sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Nº. 362 - A Fome de Imortalidade, IV


1. A fome de imortalidade ocorre ao mortal quando as garras da frustração o tomam como presa.

2. Sempre que as expectativas pessoais saiem goradas por infortúnios vários, o homem sente-se invadido por sentimentos negativos.

3. Alquebrado pelas adversidades e, por vezes, com uma existência pouco digna, a alma penada volta-se para o desconhecido, na esperança de alguma felicidade.

4. Porém, tal sentimento é algo fugaz que se atinge num êxtase e apenas serve para retemperar as forças, na via para a construção de um futuro melhor.

5. Logo, a fome de imortalidade não ultrapassa o curso da vida terrena, embora a condicione numa suposta alternativa de êxtase/existência real (não imaginária).

6. Resta ao homem aproveitar a imortalidade do momento - êxtase - e prosseguir na conquista da felicidade por esta se encontrar conotada com o bem estar e a satisfação social possível.

7. Muitos há que pensam que alguém zelará por nós: talvez os políticos!. Porém, enquanto estes fazem por si mesmo, melhor será enveredar pelo cooperativismo.

Nau

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