quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Nº. 360 - A Fome de Imortalidade, II
1. Volta e meia, sugiro a simples mortais que se questionem acerca da razão de ser monárquico.
2. Muitas das opções políticas assumidas foram construidas no ambiente familiar, no círculo de amigos, na formação pessoal, isto é, na maneira por que se constitui uma mentalidade ou um carácter.
3. Porém, o aprofundamento da opção manifestada pode variar no decorrer da vida de cada um, segundo o processo de aquisição da felicidade, bem como da fome de ser imortal.
4. Parafraseando Unamuno com deliberada inversão dos termos direi que não é preciso sentir o destino, basta apenas pensar no dito como um todo, guardando os aspectos particulares para os tempos de controlada distensão.
5. As religiões tentam dar resposta para a questão do sentido da vida que projecta a eternidade, embora a morte seja algo certo, evidente na linha do nascer, crescer, morrer que racionalmente entendemos.
6. Na conquista da felicidade - porquanto esta apenas se atinge com merecida luta - é forçoso definir os caminhos que temos intenção de seguir, estabelecendo rotas e metas.
7. Ser monárquico não basta. Urgente é definir o caminho para atingir o objectivo em causa e a chave será o cooperativismo - sistema associativo fundamentado no princípio cooperativo para afrontar quer o capitalismo liberal especulador, quer o capitalismo estatal burocratizante.
Nau
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