sábado, 20 de outubro de 2012

Nº. 349 - E o Cooperativismo?, VII


1. Embora defenda uma actuação minimalista da instituição estatal, o liberalismo assegura o livre mercado e a propriedade privada a partir do Estado; reconhece, em nome da liberdade individual, a fatalidade das classes sociais, sempre na linha da liberdade económica, política e individual.

2. O parlamentarismo serve como uma luva à doutrina liberal porquanto os sufragados representantes (democracia indirecta) pouca afinidade têm com os seus eleitores, porquanto os eleitos foram designados graças  ao conluio entre o poder sectário (político) e o poder dos fartos cabedais (económico).

3. Por seu lado, o socialismo defende a propriedade colectiva dos meios de produção e a supressão das classes sociais por duas vias: a parlamentar (democracia indirecta) e a orgânica (democracia directa) identificando-se nesta o poder público de um grupo de cidadãos com os interesses da comunidade.

4. O socialismo parlamentar defende uma progressiva distribuição mais igualitária das riquezas da comunidade, mantendo as estruturas executivas, legislativas e judiciais independentes; a democracia directa é realizada de forma piramidal: as decisões da base obtidas em assembleias múltiplas são transmitidas para outras mais restritas em cadeia ascendente.

5. Sem dúvida que o liberalismo estimula a competividade, permitindo que a classe intermédia seja catapultada para uma superior, por mérito próprio, ou degradada para uma classe inferior, ao nível da pobreza, em que a falta do necessário à vida a obriga a uma submissão total.

6. Porém, a estrutura política resultante  da democracia directa socialista mantém uma liberdade e indenpencia individual condicionada aos interesses da comunidade, obrigando o sistema piramidal a que as necessidades se harmonizem com os esquemas do topo, caso contrário os reticentes cidadãos serão burocrática e convenientemente neutralizados.

7. O cooperatiismo, à competividade entre as pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo; à burocratização socialista tendente à transformação do cidadão comum em pensionista do Estado, estimula o espírito associativo, libertando os cooperantes dos encargos relativos a lucros de intermediários e a vícios burocratizantes e corruptores.

Nau

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