domingo, 14 de outubro de 2012
Nº. 343 - E o Cooperativismo?, I
1. O mal-estar na Europa é grande e manifestações populares ocorrem por todo lado.
2. Gastando à tripa forra, os partidos políticos lá se iam esforçando para ganhar eleições, prometendo obras, pão e circo à maralha, distribuindo as benesses habituais pelos amigos.
3. A dívida pública aumentava imprudentemente (mas, sempre foi assim!) e os encargos com a mesma projectavam-se por filhos, netos e bisnetos, estes tidos como os maiores beneficiários de tais empreendimentos.
4. As taxas bancárias não eram muito elevadas; as do desemprego também não. Viveu-se um periodo de paz relativa e ninguém se precaveu quanto ao futuro.
5. Entretanto os plutocratas faziam a sua sementeira, apostando mais no comércio do que no sector industrial e, num dado momento, houve dúvidas quanto ao pagamentos das dívidas soberanas - as taxas de juro dispararam.
6. Ninguém quer abdicar dos nívies de bem-estar relativo atingidos; as perspectivas destes se manterem são pouco prováveis. Porém, evocam-se direitos constitucionais que, como é natural, nada garantem.
7. Tanto a extrema esquerda, como a direita têm agora a sua grande oportunidade: se a radicalização dos protestos populares irromperem por toda a parte, as respectivas oligarquias têm a porta de entrada meia-aberta, embora ambas não sejam a solução ideal.
Nau
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