segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Nº. 405 - Centro Monárquico do Porto


1. Abel Guedes Ferreira, no ´Centro Monárquico do Porto', escreveu um interessante apontamento acerca dos monárquicos, no passado dia 11 do corrente.

2. Com frontalidade, o dito internauta afirma que a perpetuação da República até aos dias de hoje é devida ao intrigalhismo monárquico - bom não confundir com Integralismo Monárquico.

3. Embora o autor identifique a Monarquia como um regimen político, no meu entender esta é uma instituição que compreende várias fórmulas políticas, entre elas a parlamentar (Cartista) e a corporativista (governo do Rei, administração do Povo).

4. A fim de pôr cobro às discussões de lana caprina, sugere Abel Guedes Ferreira a convocação de Cortes as quais, em plena República, seriam mais um problema do que uma solução.

5. Resta a hipótese de um referendum que uma petição de monárquicos à Assembleia da República obrigaria esta a reconhecer a impossibilidade constitucuional de decidir acerca de tal matéria, à semelhança do que aconteceu com o aborto.

6. A Monarquia é uma instituição milenar e consensual que vem da própria fundação, tendo por soberano uma figura hereditária e vitalícia, logo apartidária, garante da Democracia.

7. Por outro lado, a República é o efeito de um conjunto de regras que impõem um chefe de Estado a prazo e de génese partidária.

Nau

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