tal opção profissional parece ser absurda - nada temos contra tal desporto - mas a hipótese do jogador levar (bolada ou murro) no olho de certo que poderá afectar (por exemplo) a condução de viaturas, pondo em risco a segurança de meros peões.
Nau
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Nº 380 - Luta Popular
1. "O FMI tenta fazer passar a ideia de que 'a crise portuguesa é devida ao legado da falência de políticas face à mudança rápida de ambiente', isto é, que os sucessivos governos PS e PSD, por vezes acolitados pelo CDS, não souberam aproveitar as oportunidades geradas pela 'união monetária e pela globalização', escamoteando [a realidade]."
2. "Antes pelo contrário, o que nos fez chegar à situação actul foi a miserável traição que esses sucessivos governos [o centrão] praticaram para com o povo português e para com a nossa soberania nacional que levaram à sistemática destruição do nossos tecido produtivo e à enorme dependência da nossa economia face ao exterior - importamos hoje mais de 80% daquilo que necessitamos para gerar economia, a que leva a ciclos cada vez maiores e mais profundos de endividamento".
3. "Foram muito importantes os temas abordados por Garcia Pereira no 'Em Foco' (canal ETV): o aumento da jornada de trabalho na função pública sem a retribuição correspondesnte e a inevitável e única onsequência do agravamento do desemprego e do objectivo último da privatização de serviços públicos essenciais; a denúncia violenta da tentativa do governo de, sob a capa da discussão da reforma do Estado, levar a cabo a entrega aos capitalistas privados de sectores como a saúde, a educação e a segurança social" - ver outras coisas mais no respectivo video do 'Luta Popular'.
4. "Poupar é um acto voluntário. Decorre, normalmente, do facto de um indivídu, casal ou pessoa colectiva, considerar que, existindo um sobrexcedente de rendimentos, deve acautelar o seu futuro e aforrar essa verba que não é vital para a sua sobrevivência e reprodução. Na presente conjuntura, em que todos os dias os trabalhadores são vilmente assaltados e despojados de uma grande fatia dos rendimentos que auferem do seu trabalho para serem sacrificados no altar de uma dívida que não contraíram e da qual não retiraram qualquer benefício, claro está que não há lugar para qualquer poupana".
5. "Os primeiros números de adesão à greve geral [14 de Novembro] apontam para uma forte participação da classe operária e dos trabalhadores nesta jornada de luta, já superior à última greve geral"
6. "Cavaco não demite o governo de traição [Coelho, com Seguro entre Portas], apesar essa ser uma exigência clara do movimento democrático e patriótico uma vez mais expressa durante a greve geral de 14 de Novembro, uma das maiores greves que há memória na história da luta sindical depois do 25 de Abril de 1974. Cavaco Silva: um presidente fora de prazo!".
7. Se não está de acordo com estes excertos, avance e exponha a sua opinião no 'Luta Popular On-line'.
Nau
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Nº. 379 - GREVE
1. Hoje é dia de GREVE, isto é, cessação do trabalho enquanto não são atendidas as reclamações apresentadas neste espaço internautico.
2. Será, no entanto, a greve de um dia só e sem o contributo dos mais, pelo que esta não poderá ganhar foros de greve geral.
3. Em todo o caso, será uma manifestação de protesto, de desagrado, sem o suporte de qualquer organização sindical.
4. No século XIX, numa antiga praia fluvial arenosa do Sena - Place de Grève - os trabalhadores das vizinhas unidades industriais faziam as suas reivindicações, tomando estas o nome da citada praça.
5. Como é sabido, a greve geral tem por objetivo paralizar as actividades públicas e privadas, por vários dias consecutivos provocando a queda do governo.
6. Reivindico mais debates, mais lucubrações doutrinárias, mais esclarecimentos acerca das opções políticas assumidas!
7. Quero a queda do governo, da assembleia dos deputados, do presidente da república - JÁ!.
Nau
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Nº. 379 - A Propriedade Privada, II
1. O ser humano possui uma característica muito peculiar, isto é, um forte sentimento de apropriação.
2. A posse - não como mera fruição de qualquer coisa, mas de retenção ou de conservação de algo em seu poder - mantem o perfil de estalão civilizacional.
3. O chefe dos tempos imemoriais tinha o consenso da maioria justamente por garantir incólume a propriedade dos bem-aventurados, espelhando-se no Estado de direito dos nossos dias.
4. Aliás, a razão da existência do celebrado Estado de direito é o facto deste certificar a propriedade ao dono dos bens materiais e, por extensão, de valores intangíveis.
5. Já sem o brilho de antanho, a propriedade vai ganhando novos contornos nos vulgarizados condomínios habitacionais, bem como na limitação temporal de posse, renegociável em prazos fixos.
6. Assim, a posse consensual da via cooperativista permanece como a hipótese mais harmoniosa para a comunidade de todos os tempos, em detrimento quer da propriedade tradicional, quer da propriedade socialista.
7. Bom é não esquecer que o socialismo pugna em defesa da colectividade dos meios de produção, bem como da propriedade em geral.
Nau
domingo, 18 de novembro de 2012
Nº. 378 - A Cooperativa
1. Em recente apontamento, tive a oportunidade de mencionar algums empreendimentos cooperativos em curso.
2. Uma das características das unidades cooperativas é estas funcionarem como plataformas para o lançamento de ideias e projectos em que os cooperadores poderão participar (ou não) para atender as suas necessidades económicas, sociais e culturais.
3. Já o nosso correlegionário António Sérgio definia o cooperativismo como "um movimento de reforma moral e social, feito pelo povo por acção libérrima, sem a mínima dependência dos maiorais do Estado".
4. Como objectivos, o referido doutrinador definia o cooperador como aquele que "pretende abolir o antagonismo de interesses, tornar possíveis as relações amigáveis em todas as circunstâncias do nosso viver comum".
5. Ainda dentro dos propósitos dos associados, António Sérgio sublinhava que a preocupação do cooperante esclarecido seria "assentar a sociedade sobre o auxílio mútuo, [bem como] suprimir as barreiras profissionais e de classe".
6. Segundo o Código Cooperativo vigente, "o capital social da cooperativa é variável, podendo os respectivos estatutos determinar o seu montante inicial", porém, em caso de dissolução, liquidados todos os compromissos fiscais e os assumidos pela cooperativa, o remanescente não será distribuido pelos associados.
7. Paradoxalmente, a cooperativa não é propriedade de ninguém, pelo que tripúdios entre os cooperantes na dissolução da unidade cooperativa jamais terão lugar.
Nau
sábado, 17 de novembro de 2012
Nº. 377 - Lamento, mas...
1. Agora não basta estar inscrito no Facebook - o cadastro é exigido para ter acesso aos diferentes espaços e textos inseridos no mesmo.
2. Embora apenas me deva debruçar acerca daquilo que me é submetido como tema e/ou comentário, algumas escapadelas tenho feito a outros sítios aqui na Internet.
3. A curiosidade é grande e, por vezes, uma folga inesperada permite devaneios por estes vastos espaços, agora coarctados pela imposição de cadastro prévio.
4. Resta solicitar aos observadores para verificarem o interesse (ou não interesse) dos apontamentos editados e, frequentemente se perde a oportunidade de uma eventual participação.
5. Quando, por qualquer bambúrrio de sorte, a admissão nos espaços de acesso limitado é facultada, as desilusões são grandes, pela pobreza dos textos editados.
6. Calma, amigos cooperadores. As escapadelas acima referidas são ocasionais e apenas quando o tempo mo permite. Logo, embora seja uma quebra na disciplina do CECIM, a coisa não é grave.
7. Para comentar casos particulares ou assuntos de lana caprina, não contem comigo.
Nau
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Nº. 376 - O Aniversário
1. O aniversário do "CECIM - Centro de Estudos Cooperativos de Inspiração Monárquica" teve lugar na passada quarta-feira, dia 14, conforme foi largamente anunciado, com pompa e cerimónia adequada.
2. Amavelmente, as organizações sindicais dos trabalhadores - as da UE, lusa incluida - marcaram uma greve geral para essa data e, como é compreensível, não incluiram os parabéns ao aniversariante, para não destoar das palavras de ira que, prodigamente, iam vociferando.
3. Ficámos muito sensibilizados com as manifestações de apreço que, segundo relato do operador de serviço, incluem visitas que vão da Índia ao Novo Mundo, denominadamente os Estados-Unidos, Canadá e Brasil. sendo larga a presença europeia, do Atlântico aos Urais.
4. Quanto aos cépticos declarados acerca do cooperativismo apenas conheço um, o veterano do espaço internautico Paulo Especial, mas este encarna o intrépido espírito de D. Fuas Roupinho, o Lidador do sec. XII, que também lá para os lados dos Algarves andou a fazer das suas, tendo tido o encontro com a morte num combate naval, perto de Gibraltar.
5. Porém, em fresca data, tomei conhecimento de um grupo de professoras terem estabelecido uma cooperativa de ensino para estudantes com dificuldades de aprendizagem, num espaço cedido pela Junta de Freguesia ou Igreja local, actualmente compreendendo como técnico auxiliar um psicólogo, mas outras participações e contributos estão já na liça.
6. Cooperativas de trabalhadores de várias áreas têm sido ensaiadas no Brasil, oferecendo oportunidades de trabalho a arquitectos, engenheiros, bem como a mão de obra não qualificada que, como uma empresa cooperativa, respondem às necessidades de eventuais clientes.
7. Como recurso para férias pessoais ou de clientes fortuitos, alguns amigos adquiriram um terreno agrícola com casa em ruinas, onde, numa base cooperativa, estão a dinamizar uma espécie de turismo rural, sendo os trabalhos de recuperação (pedreiros, electricistas, pintores, etc.) realizados pelos próprios cooperadores.
Nau
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Nº. 375 - A Greve Geral
1. Sem dúvida que a concertação das várias greves nacionais ao nível da UE obteve, parcialmente, os objectivos traçados.
2. A greve geral é suposta parar toda a actividade pública e privada, obrigando o governo em exercício a apresentar o pedido de demissão.
3. Raramente tal acontece mas, sempre que as greves são acompanhadas de actos de violência (Comuna de Paris, 1871), estas dão azo a que os governos adoptem medidas de repressão excepcionais.
4. Fica-se sempre na dúvida se os actos de violência foram ocasionais - estrategicamente implementados pelas autoridades para justificarem a sua permanência no poder - ou por desordeiros profissionais.
5. O caso português deixa muita gente céptica, embora esta tenha aproveitado a greve para distender a sua ira, porquanto a credibilidade das soluções 'extremistas' apresentadas como alternativa são questionáveis.
6. Não cumprir os compromissos significará ficar sem créditos nos mercados externos; renegociar, simultaneamente, o montante em dívida e as taxas dos respectios juros, uma missão duplamente arriscada.
7. Em Portugal, um governo de esquerda sem o PS é praticamente impossível; um governo nacional de iniciativa do Cacaco, tanto ideia como a dita personagem, estão fora de prazo. Assim vamos sobrevivendo. Oxalá o Futebol Clube Cascalheira ganhe o próximo Campeonato Nacional!.
Nau
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Nº. 374 - Um Triste Cenário
1. Vale a pena ler os textos de Filipe Manuel Dias Neto, publicados no "Movimento de Unidade Monárquica", nos dias 7 e 9 do corrente.
2. Se não fosse muito o incómodo, gostaria que as organizações que pomposamente se designam por Causa Real viessem a terreiro justificar a sua existência, e os jovens que se dizem monárquicos explicassem a opção política assumida.
3. Condenável, não é apenas a falta de coordenação política, mas a inexistência de doutrina monárquica de referência, possível se houvessem debates e tomadas de posições públicas racionais, para lá do vedetismo narcisista que muitos aparentam.
4. À direita - umas vezes democrata-cristã, outras vezes popular - refugia-se a rapaziada (já madura) do '31 da Armada' da qual (se não me engano) partiu a iniciativa de hastear a bandeira 'azul e branca' em edifícios públicos.
5. Na extrema direita, permanecem os senectos e ultrapassados 'nacionalistas' que defendem uma pátria mítica - fidalguias que nada valem - satisfazendo-se com missas e declarações monárquicas em privado, com veladas 'Vivas ao Rei !'.
6. À esquerda há os que se afirmam socialistas, mas tais vozes são abafadas pela falta de substância (ou coragem) nas posições públicas assumidas porquanto é mister aduzir razões e avançar com propostas válidas, manifestando sempre a diferença que os separa dos socialistas utópicos e dos burocratizantes.
7. Como somos coerentes - nem das direitas, nem das esquerdas - empunhamos convictamente o escudo do cooperativismo - essencialmente comunalistas, defensores da gestão e da propriedade partilhada - aplanando o caminho para o regresso do Rei.
Nau
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Nº. 373 - A Decadência Europeia
1. A Europa continua muito ufana do seu Estado Social esquecendo que este foi possível devido à emulação com a colapsada União Soviética, bem como à sofisticada tecnologia que, com relevante mérito, desenvolveu.
2. Tentativamente, a Europa granjeou o emprego e salário razoável a largo número de pessoas, possibilitando a estas um bem estar confortável, bem como uma actividade regular disciplinadora, equivalente à Pax Romana.
3. O consumo disparou e o lazer entrou nos hábitos da população, passando esta a desfrutar de um melhor serviço de assistência e saúde, como não há memória na comunidade europeia.
4. Numa dinâmica de crescimento, os salários foram acompanhando a curva ascendente, comprometendo os custos de produção e tornando os respectivos produtos pouco competitivos nos mercados externos.
5. A exportação da tecnologia de ponta e a produção em países com a mão de obra mais barata possibilitou a entrada no mercado europeu de artigos a preços baixos, com margens de lucro confortáveis, que foram permitindo o equilíbrio das contas públicas.
6. A contravapor foi ensaiada a produção industrial com mão de obra altamente sofisticada, dispensando a maioria da força laboral não qualificada que passou a depender de eventuais subsídios e/ou de tarefas ocasionais, de fraco contributo para o PIB.
7. Hoje, tanto o empreendorismo como os projectos inovadores têm uma saída comum - a dinâmica cooperativista.
Nau
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Nº. 372 - O Império Amarelo
1. Na China dos nossos dias está a decorrer uma experiência social muito interessante.
2. Os actuais dirigintes políticos chineses têm presente que o sistema económico liberal permite um crescimento do produto interno bruto mais rápido do que o centralismo largamente adoptado como doutrina oficial.
3. Dado que o objectivo do Partido Comunista é lutar para o bem estar da população chinesa, este não tem qualquer dúvida em criar zonas experimentais, pondo em prática os ditos critérios pouco ortodoxos.
4. O empreendorismo de feição capitalista europeu tem dado azo ao florescimento de grande número de novos ricos aos quais é permitido o alarde do sucesso pessoal dado que, repito, este contribui para o bem estar de toda a comunidade.
5. Não sendo possível pôr em prática, num curto prazo, a dinâmica japonesa das centrais comerciais de exportação (trading companies) para a colocação dos seus produtos, a administração chinesa atempadamente promoveu a emigração de comerciantes individuais que, nas diferentes partes do mundo, têm colocado os seus excedentes comerciais.
6. A China não se encontra imune ao flagelo da corrupção, porém os seus dirigentes preocupam-se em dar o exemplo aos mais, castigando, com mão férrea, os prevaricadores e refrescando o aparelho do partido com novos elementos, estes também determinados no desenvolvimento do Império Amarelo.
7. Claro que, para obviar os problemas do capitalismo especulador e do centralismo burocrático, nós, os cooperativistas, sugerimos a experiência da gestão e propriedade compartilhada que poderá ser um bom lenimento para muitos dos erros atrás referidos.
Nau
domingo, 11 de novembro de 2012
Nº. 371 - Transportes públicos, II
1. Frequentemente entram no autocarro, pela porta de saída, casais com o respectivo filho transportado em carrinhos de rodas sem que os progenitores possuam qualquer título de transporte.
2. Alunos de uma escola básica na Estrada de Benfica, deslocam-se de autocarro ao Centro Comercial Colombo - apenas a duas paragens de distância - a fim de queimarem algum dinheiro na área de lazer, tendo um grupo de rapazes afirmado viverem nas proximidades (Damaia?) mas não terem pilim para a compra do respectivo passe (bilhete de trânsito).
3. Indivíduos de etnia cigana, transportando a pertinente trouxa de artigos para venda na "Feira do Relógio", deslocam-se da Pontinha ao lugar onde mercadejam os seus produtos, sem títulos de transporte e sem licenças camarárias para a sua actividade porquanto, segundo o testemunho de um deles, não ganhariam para sustentar a mulher e a respectiva prole se tivessem que fazer face a tais encargos.
4. Numa carreira de autocarros que liga o bairro da Madre Deus ao Alto de Ajuda, frequentemente se transportam clientes para e do supermercado da droga (Meia-Laranja, freguesia de Santo Condestável), por vezes em condições físicas e/ou de higiéne deploráveis, que chegam a intimidar o próprio motorista, com provocações e/ou ameaças, se este tentar vedar a passagem a tais indivíduos.
5. Um funcionário da transportadora urbana confidenciou que, altas horas da noite, um irrascível cliente, ao ser negada a entrada no veículo por não possuir qualquer título de transporte, muniu-se de uma pedra da calçada e partiu todos os vidros da estrutura da paragem, no meio de estultícios gritos de aplauso dos seus acompanhantes.
6. Claro que tais episódios apenas denotam um grave problema social que não cabe à transportadora resolver, fruto da impunidade que grassa em relação aos prevaricadores, bem como à falta de resposta do decadente aparelho do Estado que protege apaniguados e não o cidadão comum.
7. Logo, não é somente reformas estruturais que urge serem realizadas a curto prazo, mas o reforço do espírito de comunidade.
Nau
P.S.: Ponto de encontro, no Largo do Calvário, segunda-feira, dia 12, pelas 12h15, junto à Videoteca.
sábado, 10 de novembro de 2012
Nº. 370 - Transportes públicos, I
1. Nos transportes colectivos de Lisboa largo número de passageiros não se encontra munido do respectivo de transporte.
2. Decidimos fazer prova de tal asserção numa linha de longo curso, fora das horas de ponta, entrando no início do percurso e escolhendo três lugares estratégicos para melhor observação.
3. Sentado junto da entrada da viatura, um elemento do nosso grupo visiona os dois dispositivos automáticos de controlo dos títulos de transporte.
4. Um segundo elemento posiciona-se na proximidade da saída, enquanto o terceiro observador vigia a saída extrema , procurando dialogar com alguns passageiros.
5. O ritmo de entrada na viatura é, normalmente, apressado mas o título de transporte de alguns só é procurado nos bolsos ou carteiras - pessoas idosas ou viciadas no uso do telefone portátil - junto do posto de controlo, provocando embaraço e passagem forçada dos outros utentes.
6. Passageiros irregulares chegam a forçar as portas de saída quando se apercebem da presença dos fiscais; os energúmenos provocam distúrbios ou posteriormente inutilizam os paineis no exterior, deixando aqueles que aguardam o transporte sem qualquer informação quanto aos tempos de espera.
7. A mobilidade das pessoas idosas está a ser progressivamente reduzida devido à perca de benefícios no custo dos títulos de transporte, enquanto gente válida se exime ao pagamento do mesmo.
Nau
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Nº. 369 - Luta Popular
1. Como é sabido, a visita relâmpago de Angela Merckel a Lisboa terá lugar no próximo dia 12, segunda-feira.
2. Sem dúvida que num acto de cavalheirismo à portuguesa, o PCTP/MRPP convoca filiados e simpatizantes para, naquela data, se deslocarem a Belém a fim de cantar as boas à chanceler alemã.
3. O ponto de encontro (ironias à parte) será no Largo do Calvário, em Lisboa, pelas 13 horas e tem por promotor o movimento cívico "Que se lixe a Troica!", plebeísmo genuinamente português que evita o calão universitário - "que se faque a gaja!".
4. Quem quizer encontrar velhos amigos, companheiros do bom combate, familiares ou simpatizantes deverá procurá-los junto da Videoteca, no referido Largo, de preferência antes das 12h15 daquele dia.
5. O cortejo de boas à chanceler alemã terminará em Belém e durante a marcha cívica poderão ser ensaiadas algumas palavras da ordem: "Passos e Cavaco para a Rua!", "Fora com a Troica!".
6. A ida a Belém no dia 12 poderá ser um bom ensaio para a greve geral da quarta-feira seguinte, além de um bom exercício físico - de pernas e voz - que, sem dúvida, Merckel e Cavaco apreciarão bastante.
7. Entretanto, leia e comente o "Luta Popular Online".
Nau
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Nº. 368 - Rui Paiva Monteiro
1. Hesitei em inserir este apontamento como uma carta aberta a fim de agradecer a Rui Paiva Monteiro a singeleza com que enunciou publicamente o seu percurso de vida - infante, adolescente e homem.
2. O amor pela história pátria foi-lhe instilado com as primeiras letras, fazendo-o vibrar perante os símbolos que se presume serem o cunho, aliás, o espírito da comunidade - realidade imaterial de coesão voltada para o futuro de alvoradas risonhas.
3. O retrato do Rei (D. Manuel II) inadvertidamente apercebido, com expressa dedicatória a um familiar próximo, é a pedra de toque que serviu para apurar a natureza dos seus sentimentos de amor ao passado e a alguém que, com dignidade, o representou.
4. Ao tempo de crescer segue-se o tempo do confronto com a realidade comezinha, este fautor de independência e maior responsabilidade em relação àqueles de quem vimos e perante os mais que nos rodeiam na caminhada comum.
5. O primeiro passo foi de descoberta; o seguinte de meros questionamentos propicionadores do enrobustecimento da consciência social - o conjunto dos deveres e direitos do cidadão em que, deliberada ou inexoravelmente, nos tornamos.
6. Resta a Rui Paiva Monteiro dar o gigantesco passo em relação ao futuro: procurar o concurso de amigos ou meros conhecidos e formar, tentativamente, uma unidade cooperativa para a satisfação das necessidades básicas e/ou culturais do grupo formado para o efeito.
7. Apenas o aumento em número dos cidadãos - criteriosos e responsáveis - possibilitará o regresso do Rei.
Nau
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Nº. 367 - Os dias contados
1. Não há dúvida, o número de apontamentos não corresponde aos dias do calendário pelo simples facto de ter havido ocasionais duplicações na inserção dos mesmos,
2. Por outro lado, justificadas urgências de última hora e demasiadas ajudas na recepção e despacho dos ditos apontamentos faz com que a numeração dos mesmos seja, um tanto ou quanto, atabalhoada.
3. Logo, a data do aniversário do "CECIM - Cooperativismo Monárquico" será na próxima quarta-feira, dia 14, coincidindo com a greve geral que, como é óbvio, não será respeitada neste espaço, embora todos nós daremos uma forcinha para que a mesma tenha o efeito desejado.
4. Na Grécia, em Espanha, na França, etc., muitas manifestações de desagrado popular têm tido agenda própria, com vigor e determinação, porém a coordenação das mesmas não tem sido possível, pelo que os especuladores do costume não se mostram muito preocupados com manifestações a esmo, por mais grandiosas que estas se apresentem.
5. E sempre foi assim. Os interesses dos grandes e dos respectivos serventuários não coincidem com os da maralha; esta continua à espera que um deus ex-machina venha resolver os problemas que apenas à maralha cabe concertar.
6. Claro que o objectivo do cooperativismo monárquico é enfrentar as arremetidas, tanto do liberalismo especulador, como as do centralismo burocratizante, aplanando o caminho para o regresso do Rei.
7. Aos cépticos apenas uma sugestão: tentem formar uma cooperativa que satisfaça as vossas necessidades - emprego, cultura, consumo, etc. - e relatem a vossa experiência.
Nau
terça-feira, 6 de novembro de 2012
Nº. 366 - Os dias contados
1. Este é o tricentésimo sexagésimo sexto apontamento, embora o início da jornada "CECIM - Cooperativismo Monárquico" neste espaço tenha tido lugar no dia 14 de Novembro do ano transacto.
2. Sem dúvida que há um ano atrás o futuro para os portugueses era menos sombrio do que nos dias de hoje, posto que este seja melhor do que aquele que nos está reservado para amanhã.
3. Terminei o primeiro apontamento sublinhando que o espaço CECIM estava receptivo a largas cavaqueiras e o êxito foi tão grande que, aproximando-se o primeiro ano de actividade, continuo a falar só, perante tímidos visitantes que, entrando mudos e saindo calados, singelamente perfazem os quatro dígitos.
4. Há muito tempo sem Rei, os monárquicos já não sabem o que querem, entretendo-se a guerrear uns e outros sem coragem para questionarem as opções politicamente assumidas - tanto as institucionais, como as de sociabilidade.
5. Para alguns, "a Fé, a Lei e a Ordem" bastam para a sua felicidade, sendo-lhes completamente indiferente que no topo do campeonato esteja o velhinho Cascalheira Futebol Clube ou o párvulo Bloqueimense de Romarigães.
6. Tanto no sistema partidocrático, como no regimen do centralismo popular, o cidadão comum já pouco ou nada participa na gestão da coisa pública, limitando-se a passar ao largo das urnas de votos, adverso a qualquer intervenção pessoal.
7. Resta o cooperativismo para o reforço da prática democrática, pois este poderá ser o antídoto, quer para as oligarquias burguesas, quer para as ditaduras em que os interesses de um grupo de pessoas se identificam com os de toda a comunidade.
Nau
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Nº. 365 - José Fontana
1. Quando se fala de José Fontana, todo o mundo o associa ao Partido Socialista dos finais do séc. XIX do qual foi um dos fundadores.
2. Participou igualmente na organização das Conferências do Casino realizadas em Lisboa, na primavera de 1871, em que participaram Antero de Quental (grande entusiasta do evento), Batalha Reis, Oliveira Martins, Eça de Queiroz e outros intelectuais do mesmo quilate.
3. As Conferências do Casino tiveram um grande impacto no Portugal daquele tempo, dado que os promotores se dispunham estudar todas as ideias e todas as correntes políticas do século, pressupondo uma transformação social, moral e política assaz conveniente.
4. Suisso pelo nascimento, José Fontana radicou-se muito jovem em Portugal e, na linha de um Proudhon, tornou-se defensor das classes trabalhadoras, tendo colaborado na redação dos estatutos da 'Associação Fraternidade Operária', bem como do 'Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas'.
5. O impulso dado ao espírito associativo por José Fontana torna-o um dos corifeus do moderno movimento cooperativo em Portugal, não só pela actividade e empreendorismo desenvolvido - foi sócio-gerente da Livraria Bertrand, em Lisboa - bem como pela vasta colaboração em jornais operários que ajudava a fundar.
6. Detractores acusavam José Fontana de revolucionário utópico, fazendo correr por Lisboa versos aparentemente inocentes: 'Viva o Fontana!/ Morra o trabalho!/ Atirai para longe a bigorna mais o malho./Um bom soninho/ Perna estendida/ É meio caminho para se ganhar a vida".
7. José Fontana, atormentado pela tuberculose, suicidou-se aos 35 anos de idade, mas permanecerá na memória de todos nós como o remoçador do espírito da 'Casa dos Vinte e Quatro'.
Nau
domingo, 4 de novembro de 2012
Nº. 364 - Luta Popular
1. O Estado português poderia ter poupado 800 milhões de euros graças à redução da taxa de juro negociada com a Troika - leia 'lutapopular@pctpmrpp.org'.
2. Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa continuam na sua luta que, sem dúvida, desembocará na greve geral do próximo dia 14 - leia 'lutapopular@pctpmrpp.org'.
3. Há quem jure de pés juntos que Cavaco nada tem a ver com a presente crise económica e a prova é que este evita falar nela. Leia 'lutapopular@pctpmrpp.org'.
4. Os estivadores portuários também estão em luta. Tenho lido e ouvido vários entendimentos quanto a este conflito, porém, sugiro que leiam 'lutapopular@pctpmrpp.org'.
5. Embora com bastante atrazo, não podemos deixar de referir à justa homenagem promovida pelo PCTP/MRPP a Ribeiro dos Santos, assassinado em 12 de Outubro de 1972 pela polícia fascista da república de então.
6. Igualmente assassinado, mas por uma quadrilha de malfeitores da UDP, Alexandrino de Sousa é mister das nossas homenagens, no trigésimo sétimo ano da sua morte, isto é, já na presente república.
7. Leia e discuta o 'Luta Popular Online'.
Nau
sábado, 3 de novembro de 2012
Nº. 363 - Luta Popular
1. A próxima greve geral está agendada para o dia 14 do corrente.
2. Segundo é prática comum, a greve realiza-se a partir de um acordo de trabalhadores para a cessação de toda a actividade laboral, enquanto não forem atendidas as suas reivindicações.
3. Logo, a próxima greve geral, com data e extensão prevista, distingue-se de uma mera greve sectorial por se verifivar em todos os ramos de actividade - comércio, indústria e serviços.
4. O objectivo desta greve geral é a queda do governo mediante a paralização do país, uma vez que ficará demonstrada a perda de confiança popular no mesmo.
5. Por toda a Europa, o descontentamento dos trabalhadores em relação à classe política dirigente é grande, pelo que esta será a oportunidade ímpar para um levantamento popular e assalto às cadeiras do poder.
6. No entanto, a esquerda moderada (Hollande) já está à frente dos destinos da França e, apesar do espalhafato verbal, pouco mais faz do que Merckel, a braços com uma latente estagnação da economia alemã.
7. Sem dúvida que nos encontramos numa encruzilhada e esta é a segunda oportunidade negada à extrema esquerda, ainda com os tiques do 25A português.
Nau
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
Nº. 362 - A Fome de Imortalidade, IV
1. A fome de imortalidade ocorre ao mortal quando as garras da frustração o tomam como presa.
2. Sempre que as expectativas pessoais saiem goradas por infortúnios vários, o homem sente-se invadido por sentimentos negativos.
3. Alquebrado pelas adversidades e, por vezes, com uma existência pouco digna, a alma penada volta-se para o desconhecido, na esperança de alguma felicidade.
4. Porém, tal sentimento é algo fugaz que se atinge num êxtase e apenas serve para retemperar as forças, na via para a construção de um futuro melhor.
5. Logo, a fome de imortalidade não ultrapassa o curso da vida terrena, embora a condicione numa suposta alternativa de êxtase/existência real (não imaginária).
6. Resta ao homem aproveitar a imortalidade do momento - êxtase - e prosseguir na conquista da felicidade por esta se encontrar conotada com o bem estar e a satisfação social possível.
7. Muitos há que pensam que alguém zelará por nós: talvez os políticos!. Porém, enquanto estes fazem por si mesmo, melhor será enveredar pelo cooperativismo.
Nau
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Nº. A Fome de Imortalidade, III
1. A corrupção é a acção ou efeito de algo que corrompe, transforma ou destroi pelo mero facto de existir, devido a causas internas ou externas inerentes à própria existência.
2. Faz parte do ciclo 'nascer, crescer, morrer' - este corroborado pela experiência pessoal adquirida - gerador da fome do imortal e da persecução da felicidade que motiva a perm e costumes, mas cuja natureza não está patente ou é praticamente anência que não a renúncia.
3. Transposta para a política, a corrupção ganha foros de benesse, isto é, favor e/ou ajuda praticada a outrém que - sem esforço nem trabalho - obtém vantagens ou lucros a troco de algo ilícito.
4. A ilicitude abrange tudo o que não é permitido por lei, pela boa moral e costumes, mas cuja natureza não está patente ou é praticamente impossível de descortinar pelos esquemas tortuosos entre corruptor e o corruptível.
5. Todo o mundo suborna ou se deixa subornar protegendo afilhados ou solicitando favores para amigos e correligionários, pelo que a corrupção apenas se torna condenável em grandeza escalar ou quando chega ao domínio público.
6. Logo, todo o poder corrompe, seja este praticado no Novo Mundo ou na Nova China, por mais rigorosos que sejam os escrutínios, justificando-se a rotatividade nas cadeiras do poder, bem como o reforço da liberdade de expressão.
7. Todavia, perante a fome de imortalidade, o importante é parecer impoluto, sendo desnecessária qualquer referência em contrário.
Nau
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Nº. 360 - A Fome de Imortalidade, II
1. Volta e meia, sugiro a simples mortais que se questionem acerca da razão de ser monárquico.
2. Muitas das opções políticas assumidas foram construidas no ambiente familiar, no círculo de amigos, na formação pessoal, isto é, na maneira por que se constitui uma mentalidade ou um carácter.
3. Porém, o aprofundamento da opção manifestada pode variar no decorrer da vida de cada um, segundo o processo de aquisição da felicidade, bem como da fome de ser imortal.
4. Parafraseando Unamuno com deliberada inversão dos termos direi que não é preciso sentir o destino, basta apenas pensar no dito como um todo, guardando os aspectos particulares para os tempos de controlada distensão.
5. As religiões tentam dar resposta para a questão do sentido da vida que projecta a eternidade, embora a morte seja algo certo, evidente na linha do nascer, crescer, morrer que racionalmente entendemos.
6. Na conquista da felicidade - porquanto esta apenas se atinge com merecida luta - é forçoso definir os caminhos que temos intenção de seguir, estabelecendo rotas e metas.
7. Ser monárquico não basta. Urgente é definir o caminho para atingir o objectivo em causa e a chave será o cooperativismo - sistema associativo fundamentado no princípio cooperativo para afrontar quer o capitalismo liberal especulador, quer o capitalismo estatal burocratizante.
Nau
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Nº. 359 - A Fome de Imortalidade
1. Ao rítmo dos nossos dias, dentro em breve haverá mais blogs monárquicos do que adeptos daquela instituição política.
2. Segundo a prática corrente, cria-se um espaço e/ou envia-se uma mensagem para um web log e, de imediato, todo o mundo fica a conhecer as suas opiniões, emoções e comichões.
3. A rapaziada de esquerda, igualmente viciada na blogomania, nunca se esquece de subscrever as suas intervenções com nomes bombásticos - Ilyich Lenin, Che Guevara, Trotsky e outros que tais.
4. Nas assinaturas, certos monárquicos são, por natureza, modestos usando nomes sonantes como Brúcio de Brebúcio Iça de Porra Rastaparta e Chiça com que julgam impressionar os papalvos.
5. A preocupação de se identificar com personagens fabulosas e linhagens ilustres é compreensível, principalmente quando o valimento pessoal é fraco e o desejo de merecer a admiração dos outros é muito forte.
6. Estimular o senso crítico - pessoal ou de outrem - é meritório, mas as intervenções monocórdias e descabeladas são um desperdício de tempo e, sobretudo, indesculpáveis.
7. Aos monárquicos menos distraídos atrevo-me a sugerir a receita habitual, questionem-se afincadamente: porque sou monárquico?.
Nau
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Nº. 358 - Mov. Democracia Directa - DD
1. Acabei de ler alguns apontamentos do "Movimento para a Democracia Directa - DD" que reputo de bastante interesse.
2. Fiquei, no entanto, apreensivo quanto ao facto do dito "Movimento" se afirmar apartidário por tal me parecer um contra-senso.
3. Define-se partido como grupo de pessoas unidas em princípios e actividades comuns para a consecução de determinados objectivos políticos.
4. Logo, o "Movimento para a Democracia Directa - DD" actua como uma facção partidária, embora não esteja fidelizado a qualquer corrente política.
5. De um modo simplista, as correntes políticas dividem-se em três grandes famílias: a liberal, a socialista e a cooperativistas.
6. A liberal é representada pela maior parte dos partidos burgueses; a socialista compreende os sociais-democratas, os socialistas democráticos e os comunistas; o cooperativismo apresenta várias tendências.
7. Como todo o mundo sabe, o cooperativismo aqui defendido é de inspiração monárquica.
Nau
domingo, 28 de outubro de 2012
Nº. 357 - O Megapolismo
1. Em 2011, cerca de metade dos cidadãos portugueses viviam em regiões urbanas.
2. O afluxo aos grandes centros populacionais, nos próximos anos, aumentará exponencialmente.
3. Assim, nas grandes urbes cá do sítio habitam 5,1 milhões de pessoas (49%), nas regiões intermédias 1,6 milhões (15%) e nas zonas rurais 3,8 milhões (36%).
4. Na União Europeia, as percentagens serão, respectivamente, de 41%, 35% e 23%.
5. Dados comparados, facilmente se cocnclui que as cidades intermédias portuguesas têm menor capacidade para fixar a população..
6. O mundo rural português, embora com uma média superior à da UE, tem uma produção menor pelo que necessita de importar grande parte dos produtos agrícolas.
7. Moral da história: tanto o liberalismo, como o socialismo têm tido políticas sociais tecnicamente erradas.
Nau
sábado, 27 de outubro de 2012
Nº. 356 - Henrique Sousa
1. Com muita coragem, alguns simpatizantes monárquicos e/ou meros cooperativistas têm dado relevantes notícias acerca do CECIM.
2. Embora, pomposamente, se apresente como um "centro de estudos cooperativos de inspiração monárquica", este não passa de um grupo de carolas que, graças às novas tecnologias, comunicam entre si, mantendo um escrivão de serviço para o relato dos factos e dos fastos.
3. O técnico de serviço - sempre ocupado com a sua função profissional - pouco tempo tem para resolver os vários problemas que defrontamos no CECIM, limitando-se a combater os ataques hackerianos, pelo que o amadorismo da maioria impera, na via do desenrascanso à portuguesa.
4. O observador de serviço não tem mãos para toda a obra, umas vezes assinalando parciosamente apontamentos com muito interesse, outras vezes inundando as caixas do correio electrónico com vasta informação o que torna difícil apreciar e comentar todos os casos em tempo útil.
5. Fica assim justificada a razão do atrazo em nos debruçarmos perante o fenómenos Henrique Sousa que, além de plumitivo de mérito reconhecido (já estamos a lançar a escada para o futuro "Prelo Real - livreiros, editores") tem obra no estudo e divulgação das novas tecnologias - http/inerte.horabsurda.org).
6. O CECIM perfaz um ano de actividade como independente, dentro em breve, pelo que se encontra em preparação uma nova via para a divulgação da doutrina monárquica, bem como das realidades cooperativas, com entradas selectivas e pontuais durante a semana.
7. Regularmente introduziremos neste espaço apontamentos acerca do 'Portal da Cidadonia', ´Doutrina Monárquica', ´Real Actividade Cooperativa', 'Prelo Real', 'Luta Popular', 'Fim de Semana' e 'Psyché', além de muitas mais informações de presumível interesse geral.
Nau
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