quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Nº. 400 - O Remoçar do Comunalismo


1. Mesmo com as melhores referências, por vezes sentimo-nos desamparados e agredidos pelo ambiente em que nos encontramos; pela frustração dos projectos laboriosamente arquictetados ficarem pendentes de processos burocráticos desmedidos; pela incompreensão dos mais que nada fazem, mas criticam, desmotivam e emperram.

2. A ignorância é presunçosa e tudo sabe, prevê e opina. Resta-nos a consciência de que pouco sabemos e que, desse pouco, o espírito de comunidade se impõe: não estamos sós por isso cultivamos a cooperação; somos comunalistas porque amamos a liberdade e logicamente assumimo-nos como monárquicos.

3. O impulso na comunidade primitiva foi a cooperação - o acto de cooperar; trabalhar em grupo; colaboração e solidariedade; concorrência de auxílio de forças, de meios, para o bem-estar comum - e foi desta que o embrião do espírito de comunidade desabrochou, cresceu, disciplinando e dando origem à ciência através da prática da vida.

4. A apropriação  - o acto de apropriar - entretanto cresceu, acomodou-se, cada família guardando para si aquilo que considerava essencial para a sua existência e partilhando apenas o que fosse de interesse mútuo, disputando por vezes minudências até à exaustão, logo justificando a emergência do chefe como juiz das suas disputas.

5. Tornando-se o chefe consensual vitalício e assegurada a hereditariedade deste, manteve-se o comunalismo - organização política, social e económica nuclear - até à substituição do mesmo por chefes a prazo, mercê da centralização dos novos poderes avessos à liberdade do espírito comunalista.

6. Nos dias de hoje, entre o confronto do empreendorismo burguês especulativo e a continuada centralização burocratizante, apresenta-se o movimento cooperativo que remoça o comunalismo com rosto humano.

7. O regresso do Rei depende do aumento em número dos cidadãos criteriosos, logicamente cooperativistas.

Nau

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