segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Nº. 329 - 'Deus, Pátria, REI', V
1. Deus e Pátria, na acepção política, fatalmente são coisas do passado, num mundo em que o pensamento científico se impõe e as fronteiras (de toda a natureza e feitio) se abatem.
2. O estertor do ser absoluto, infinitamente perfeito, necessário e eterno está patente no recrudescimento do fanatismo e daqueles que, julgando-se inspirados pela divindade, são de um extremismo atroz e irracional.
3. Aliás, toda a fé, como crença religiosa, é absurda, tendo por fundamento o medo, isto é, a perturbação angustiosa do ânimo por um risco ou mal indefinido que ameaça ou que, simplesmente, se imagina.
4. Por outro lado, a Pátria, como território em que o indivíduo nasceu e/ou ao qual pertence como cidadão, já não é como era pela facilidade de cada um se mover de um lado para o outro, tal como na jerarquia das posições sociais.
5. Sem dúvida que um mundo sem classes será o ideal, tal como o anarquismo, porém, a existência de dirigentes e dirigidos é inevitável, porquanto as incapacidades e/ou inimputabilidades no todo comunitário são constantes.
6. O desconhecido aterroriza, pelo que as referências a algo que partilhamos são indispensáveis: "Aqui ao leme sou mais do que eu - sou um povo que quer o mar que é teu - e mais que o mostrengo que me a alma teme e roda nas trevas do fim do mundo, manda a vontade que me ata ao leme, de El-Rei D. João II".
7. A figura do Rei, consubstanciada no espírito da comunidade, é a referência para todos e a ponte segura do passado rumo ao futuro.
Nau
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