sábado, 10 de novembro de 2012

Nº. 370 - Transportes públicos, I


1. Nos transportes colectivos de Lisboa largo número de passageiros não se encontra munido do respectivo de transporte.

2. Decidimos fazer prova de tal asserção numa linha de longo curso, fora das horas de ponta, entrando no início do percurso e escolhendo três lugares estratégicos para melhor observação.

3. Sentado junto da entrada da viatura, um elemento do nosso grupo visiona os dois dispositivos automáticos de controlo dos títulos de transporte.

4. Um segundo elemento posiciona-se na proximidade da saída, enquanto o terceiro observador vigia a saída extrema , procurando dialogar com alguns passageiros.

5. O ritmo de entrada na viatura é, normalmente, apressado mas o título de transporte  de alguns só é procurado nos bolsos ou carteiras - pessoas idosas ou viciadas no uso do telefone portátil - junto do posto de controlo, provocando embaraço e passagem forçada dos outros utentes.

6. Passageiros irregulares chegam a forçar as portas de saída quando se apercebem da presença dos fiscais; os energúmenos provocam distúrbios ou posteriormente inutilizam os paineis no exterior, deixando aqueles que aguardam o transporte sem qualquer informação quanto aos tempos de espera.

7. A mobilidade das pessoas idosas está a ser progressivamente reduzida devido à perca de benefícios no custo dos títulos de transporte, enquanto gente válida se exime ao pagamento do mesmo.

Nau

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