quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Nº. 368 - Rui Paiva Monteiro


1. Hesitei em inserir este apontamento como uma carta aberta a fim de agradecer a Rui Paiva Monteiro a singeleza com que enunciou publicamente o seu percurso de vida - infante, adolescente e homem.

2. O amor pela história pátria foi-lhe instilado com as primeiras letras, fazendo-o vibrar perante os símbolos que se presume serem o cunho, aliás, o espírito da comunidade - realidade imaterial de coesão voltada para o futuro de alvoradas risonhas.

3. O retrato do Rei (D. Manuel II) inadvertidamente apercebido, com expressa dedicatória a um familiar próximo, é a pedra de toque que serviu para apurar a natureza dos seus sentimentos de amor ao passado e a alguém que, com dignidade, o representou.

4. Ao tempo de crescer segue-se o tempo do confronto com a realidade comezinha, este fautor de independência e maior responsabilidade em relação àqueles de quem vimos e perante os mais que nos rodeiam na caminhada comum.

5. O primeiro passo foi de descoberta; o seguinte de meros questionamentos propicionadores do enrobustecimento  da consciência social - o conjunto dos deveres e direitos do cidadão em que, deliberada ou inexoravelmente, nos tornamos.

6. Resta a Rui Paiva Monteiro dar o gigantesco passo em relação ao futuro: procurar o concurso de amigos ou meros conhecidos e formar, tentativamente, uma unidade cooperativa para a satisfação das necessidades básicas e/ou culturais do grupo formado para o efeito.

7. Apenas o aumento em número dos cidadãos - criteriosos e responsáveis - possibilitará o regresso do Rei.

Nau

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