terça-feira, 30 de outubro de 2012

Nº. 359 - A Fome de Imortalidade


1. Ao rítmo dos nossos dias, dentro em breve haverá mais blogs monárquicos do que adeptos daquela instituição política.

2. Segundo a prática corrente, cria-se um espaço e/ou envia-se uma mensagem para um web log e, de imediato, todo o mundo fica a conhecer as suas opiniões, emoções e comichões.

3. A rapaziada de esquerda, igualmente viciada na blogomania, nunca se esquece de subscrever as suas intervenções com nomes bombásticos - Ilyich Lenin, Che Guevara, Trotsky e outros que tais.

4. Nas assinaturas, certos monárquicos são, por natureza, modestos usando nomes sonantes como Brúcio de Brebúcio Iça de Porra Rastaparta e Chiça com que julgam impressionar os papalvos.

5. A preocupação de se identificar com personagens fabulosas e linhagens ilustres é compreensível, principalmente quando o valimento pessoal é fraco e o desejo de merecer a admiração dos outros é muito forte.

6. Estimular o senso crítico - pessoal ou de outrem - é meritório, mas as intervenções monocórdias e descabeladas são um desperdício de tempo e, sobretudo, indesculpáveis.

7. Aos monárquicos menos distraídos atrevo-me a sugerir a receita habitual, questionem-se afincadamente: porque sou monárquico?.

Nau

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