domingo, 11 de novembro de 2012

Nº. 371 - Transportes públicos, II


1. Frequentemente entram no autocarro, pela porta de saída, casais com o respectivo filho transportado em carrinhos de rodas sem que os progenitores possuam qualquer título de transporte.

2. Alunos de uma escola básica na Estrada de Benfica, deslocam-se de autocarro ao Centro Comercial Colombo - apenas a duas paragens de distância - a fim de queimarem algum dinheiro na área de lazer, tendo um grupo de rapazes afirmado viverem nas proximidades (Damaia?) mas não terem pilim para a compra do respectivo passe (bilhete de trânsito).

3. Indivíduos de etnia cigana, transportando a pertinente trouxa de artigos para venda na "Feira do Relógio", deslocam-se da Pontinha ao lugar onde mercadejam os seus produtos, sem títulos de transporte e sem licenças camarárias para a sua actividade porquanto, segundo o testemunho de um deles, não ganhariam para sustentar a mulher e a respectiva prole se tivessem que fazer face a tais encargos.

4. Numa carreira de autocarros que liga o bairro da Madre Deus ao Alto de Ajuda, frequentemente se transportam clientes para e do supermercado da droga (Meia-Laranja, freguesia de Santo Condestável), por vezes em condições físicas e/ou de higiéne deploráveis, que chegam a intimidar o próprio motorista, com provocações e/ou ameaças, se este tentar vedar a passagem a tais indivíduos.

5. Um funcionário da transportadora urbana confidenciou que, altas horas da noite, um irrascível cliente, ao ser negada a entrada no veículo por não possuir qualquer título de transporte, muniu-se de uma pedra da calçada e partiu todos os vidros da estrutura da paragem, no meio de estultícios gritos de aplauso dos seus acompanhantes.

6. Claro que tais episódios apenas denotam um grave problema social que não cabe à transportadora resolver, fruto da impunidade que grassa em relação aos prevaricadores, bem como à falta de resposta do decadente aparelho do Estado que protege apaniguados e não o cidadão comum.

7. Logo, não é somente reformas estruturais que urge serem realizadas a curto prazo, mas o reforço do espírito de comunidade.

Nau

P.S.: Ponto de encontro, no Largo do Calvário, segunda-feira,  dia 12, pelas 12h15, junto à Videoteca.

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