segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Nº. 391 - Era uma vez, I
1. Dado que os adultos pouco interesse mostram por este espaço, vou dedicar alguns apontamentos às imberbes criancinhas que nas histórias vão encontrando algum entretenimento.
2. Uma vez mais confesso gostar pouco de História porquanto esta é feita da mesma matéria do momento presente, isto é, a vida dos homens, cheia de egocentrismos, narcisismos, lutas fratricidas e outras coisas mais. Logo, qualquer semelhança entre as minhas histórias e os testemunhos do passado é mera coincidência.
3.Todos animais (pelo menos a maior parte destes) protegem as suas crias e, na idade da recoleta, seria pouco provável que tal não acontecesse, deambulando os filhotes com os progenitores na busca de algo comestível, basicamente na luta pela sobrevivência.
4. Nas zonas mais férteis é natural que se concentrassem maior número de famílias ( progenitores e rebentos) que, ultrapassadas as macacadas do costume, instintivamente se aperceberam que a defesa em grupo - em suma, a cooperação - seria mais eficaz do que o contrário.
5. Lugares estratégicos para a defesa comum e os primeiros passos no trabalho do solo no sentido de obter um sustento para a satisfação das suas necessidades, motivaram a fixação dos referidos grupos, trocando estes o nomadismo pela vida sedentária.
6. O amansar de animais selvagens como auxiliares da lavoura e reserva alimentar na fase omnívora, deu azo a uma natural divisão de tarefas na incipiente comunidade em que a cooperação era, de longe, superior à apropriação de coisas.
7. Caçando e/ou pescando, os mais ardilosos; a maioria arroteando a terra inculta sob o aviso experimentado dos mais velhos; os mais capazes organizando e distribuindo as tarefas, de modo cooperativo, passo a passo se foram construindo as histórias da História.
Nau
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