quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Nº. 381 - A Crise e as Estratégias


1. Para fazer face à grave crise que a população lusa (nestes deploráveis dias) enfrenta, decidimos auscultar a opinião de várias pessoas e as sugestões por estas apresentadas - umas mais irrealistas do que outras - passamos a relatar.

2. Sendo as baixas temperaturas responsáveis pelo aumento dos resfriados e decréscimo da produtividade nas empresas, deveria ser estabelecido na Constituição da III República que o estado de frio inferior a 10  ou calor acima de 26 graus centígrados seriam proíbidos.

3. Assim, todas as vezes que a temperatura ambiente não respeitasse os parâmetros acima indicados tal poderia ser considerado como um caso de lesa Constituição tendo o cidadão comum o direito de apelar para o Tribunal Constitucional a fim de que este pudesse confirmar a inconstitucionalidade da situação.

4. Dado que em tempo chuvoso se verifica o frequente uso de guarda-chuvas, não resta qualquer dúvida que estes, à semelhança dos pára-raios, atraiem e são responsáveis pelo aumento da pluviosidade, pelo que a venda de tais artigos, em todo o território nacional, deveria ser proibida.

5. Na busca de soluções práticas para debelar a estafada crise que a todos afecta (?), decidimos escutar vários indivíduos e instituições idóneas - partidos políticos excluidos por estes fazerem parte da crise - tendo num grupo de jovens radicais o mais desportivo confessado querer ser jogador de futebol.

6. Quando instado a justificar tal opção este explicou ter o sonho de se tornar um verdadeiro ídolo daquele desporto para, numa jogada feliz, ultrapassar médios, avançados e, em frente da baliza adversária, já com o guarda-redes no chão, desviar a bola para fora desta a fim de ter o estádio de pé a gritar: vai levar no olho!

7. Tal opção profissional parece ser absurda - nada temos contra tal desporto - mas a hipótese do jogador levar (bolada ou murro) no olho de certo que poderá afectar (por exemplo) a condução de viaturas, pondo em risco a segurança de meros peões.

Nau

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