quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nº. A Fome de Imortalidade, III


1. A corrupção é a acção ou efeito de algo que corrompe, transforma ou destroi pelo mero facto de existir, devido a causas internas ou externas inerentes à própria existência.

2. Faz parte do ciclo 'nascer, crescer, morrer' - este corroborado pela experiência pessoal adquirida - gerador da fome do imortal e da persecução da felicidade que motiva a perm e costumes, mas cuja natureza não está patente ou é praticamente anência que não a renúncia.

3. Transposta para a política, a corrupção ganha foros de benesse, isto é, favor e/ou ajuda praticada a outrém que - sem esforço nem trabalho - obtém vantagens ou lucros a troco de algo ilícito.

4. A ilicitude abrange tudo o que não é permitido por lei, pela boa moral e costumes, mas cuja natureza não está patente ou é praticamente impossível de descortinar pelos esquemas tortuosos entre corruptor e o corruptível.

5. Todo o mundo suborna ou se deixa subornar protegendo afilhados ou solicitando favores para amigos e correligionários, pelo que a corrupção apenas se torna condenável em grandeza escalar ou quando chega ao domínio público.

6. Logo, todo o poder corrompe, seja este praticado no Novo Mundo ou na Nova China, por mais rigorosos que sejam os escrutínios, justificando-se a rotatividade nas cadeiras do poder, bem como o reforço da liberdade de expressão.

7. Todavia, perante a fome de imortalidade, o importante é parecer impoluto, sendo desnecessária qualquer referência em contrário.

Nau

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