sábado, 13 de outubro de 2012

Nº. 342 - A Hodierna Maçonaria, I


1. Volta não volta, aparece no espaço internautico virtuosos pregadores que recomendam à rapaziada algum comedimento nas eventuais referências à maçonaria.

2. Está fora de questão apurar se tais cavalheiros, ao assumir uma atitude tão urbana e ponderada, são ingénuos mensageiros de algum grão-mestre mais sensitivo ou meros pustulantes à secreta, digo, circunspecta irmandade.

3. A maçonaria pretende ser uma associação iniciática (devotada ao ocultismo, isto é, pretende conhecer - numa mistura de magia e espiritismo - os segredos e mistérios da natureza sem a adequada aproximação científica), bem como um forum filosófico.

4. O objectivo declarado da maçonaria é a investigação da verdade e a prática das virtudes o que levanta a seguinte questão: sendo de uma pureza tão virginal as lojas maçónicas, porquê a exigência de guardar inviolável segredo das suas actividades?.

5. Outra cândida impostura destas lojas maçónicas é a origem - presumida na Idade Média quando, na realidade, apenas datam do início do século XVIII - mascaradas de associações filantrópicas a fim de escamotear actividades políticas.

6. Claro que foi através das lojas maçónicas que a política estadunidense (doutrina Monroe) teve sucesso no avanço do neocolonialismo - controlo económico de países formalmente independentes do ponto de vista político - que no Novo Mundo caracterizou-se pela fragmentação da hegemonia hispano-portuguesa.

7. Nos nossos dias e, particularmente em Porutgal, as lojas maçónicas - indiscutivelmente antimonárquicas - existem para a compadrice e negociatas englobando, à semelhança dos diferentes credos, as diferentes organizações sectárias.

Nau

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