sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Nº. 335 - A Palavra do Rei
1. Tenho seguido, com a regularidade possível, os comentários acerca do discurso do principe herdeiro da Coroa Portuguesa, pronunciado no Palácio da Independência, no dia 5 de Outubro, data do Tratado de Zamora que confirmou, no recuado ano de 1143, a soberania do Reino de Portugal.
2. Sem dúvida que, por lapsus linguae, Vitor André Ferreira Monteiro, no Movimento de Unidade Monárquica, refere-se ao autor do discurso em questão como o "pretendente ao trono" esquecendo que o mesmo nada pretende, apenas se afigura como o Chefe da Casa Real, disponível para assumir as inerentes responsabilidades, logo que a maioria dos portugueses assim o entendam.
3. Salienta o referido comentador que D.Duarte não se limita a observar como mero espectador os problemas que afligem os portugueses, mas debruça-se acerca das possíveis soluções o que, de facto, o distancia da verborreia oficial, bem como dos estultos e panegíricos discursos dos apaniguados do regimen vigente.
4. O acesso à igualdade de oportunidades sem descurar o esforço laboral de cada um que deverá ser dignamente compensado; a importância do trabalho e esforço dos funcionários públicos agora na mesa de estiramento por erros de compadrio e desvarios políticos; os apelos dos demagogos do costume que oportunisticamente exigem a baixa de impostos - tudo ocorre à memória como um mau filme que apenas aterroriza.
5. A crise europeia, pensando na fraca estrutura da economia doméstica, apenas tem a solidariedade como saída de emergência. No entanto, é forçoso repensar a comunidade que somos à vários séculos e, para uma justiça social efectiva, aproximar os políticos dos cidadãos e estes para o que é importente na política.
6. De facto a Coroa poderá ser a casa de abrigo para todos nós, ao contrário do barrete frígio que nos continuam a enfiar, simultaneamente cultivando a reaproximação às comunidades da mesma expressão linguística, numa segunda frente comum.
7. Porque não reler e debater o discurso do Chefe da Casa Real portuguesa?
Nau
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