segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nº. 337 - O 5 de Outubro, V - A Palavra do Rei


1. Por não ser habitual no 5 de Outubro, a mensagem de S.A.R. D. Duarte, Duque de Bragança, deveria provocar a curiosidade de uns, bem como o apoio da maioria dos monárquicos.

2. A comunicação social foi parca ao aflorar o assunto, tendo presente que, tudo que seja radical, merecerá da mesma desmesuradas manchettes e largos comentários, mais panegíricos do que conclusivos.

3. Na Internet, vasculhei os sítios habituais e apenas deparei com informação esparsa, transcrições (sumárias e/ou integrais), encomiásticos apontamentos, além das habituais patacoadas dos energúmenos do costume.

4. Como todos têm presente, o 1º de Dezembro era a data em que o Chefe da Casa Real Porutuguesa reconfirmava a sua disponibilidade, tal como fizeram os seus egrégios antepassados, para servir a comunidade portuguesa na capacidade de legítimo soberano desta.

5. Aliás, foi durante a II República que a referida data se tornou a única via para a Casa de Bragança se dirigir aos portugueses, devido à apertada vigilância - diria, com propriedade, sequestro - imposta pelos corifeus de então.

6. Num momento muito penoso para a maioria dos portugueses, em que se verifica um divórcio crescente do povo com os seus dirigentes políticos, tanto é possível uma solução estremista à esquerda, como à direita, ambas com custos e traumas catastróficas.

7. A palavra de S.A.R. D. Duarte no dia da Fundação de Portugal (Tratado de Zamora) e da aventura republicana é muito significativa. Cabe a todos nós ponderar acerca do significado da mesma.

Nau

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