quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Nº. 320 - O que poderá redimir a humanidade


1. O liberal é suposto ser favorável à liberdade civil e política. Admitindo opiniões diferentes da sua, basicamente defende que o Estado deverá permanecer independente de todas as religiões, bem como reduzir a intervenção deste ao máximo na economia da comunidade.

2. Como carta de boas intenções, poucos estarão contra os princípios acima enunciados, embora a realidade do dia a dia dê azo a justificadas dúvidas quanto à fiabilidade das mesmas, tanto pela candura, como pela fraca assunção do conceito de cidadania.

3. De facto, os deveres e direitos dos cidadãos (particularmente os direitos) são apenas evocados por estes quando existem fortes dúvidas acerca da bondade dos mesmos, dado que os direitos do putativo beneficiário jamais deverão pôr em causa os interesses comuns que pautam toda legislação.

4. Sem dúvida que o amor excessivo ao bem próprio pouca consideração tem pelos interesses alheios, pelo que torna necessário adequada legislação a fim de colmatar essa tendência do bicho-homem, sempre pronto a cumprir os seus deveres quando outra alternativa não ocorre.

5. Protestar, demonstrando repulsa ou revolta contra alguma coisa é um direito democrático, útil por aliviar tensões sociais, embora a maioria das pessoas gastem, habitualmente, mais energias no protesto do que no concerto dos problemas que, por má fortuna, os afectam.

6. Inexoravelmente, o poder de decisão será cada vez mais oligárquico do que democrático por alegada vantagem para a maioria que se limita a delegar em outrem os seus destinos, sem procurar consertar com os mais chegados as suas necessidades e aspirações - económicas, sociais e culturais.

7. Tanto o liberalismo, como o socialismo são doutrinas politico-económicas orientadas para as massas. Contudo, por mais nobres que se apresentem, só conseguem alienar aqueles que confundem submissão, resignação e/ou apatia com cooperação.

Nau

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