quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Nº. 375 - A Greve Geral


1. Sem dúvida que a concertação das várias greves nacionais ao nível da UE obteve, parcialmente, os objectivos traçados.

2. A greve geral é suposta parar toda a actividade pública e privada, obrigando o governo em exercício a apresentar o pedido de demissão.

3. Raramente tal acontece mas, sempre que as greves são acompanhadas de actos de violência (Comuna de Paris, 1871), estas dão azo a que os governos adoptem medidas de repressão excepcionais.

4. Fica-se sempre na dúvida se os actos de violência foram ocasionais - estrategicamente implementados pelas autoridades para justificarem a sua permanência no poder - ou por desordeiros profissionais.

5. O caso português deixa muita gente céptica, embora esta tenha aproveitado a greve para distender a sua ira, porquanto a credibilidade das soluções 'extremistas' apresentadas como alternativa são questionáveis.

6. Não cumprir os compromissos significará ficar sem créditos nos mercados externos; renegociar, simultaneamente, o montante em dívida e as taxas dos respectios juros, uma missão duplamente arriscada.

7. Em Portugal, um governo de esquerda sem o PS é praticamente impossível; um governo nacional de iniciativa do Cacaco, tanto ideia como a dita personagem, estão fora de prazo. Assim vamos sobrevivendo. Oxalá o Futebol Clube Cascalheira ganhe o próximo Campeonato Nacional!.

Nau  

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