quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Nº. 374 - Um Triste Cenário
1. Vale a pena ler os textos de Filipe Manuel Dias Neto, publicados no "Movimento de Unidade Monárquica", nos dias 7 e 9 do corrente.
2. Se não fosse muito o incómodo, gostaria que as organizações que pomposamente se designam por Causa Real viessem a terreiro justificar a sua existência, e os jovens que se dizem monárquicos explicassem a opção política assumida.
3. Condenável, não é apenas a falta de coordenação política, mas a inexistência de doutrina monárquica de referência, possível se houvessem debates e tomadas de posições públicas racionais, para lá do vedetismo narcisista que muitos aparentam.
4. À direita - umas vezes democrata-cristã, outras vezes popular - refugia-se a rapaziada (já madura) do '31 da Armada' da qual (se não me engano) partiu a iniciativa de hastear a bandeira 'azul e branca' em edifícios públicos.
5. Na extrema direita, permanecem os senectos e ultrapassados 'nacionalistas' que defendem uma pátria mítica - fidalguias que nada valem - satisfazendo-se com missas e declarações monárquicas em privado, com veladas 'Vivas ao Rei !'.
6. À esquerda há os que se afirmam socialistas, mas tais vozes são abafadas pela falta de substância (ou coragem) nas posições públicas assumidas porquanto é mister aduzir razões e avançar com propostas válidas, manifestando sempre a diferença que os separa dos socialistas utópicos e dos burocratizantes.
7. Como somos coerentes - nem das direitas, nem das esquerdas - empunhamos convictamente o escudo do cooperativismo - essencialmente comunalistas, defensores da gestão e da propriedade partilhada - aplanando o caminho para o regresso do Rei.
Nau
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