sexta-feira, 30 de novembro de 2012
Nº. 388 - Monarquia e Cooperativismo
1. Dos muitos que se dizem monárquicos, poucos há os que se deram ao trabalho de analisar os fundamentos da optada doutrina.
2. Uns dizem ser apenas um sentimento transcendental; outros estão convictos de se tratar de uma mera interpretação da história pátria - ambas as explicações representam um pequeno passo e nada mais.
3. A disposição afectiva em relação à instituição em causa será reminiscência do âmbito familiar ou emoções transmitidas por terceiros, isto é, mera simpatia - fenómeno que, em lato senso, esbate a realidade.
4. O conhecimento da história é importante pelos confrontos de ideias possíveis. Porém, é bom ter presente que a raiz grega "histor" designa tanto o que participa na acção, bem como o testemunho de terceiros que as suas próprias experiências introduzem no relato.
5. A propaganda republicana criou imagens simplistas nas suas insidiosas campanhas anti-monárquicas, mais apaixonadas do que reais, mormente baseadas na igualdade - falácia no confronto em juizo entre o possidente e o que nada tem - que dá azo a supor direitos (apenas direitos) em natureza, em capacidade e em qualidade.
6. Contudo, para o cidadão comum, o importante é o consenso, tal como é praticado no movimento cooperativo, o qual procura sempre motivar o concerto e não a rivalidade ou a feroz competição.
7. A figura do Rei - à semelhança dos magistrados, dos graduados das forças armadas, dos meros serventuários - é diferente do cidadão comum, mas garante que nenhum sectário viciará o jogo democrático, tal como acontece com os chefes a prazo, isto é, o Presidente da República.
Nau
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