terça-feira, 6 de novembro de 2012

Nº. 366 - Os dias contados


1. Este é o tricentésimo sexagésimo sexto apontamento, embora o início da jornada "CECIM - Cooperativismo Monárquico" neste espaço tenha tido lugar no dia 14 de Novembro do ano transacto.

2. Sem dúvida que há um ano atrás o futuro para os portugueses era menos sombrio do que nos dias de hoje, posto que este seja melhor do que aquele que nos está reservado para amanhã.

3. Terminei o primeiro apontamento sublinhando que o espaço CECIM estava receptivo a largas cavaqueiras e o êxito foi tão grande que, aproximando-se o primeiro ano de actividade, continuo a falar só, perante tímidos visitantes que, entrando mudos e saindo calados, singelamente perfazem os quatro dígitos.

4. Há muito tempo sem Rei, os monárquicos já não sabem o que querem, entretendo-se a guerrear uns e outros sem coragem para questionarem as opções politicamente assumidas - tanto as institucionais, como as de sociabilidade.

5. Para alguns, "a Fé, a Lei e a Ordem" bastam para a sua felicidade, sendo-lhes completamente indiferente que no topo do campeonato esteja o velhinho Cascalheira Futebol Clube ou o párvulo Bloqueimense de Romarigães.

6. Tanto no sistema partidocrático, como no regimen do centralismo popular, o cidadão comum já pouco ou nada participa na gestão da coisa pública, limitando-se a passar ao largo das urnas de votos, adverso a qualquer intervenção pessoal.

7. Resta o cooperativismo para o reforço da prática democrática, pois este poderá ser o antídoto, quer para as oligarquias burguesas, quer para as ditaduras em que os interesses de um grupo de pessoas se identificam com os de toda a comunidade.

Nau

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