quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Nº. 386 - Democracia e Cooperativismo
1. Toda autoridade emana do povo e manifesta-se na participação deste na gestão administrativa estatal, pelo que nada justifica o alheamento da maioria quanto aos assuntos da comunidade.
2. Somente o apego excessivo ao bem próprio, sem consideração pelos interesses alheios, faz com que se olvide o entendimento da cidadania, exigindo-se mais Estado para satisfação das suas necessidades e menos obrigações para com o mesmo, isto é, sem contrapartidas.
3. Dos manuais vem a definição elementar de Estado como a comunidade de indivíduos com uma tradição comum politicamente organizada, podendo a origem étnica e o idioma falado ser uma das características, particularmente nas comunidades hodiernas.
4. Vezes sem conta tenho insistido nestas definições comezinhas, mas importantes para o entendimento do comunalismo que vem do passado luso, remoçado pela acutilante defesa de Alexandre Herculano; padrão do movimento associatio que pugna pela reforma política, social e económica da comunidade, isto é, o cooperativismo.
5. A República, regime político justificado pelo chefe de Estado a prazo, apenas se insinua como réplica de múltiplos caudilhos - chefe do partido, chefe do governo, chefe da oposição, etc. - que se catapultam para a ribalta política, pressupondo assumir as responsabilidades da comunidade, conquanto tais responsabilidades somente pertençam ao cidadão comum.
6. O cooperativismo, como movimento associativo por excelência, não reivindica uma atitude chefaturicida ou morbidamente anárquica, defendendo a organização de grupos de cooperadores afins para o atendimento das suas necessidades - económicas, sociais e culturais - no confronto com as forças especuladoras e/ou centralizadoras dos nossos tempos.
7. Logo, o espírito cooperativo assenta basicamente no consenso, tomando a figura régia como garantia de que nenhum chefe sectário ascenderá à posição soberana que apenas ao Rei pertence, como referência para toda a comunidade.
Nau
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