terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Nº. 392 - O Congresso


1. Do grupo 'Queremos uma Monarquia Democrática', Paulo Especial lança um aliciante desafio: realizar um congresso onde se debata a questão que a todos os portugueses interessa - propostas monárquicas a referendar.

2. Entusiasmado com a ideia, logo alertei a malta cá do sítio para a oportunidade de se elaborarem propostas fiáveis acerca das reformas que hão de ser levadas a cabo para a reinstauração da monarquia em Portugal.

3. Os mais velhos, porém, recordaram as tentativas no passado em que as toleimas de uns, aliadas ao diletantismo de outros, fizeram perder, ingloriamente,  tempo e dinheiro, sem resultados plausíveis.

4. Há monárquicos para todos os gostos, a maioria acreditando que ao chamarem pelo rei, este lestamente descerá do céu numa núvem, com uma série de receitas miraculosas debaixo do braço.

5. A figura do rei apenas evita que chefes a prazo viciem o jogo democrático, pelo que o mesmo poderá não ter grandes qualidades, mas é o  garante da democracia, devido à sua génese apartidária.

6. Claro que a democracia só é possível em crescendo, de baixo para o topo,
pelo que o importante é motivar os cidadãos idóneos e criteriosos a formar associações cívicas para conter a burguesia possidentária, bem como o jogo querido desta - a especulação.

7. Os cooperativistas são, no presente, a única arma para combater os excessos do Estado liberal (mercados desregulados), assim como o Estado burocratizante e centralizador, mantendo-se cépticos, nesta conformidade,  à realização de congressos extemporâneos.

Nau

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