terça-feira, 9 de outubro de 2012

Nº. 338 - O 5 de Outubro, VI - A Palavra do Rei


1. Na oportuna mensagem do 5 de Outubro, o Chefe da Casa Real Portuguesa começa por referir às dificuldades económicas do presente, ao pouco razoável endividamento externo, ao défice das contas públicas e às medidas de austeridade que estão a ser implementadas.

2. Lembra que a perda da soberania resultante da dependência externa e o descrédito internacional do país é devida à insensatez de governantes lusos que apenas procuravam ganhar clientela através da centralização do poder, esta suportada por modelos de desenvolvimento pouco adequados às necessidades reais, com acentuada tendência para as soluções formalistas.

3. O agravamento das assimetrias regionais e a desertificação humana do interior do território [apostada na implementação de estruturas não produtivas] alargou o fosso entre os mais ricos e os mais pobres, pelo que o aumento de impostos sobre trabalhadores e empresas que dão o melhor das suas capacidades provavelmente não resultará quaisquer benefícios para a amortização da dívida soberana.

4. Sem dúvida que a classe média, fortemente penalizada pelo brutal aumento de impostos, é formada, em grande parte, por funcionários públicos (administrativos com larga experiência, técnicos altamente qualificados, professores com larga carreira, etc.) que se dedicam a servir com dignidade o país.

5. A crise a todos afecta e vai arruinando empresas, destruindo postos de trabalho, originando conflitos e injustiças sociais, em grande parte atenuada pelo espírito de solidariedade que ainda prevalece, num sinuoso caminhar - sem rei, nem roque - carente de um projecto realmente agregador.

6. Portugal tem de mudar de rumo - dobrar o Cabo das Tormentas, de novo crismando-o de Boa Esperança - precisa de uma Chefia de Estado isenta que motive a aproximação aos países lusófonos, bem como uma parçaria saudável com a Europa na capacidade de um país multissecular e independente, pronto para sacrifícios sempre que estes estejam centrados no bem comum dos portugueses.

7. Palavra do Rei: "Eu e a minha família - assim os portugueses o queiram - saberemos estar à altura do momento e prontos para cumprir, como sempre, o nosso dever, que é só um: servir Portugal".

Nau

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