sábado, 6 de outubro de 2012

Nº. 335 - O 5 de Outubro, III


1. Das questões levantadas no "Texto Editores - Junior" não podemos deixar de referir a estas três, igualmente inocentes, acerca do rei: "E se tivesse ideias extravagantes que prejudicassem as pessoas?; E se decidisse mal coisas importantes para o país?; E se se deixasse influenciar demais por pessoas com más intenções?.

2. Embora no parágrafo seguinte o autor de referido texto afirme que tais "problemas podem acontecer com qualquer governante, fosse ele um rei ou outro...", escusando-se a pôr preto no branco que tais problemas poderiam acontecer com qualquer governante, fosse ele um rei ou um presidente da república.

3. Prosseguindo, avança de seguida com um parágrafo enigmático, procurando justificar a distorção de ideias verificadas: "No entanto, as vantagens de uma forma de governo diferente eram vistas como boas. Seria um sistema diferente - uma república". Mas por que cargas de águas um sistema político diferente seria uma vantagem?

4. Num arremedo justificante, o autor do ronhoso libelo afirma: "As repúblicas têm dirigentes eleitos por periodos de tempo mais curtos, e o controlo do poder parecia mais eficaz". De facto, ao fim de um ano o actual governo ainda não deu mostras de poder controlar a crise. Num periodo mais curto este governo seria mais eficaz?. Quanto ao controlo do poder - quer na república do presente, quer na monarquia de então - era realizado por via parlamentar.

5. "Por tudo isto, grupos de cidadãos portugueses, partidários de um sistema de governo republicano [o que o autor queria dizer era, lojas maçónicas, partidárias de um sistema de governo republicano], foram-se revoltando e acabaram por conseguir terminar com a monarquia e implantar a república, como vinha acontecendo noutros países da Europa" - o que é uma verdadeira calinada.

6. "A república foi proclamada dos Paços do Concelho (a Câmara Municipal) em Lisboa" onde, pela primeira vez, e no último acto eleitoral autárquico, os mações republicanos tinham obtido uma maioria relativa.

7. "O primeiro presidente foi Teófilo de Braga, mas foi apenas presidente do governo provisório" - pelos vistos não foi o primeiro presidente como afirma o autor, porquanto Manuel de Arriaga aparece como tal nos manuais da história - eleito por um colégio de republicanos, sem qualquer consulta popular.

Nau

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