quinta-feira, 4 de outubro de 2012


1. Segundo o "Texto Editores - Junior" disponibilizado na Internet, Portugal, desde a sua fundação, foi governado por reis, isto é, monarcas, por estes exercerem a autoridade soberana, sendo o regime político de então uma Monarquia.

2. "No entanto, nos finais do século XIX, havia muitas pessoas que achavam que a monarquia não era a melhor forma de governar um país: o rei reinava a vida toda".

3. Aqui parece que o autor do referido texto anda mal informado, porquanto o número de adeptos republicanos não era assim tão grande e a prova estava em que estes apenas conseguiam eleger reduzidíssimo numero de deputados, tanto no século XIX, como no século XX.

4. "O rei reinava a vida toda" e "quando morria era o filho mais velho, o príncipe que tomava o seu lugar". De facto assim é nas monarquias europeias (com excepção da polaca) porém isso não é um defeito, mas uma mais valia.

5. Candidamente, o autor do referido texto levanta uma série de questões de uma hipocrisia estupidificante: "E se o rei governasse mal?. E se fosse cruel para com os súbditos (o povo)?. E se ficasse doente ou louco?" e assim continuam as aleivosias no dito texto esquecendo o autor que a monarquia então existente era do tipo parlamentar, desde a Revolução de 1820.

6. Como é óbvio, o regime parlamentar pressupõe um primeiro-ministro eleito pelo povo, tendo a originalidade da primeira república estabelecido que o presidente da república fosse escolhido por um colégio eleitoral restrito que não por sufrágio popular.

7. A tese monárquica continua válida e consistente: o monarca hereditário e vitalício é, por natureza, appartidário; o presidente da república, a prazo e de génese sectária, apenas serve para apoiar ou contrariar a maioria apurada no parlamento.

Nau

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