quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Nº. 1140 - Prelo Real


1. Segundo me acabaram de informar, há vários êxitos editoriais no ano findo dos quais ainda não tive a oportunidade dos compulsar.

2. "A Chave de Salomão", de José Rodrigues dos Santos, Gradiva Publicações, tem público certo, atendendo à grande capacidade plumitiva do autor.

3. "Não se encontra o que se procura ", de Miguel Sousa Tavares, Clube do Autor, as primeiras páginas aguçam a curiosidade do leitor mas, de certo, que o grosso da obra não o desiludirá.

4. "Cozido à Portuguesa", de Domingos Amaral, edição Casa das Letras. Quando as crónica são escritas de forma apressada e pouco cuidadosa a coisa não sai bem - modéstia do autor.

5. "Amores e saudades de um português arreliado", de Miguel Esteves Cardoso, Porto Editora, desafio para leitura inadiável: "a melhor coisa que pode acontecer a quem escreve é alguém, do outro lado, pensar".

6. "O Meu Programa de Governo", de José Gomes Ferreira, Livros d´Hoje, vale a pena reler esta obra, até no espírito sugerido por Miguel Esteves Cardoso enunciado no parágrafo anterior.

7. "Sócrates que nós conhecemos é um mártir, com corda ao pescoço, que defende(u) a pátria contra o perigo estrangeiro, o Estado Social contra a ganância dos liberais e a moralidade do povo contra 'brejeirices' sobre o pelo púbico. Quem olhar bem, consegue ver um halo sobre a sua cabeça". Palavras proféticas de Vasco Pulido Valente no Público jornal, em Maio de 2011.

Nau

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Nº. 1139 -RAC


1. A real actividade cooperativa terá lugar quando o Povo, decididamente, procurar resolver, através de unidades de solidariedade social, as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

2. Sem dúvida que a cooperativa é uma mesa redonda por excelência em que os amesendados têm a liberdade de formular projectos, bem como decidir acerca daqueles que melhor correspondem às suas necessidades pontuais.

3. O ensaio poderá ser realizado entre o grupo de amigos que, em número nunca inferior a cinco membros, estudarão as obrigações e direitos que terão de assumir ao estabelecer uma unidade cooperativa.

4. Na organização de um projecto cooperativo deverão ser observados os princípios APC - amizade, proximidade, capacidade - os quais possibilitam largos consensos, rápidos contactos entre si e múltiplas valências: profissionais, empreendedoristas, adestrativas.

5. Claro que poderão optar por uma unidade cooperativa já estabelecida, aí procurando integrar-se na actividade da mesma, com espírito aberto e nunca negativo, sempre prontos a replicar a experiência em outras unidades similares, contemplando sectores específicos: serviços, construção, agricultura, ensino, etc.

6. O robustecimento da prática cooperativa, utilizando recursos próprios - financeiros, mão de obra, conhecimentos técnicos, etc. - e a proximidade das unidades similares em uniões, federações e fundações, permitirão realizar um escudo suficientemente forte para confrontar o espírito burguês tutelar.

7. Cedo o clubismo político enveredará para plataformas doutrinárias mais esclarecidas, dando azo a que os partidos estimulem consensos entre si, prescindindo da imposição de credos expletivos e/ou soberanos a prazo.

Nau

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Nº. 1138 - Doutrina Cooperativa, a solução


1. Ser monárquico é amar e respeitar o património histórico e político comum.

2. Ser republicano é amar e respeitar o património histórico e político comum.

3. Para os monárquico deixou de existir (recentemente?) uma Casa Real, bem como um Chefe da Casa Real.

4. Para os republicanos deixou de existir (1910/10/5) uma Casa Real, bem como um Chefe da Casa Real.

5. Alguns monárquicos valem-se dos ideais e asneiras republicanas para legitimarem um suposto herdeiro do trono de Portugal, sem ouvir o coração.

6. Alguns republicanos valem-se dos ideais e asneiras dos monárquicos para legitimarem o regime vigente de soberanos a prazo, por mera eleição.

7. Maior convergência entre monárquicos e republicanos não é possível!. Aguardamos o despertar (tanto de monárquicos, como de republicanos) para um futuro mais cooperativista e saudável.

Nau

domingo, 28 de dezembro de 2014

Nº. 1137 - Portal Comunalista


1. É impressionante o número daqueles que se dizem monárquicos baseados em pressupostos que só eles entendem, limitando-se a afirmar que ser monárquico é amar e respeitar o património histórico e político comum.

2. Para certos republicanos a sua opção política resume-se a um anti-monarquismo militante e, embora amando a pátria onde nasceram, desprezam tudo e todos que não comungam das suas ideias vagamente anarquistas, evocando sempre direitos sem eventuais contrapartidas.

3. A comunidade portuguesa sedimentou-se não apenas pelo bairrismo, mas pela vontade daqueles que se impuseram como soberanos. Logo, ser Rei de Portugal não depende de uma vontade messiânica, mas da necessidade de uma representação consensual.

4. Claro que Monarquia significa governo de apenas um soberano e, durante séculos, este foi transmitindo o padrão da unidade e do direito adquirido ao seu primogénito, obviando lutas fracturantes, tal como aquelas que se verificam quando a irmandade procura abocanhar o melhor naco do património do seu progenitor.

5. A alternativa ao soberano hereditário e vitalício será a eleição de um soberano a prazo, mas tal hipótese irá viciar as diferentes opções políticas - conjunto de propostas e orientações administrativas - porquanto o eleito (tanto pelo sufrágio universal, como pelo colégio de notáveis) tendencialmente protegerá as cores do seu clube e da conveniência burguesa.

6. Logo, afirmar que não existe uma Casa Real lusa e/ou um herdeiro da Coroa Portuguesa é sustentar a prática republicana de tudo ao molho e fé em Deus, desprezando a hipótese de consenso e da solução hereditária (de pais a filhos pela via da geração) alimentando querelas cultivadas por cripto-republicanos em busca de poleiro burguesoide.

7. A hodierna Monarquia significa, de facto, governo de um só, isto é, do Povo, servindo a figura do Rei para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade. Logo, aqueles que se afirmam monárquicos devem cooperar para o bem comum que não enredar por aí fora como meros pandilhas atoleimados.

Nau

sábado, 27 de dezembro de 2014

Nº. 1136 - Psyche


1. A realidade não é o imaginário ou o fictício, nem tão-pouco a verdade, mas puro jogo de palavras.

2. O que existe no nosso pensamento é experiência adquirida fora deste, deturpada, vezes sem conta, pelos nossos sentidos.

3. A experiência e a prática sugerem uma realidade objectiva, porém o conhecimento exacto e o raciocinado em certas circunstâncias não é ciência rigorosa.

4. A matéria cria o espírito e, correspondendo o objecto à representação que temos dele e da sua eventual utilização, provável é as percepções concordarem com a realidade fora de nós.

5. Existindo a matéria no espaço e no tempo, a transformação é inexorável, cultivando-se a memória com base nas necessidades do momento, certos de uma referência esbatida.

6. O espírito, a arte, as ideias têm grande importância na escolha dos caminhos a percorrer, embora estes sejam condicionados por meras circunstâncias.

7. Nascemos, crescemos e morremos.

Nau

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Nº. 1135 - Fim de Semana 54


1. Segundo Pascal, "A felicidade do Paraíso é infinita. Portanto, mesmo que seja baixa a probabilidade de Deus existir, se multiplicarmos essa probabilidade por infinito tornar-se-á uma certeza"; logo, a almejada satisfação espectável num elaborado projecto é obstáculo certo para a realização do mesmo.

2. Nascemos para morrer e no intervalo papagueamos, macaqueamos, crescemos, egocentramos, coexistimos, reproduzimo-nos e vivemos, enquanto a vida dura, sempre lutando pela subsistência, algum conforto e ideais míticos, sendo estes (religiosos, políticos, estéticos) que nos estimulam a trabalhar para um futuro melhor e, como seres inteligentes, obviando toda a espécie de fanatismos e/ou sectarismos.

3. A burguesia dirigente é controlada pela minoria monopolista que, escudada em corporações, vai indigitando os seus afilhados para lugares chaves e estes, imitando ridiculamente, em escalões mais modestos, os trejeitos e os faustos dos patronos, repercutem as mesmas denguices até às bases, embora as hipóteses do maralhal desfrutar de idênticas benesses serem muito remotas.

4. Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, porquanto a figura do Rei reina, mas não governa, servindo fundamentalmente para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade. Logo, sem o adestramento da prática cooperativista em que os próprios interessados procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, apenas se consolidam os governos minoritários - monopolistas e plutocratas - da burguesia.

5. De José Travaços dos Santos bom é rebuscar o poema "No princípio era o verbo" porquanto neste se levanta a questão da dúvida milenaria e são precisamente estes tipos de dúvidas que realizam o progresso civilizacional: "Admirável é o campo da astrofísica...".

6. De entre o Estado de Direito BB (burguês e burocrático) e a Ditadura em nome dos proletários (centralizadora e mentalmente burguesa) impõe-se o cooperativismo para a satisfação das aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, como a verdadeira luta popular.

7. Porém, os mais interessados deixam-se enredar em discussões de lana-caprina esperando que o maná caia miraculosamente  dos céus.

Nau

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Nº. 1134 - Luta Popular


1. A oposição entre a classe operária e a capitalista é designada, por conveniências doutrinárias, como a luta popular por excelência.

2. No entanto, o adjectivo popular assinala apenas o que é do povo, que pertence ao povo, que é próprio do povo. Logo, a luta de classes nem sempre poderá ser adjectivada como popular.

3. Por outro lado, operário é o indivíduo que presta os seus serviços, mediante salário, numa construção, em estabelecimentos industriais ou agrícolas, etc., logo, colaborar na realização do bem-estar comum não é apanágio só desta classe.

4. A classe mercantil, por mérito próprio e o beneplácito do rei, progressivamente, libertou-se da tutela dos Senhores Feudais assumindo estes, à semelhança do povo em geral, a posição de meros clientes.

5. Pela acumulação de fartos cabedais provenientes das suas actividades mercantilistas, fácil foi para a burguesia neutralizar a nobreza dos pergaminhos, arredando esta das suas funções administrativas.

6. Como classe social dominante no modo de produção capitalista, a burguesia apressou-se a substituir o direito penal do liberalismo por complementos penais de carácter positivista, a fim de se proteger do assalto das classes materialmente pouco favorecidas.

7. De entre o Estado de Direito BB (burguês e burocrático) e a Ditadura em nome dos proletários (centralizadora e mentalmente burguesa) impõe-se o cooperativismo para a satisfação das aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, como a verdadeira luta popular.

Nau

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Nº. 1133 - José Travaços Santos


                              No princípio era o verbo

 
                                             Admirável é o campo da astrofísica
                                              que aprofunda as origens das origens
                                              até onde se alcançaram
                                              os limites físicos do Infinito,
                                              desvenda os núcleos negros das galáxias,
                                              fontes donde elas brotaram
                                              e seus implacáveis destinos,
                                              e a explosão inicial da semente
                                              dos mundos,
                                              seu gigantesco despertar.
                                              Mas o investigador, por mais astuto,
                                              deixa sempre um ponto controverso
                                              por desvendar:
                                              quem foi o semeador,
                                              que, no nada absoluto,
                                              lançou a primeira semente
                                              do Universo
                                              e a fez germinar.
 
            
                    do opúsculo "No princípio era o verbo"
 
 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Nº. 1132 - RAC


1. Por incrível que pareça um jovem, na Internet, declarou-se monárquico e tradicionalista.

2. Claro que Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, porquanto a figura do Rei reina, mas não governa, servindo fundamentalmente para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

3. Tradicionalistas são aqueles que preferem os costumes e técnicas ancestrais mostrando um certo agastamento pela ideia do progresso, embora não dispensem a utilização dos modernos meios de comunicação, no caso vertente, a Internet.

4. No campo filosófico, o tradicionalismo sustentava, em finais dos século XIX, que o conhecimento da verdade e a prática do bem eram inacessíveis ao homem sem a intervenção divina, pelo que a religião e o absolutismo unidos seria a fórmula mais adequada.

5. Porém, a tradição é frequentemente associada ao fluxo de água no leito de um rio que, mantendo as mesmas origens, se renova continuadamente, sem refluxos contra natura.

6. Afirmar que o governo ao Rei pertence, numa Comunidade descentralizada e sem partidos - logo, com corporações iniludível e sectariamente instrumentalizadas - faz jus a uma caldeirada à fragateiro.

7. Sem o adestramento da prática cooperativa em que os próprios interessados procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, apenas se consolidam os governos minoritários - monopolistas e plutocratas - da burguesia.

Nau





















































































































































































































segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Nº. 1131 - Doutrina Cooperativista


1. Aos meus ouvidos continuam a chegar as admoestações dos Velhos do Restelo que não têm qualquer dúvida que o maralhal não quer aceitar a responsabilidade das decisões - quer ser governado para depois criticar, isto é, dizer mal do que se faz, pôr defeitos no que se faz, censurar por que se faz - lamentando a sua triste sorte.

2. Os Velhos do Restelo, depois de conjecturarem profundamente, chegam à conclusão que apenas uma minoria residual deverá governar - o que é música celestial para os ouvidos da burguesia que, a seu tempo, arredou a decrépita nobreza com o Estado de Direito -  assumindo-se como a providencial classe dirigente.

3. Minoria residual porquanto se vai apossando de tudo e de todos, eliminando os menos dotados; controlando  a produção dos bens essenciais; impondo o consumismo como droga para a satisfação de apetites vorazes que, à semelhança daquele dos podengos das casas senhoriais, se alimentam dos nacos de carne que lhes são providenciados, rosnando entre si e dando à cauda na expectativa de novas vitualhas.

4.  A burguesia dirigente é controlada pela minoria monopolista que, escudada em corporações, vai indigitando os seus afilhados para lugares chaves e estes, macaqueando, em escalão mais modestos, os trejeitos e os faustos dos patronos, repercutem as mesmas denguices até às bases, embora as hipóteses do maralhal desfrutar de idênticas benesses serem muito remotas.

5. Claro que os jogos que se vendem ao público com o alegado fim da distribuição por sorteio de prémios pecuniários fabulosos é mera hipótese de novos impostos serem furtivamente cobrados. Porém, até os mais necessitados arriscam os seus tostões na expectativa de obterem o grande prémio que os permitirá desfrutar do trabalho alheio.

6. A cantada solidariedade - simpatia pelos desprotegidos, pelos que sofrem, etc. - é bandeira tutelar sobre a maioria carente que, por seu lado, pretende viver das esmolas esportuladas por programas sociais onde milhares de burocratas têm o ganha pão assegurado preenchendo estatísticas, redigindo extensos e inúteis relatórios, que apenas servem para manter o statu quo.

7. O planeta Terra a toda a população existente pertence. Logo, cabe a todos nós usufruir das riquezas do mesmo, cooperando entre si, dado que (está mais do que provado) o delegar em celestiais dirigentes é mero adiar de soluções.

Nau

domingo, 21 de dezembro de 2014

Nº. 1130 - Portal Comunalista


1. Nesta quadra de festas todos nós temos algo para celebrar - recordações da infância, recatos da puberdade, audácias académicas, trovadorismos galantes - procurando esquecer o lado negro da vida.

2. Sempre tivemos que trabalhar no duro para corresponder às expectativas dos progenitores, ao desafio dos mais dotados (física e/ou intelectualmente), à conquista de um lugar na comunidade.

3. Os idosos relatam dificuldades (reais e/ou exageradas) ainda maiores do que as nossas havidas nos seus dias, com laivos de amargura e queixumes da inexorável decadência física.

4. Nascemos para morrer e no intervalo papagueamos, macaqueamos, crescemos, egocentramos, coexistimos, reproduzimos-nos e vivemos, enquanto a vida dura, sempre lutando pela subsistência, algum conforto e ideais míticos.

5. São os ideais - religiosos, políticos, estéticos - que nos estimulam a trabalhar para um futuro melhor e, como seres inteligentes, obviando toda a espécie de fanatismos e/ou sectarismos.

6. À diáspora portuguesa, uma vez mais recomendo o estreitamento de relações com a população emigrada - tanto no local onde se encontram, como até noutras comunidades - consolidando amizades.

7. A Internet será uma boa via para a manutenção de contactos e a multiplicação de Reais Associações na comunidade onde residem uma alternativa ao espaço aqui disponibilizado.

Nau

sábado, 20 de dezembro de 2014

Nº. 1129 - Psyche


1. A emoção resultante quando algo coarcta a almejada satisfação espectável num elaborado projecto é obstáculo certo para a realização do mesmo.

2. O esmorecido ânimo inventa razões onde a própria razão escasseia, mas o negativismo sistemático apenas consome o que resta da vida e esta dura enquanto a vida dura.

3. Consultado o oráculo de Delfos, Cresos, imperador da Lídia e da Ásia Menor, ficou a saber o que já era óbvio pois, no confronto com os persas, um grande império sucumbiria mas, contra as suas expectativas, foi o lídio.

4. Segundo as estatísticas, a probabilidade de acertar ao acaso nas cartas saídas de um baralho é de um em quatro o que, em 1200 extracções, corresponderá a 300, mas a maioria das pessoas presume que a sorte lhe será favorável.

5. Aqui faço questão de citar Pascal: "A felicidade do Paraíso é infinita. Portanto, mesmo que seja baixa a probabilidade de Deus existir, se multiplicarmos essa probabilidade por infinito, tornar-se-á uma certeza. Por isso devemos acreditar em Deus".

6. Porém, entre a existência e a essência, situam-se os impulsos hedonísticos que fazem do prazer o bem supremo, acomodando convenientemente a fé em escaninhos tão remotos que só em crises para-anormais se visualizam.

7. Quando experimentamos uma emoção o nosso coração bate mais depressa, as glândulas vertem adrenalina na corrente sanguínea e teremos a sensação de medo e/ou euforia.

Nau

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Nº. 1128 - Fim de Semana 53


1. A faculdade de se governar pelas suas próprias regras e/ou dirigir-se segundo a sua própria vontade é prática cooperativista, e o amor, a liberdade e a aspiração autonómica consubstanciam-se na ideia peregrina da cooperação.

2. Os europeus são o produto da caldeação de povos há muito tempo enredados em ideologias e movimentos políticos regionais, orquestrados por uma burguesia monopolista e governantes apaniguados da mesma. Sem dúvida que a prática cooperativista é a grande escola que urge fomentar para a construção de uma comunidade mais sã e justa.

3. De médico, poeta e louco todos nós temos um pouco e, talvez por isso, não hesitamos em meter uma colherada em alimentos desconhecidos, o que só um louco fará em caldeirões de feiticeiros; ou escrever desnecessariamente versos inflamados à sua Dulcineia; ou medicamentar-se para curar uma possível influenza.

4. Preconceitos de superioridade não passam disso mesmo - meros preconceitos - porquanto todos nós somos carentes de qualquer coisa: alento, capacidades físicas e/ou intelectuais, etc. - pelo o que importa é trabalhar para o bem comum, certos de que pergaminhos de nobreza, nomes sonantes - tal como largos cabedais ou títulos académicos - apenas servem para deslumbrar parolos, porquanto Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo.

5. Durante a Saturnália da Roma Antiga, grandes festas eram celebradas nesta quadra com  presentes, muito álcool e inerentes orgias, mas o que importa hoje é a confraternização - aproximação das pessoas como irmãs - para lá da eventual troca de presentes que alivia o sufoco que se verifica na actividade comercial.

6. A opção CMC é essencialmente pedagógica, exercitando o diálogo e o consenso entre os associados na defesa dos interesses comuns, tendo presente que aos partidos cabe a função doutrinária - mais Estado ou menos Estado - dilema que alimenta paixões mas não coarcta o pragmatismo cooperativista.

7. Tenham um bom fim de semana, não esquecendo que andar de afogadilho nem sempre é mais dinâmico, mas estratagema para fugir às agruras do presente.

Nau

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Nº. 1027 - Luta Popular


1. Ao contrário de muitos pseudos monárquicos que apenas sabem censurar aquilo que os outros fazem ou não fazem sem uma ideia construtiva, o PCTP/MRPP analisa factos e avança com soluções.

2. O regime político vigente soçobra enredado na corrupção a todos os níveis, manipulado por plutocratas e conluios internacionais de inspiração burguesa, tendo por recurso uma minoria "salvadora" que se presume imprescindível.

3. Exaustivamente se faz passar a ideia que o acto eleitoral é a expressão da democracia por designar uma opção por pendência ou escolha de alguém para ocupar um cargo ou desempenhar funções na comunidade.

4. Porém, a liberdade ou faculdade de escolha, sendo um direito, presume uma responsabilidade conscientemente assumida que apenas o cooperativismo cultiva ao motivar a união de pessoas com fins e interesses comuns.

5. O centralismo democrático leninista, organizando discussões temáticas no seio do partido e dando azo à constituição de facções neste, extrapolando as mesmas para as estruturas produtivas, peca somente pelas divergências das bases não serem saudáveis quando colidem com o vértice da pirâmide.

6. Logo, a opção CMC é essencialmente pedagógica, exercitando o diálogo e o consenso entre os associados na defesa dos interesses comuns, tendo presente que aos partidos cabe a função doutrinária - mais Estado ou menos Estado - dilema que alimenta paixões mas não coarcta o pragmatismo cooperativista.

7. Entretanto, o PCTP/MRPP, galhardamente, prossegue no bom combate denunciando injustiças, dando relevo às lutas dos trabalhadores, sejam estas do Metropolitano, da CP, da TAP, etc., pelo que, para manter uma sanidade mental escorreita lê, divulga e comenta lutapopular@pctp/mrpp.org.

Nau

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Nº. 1026 - Prelo Real


1. O nascimento anual do Deus Sol (Dies Natalis Invicti Solis) era celebrado na Roma Antiga durante o solstício de inverno.

2. Claro que tal data era oportunamente escolhida por corresponder a um período em que os trabalhos agrícolas eram mais reduzidos.

3. Por outro lado, a aproximação da almejada primavera potenciava a troca de presentes e grandes festejos na Saturnalia romana.

4. Durante a Saturnalia da Roma Antiga, grandes festas públicas eram celebradas com presentes, muito álcool e inerentes orgias.

5. Quando força dominante em Roma, os cristãos proibiram a Saturnalia, tornando esta a festa do nascimento de Jesus, com data aprazada para o 25 de dezembro.

6. A troca de presentes da Saturnalia foi mantida, porém associada às oferendas a Jesus dos míticos reis magos Baltazar, Belchior e Gaspar.

7. O que ora importa é a confraternização - aproximação das pessoas como irmãs - para lá da eventual troca de presentes que alivia o sufoco que se verifica na actividade comercial.

Nau

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Nº. 1025 - RAC


1. Exemplos não faltam e regularmente utilizamos serviços disponibilizados por cooperativas sem nos apercebermos da matriz da organização.

2. Quanto mais eficiente for uma cooperativa, maior número de clientes acumula, permitindo a criação de novas actividades, bem como melhor remuneração de dirigentes e dos trabalhadores associados.

3. Olhos postos nos mercados externos, bom seria que as cooperativas de raiz portuguesa espalhadas pelo mundo, neste espaço apresentassem eventual intercâmbio dentro da doutrina comungada.

4. Grupos de pessoas com atributos semelhantes - género, capacidades, profissão, etc. - expressam uma diferença, mas é esta diferença, quando inteligentemente concertada, que permite o progresso e o bem-estar na comunidade.

5. Preconceitos de superioridade não passam de isso mesmo - meros preconceitos - porquanto todos nós somos carentes de qualquer coisa: alento, capacidades físicas e/ou intelectuais, etc. - pelo que o que importa é trabalhar para o bem comum.

6. Pergaminhos de nobreza, nomes sonantes - tal como largos cabedais ou títulos académicos - apenas servem para deslumbrar parolos, porquanto Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo.

7. A burguesia - tanto a do centralismo burocrático (liberal ou socialista), como aquela conotada com a ditadura em nome dos proletários (social-fascista) - só poderá ser contida por uma eficaz cultura cooperativista,

Nau

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Nº. 1024 - Doutrina Cooperativista


1. A ignorância é tão-somente ausência de conhecimentos que a um licenciado em psicologia o inibe de praticar actos médicos e a uma pessoa que não se encontra legalmente habilitada para o exercício de medicina de prescrever receituários.

2. Porém, de médico, poeta e louco todos nós temos um pouco e, talvez por isso, não hesitamos em meter uma colherada em alimentos desconhecidos, o que só um louco fará em caldeirões de feiticeiros; ou escrever desnecessariamente versos inflamados à sua Dulcineia; ou medicamentar-se para curar uma possível influenza.

3. Meter a fouce em seara alheia (que raio, hoje só me sai provérbios!), isto é, meter-se no que lhe não diz respeito por mero espírito opinativo, necessidade de esclarecimentos ou incentivos de parceiros niquentos (a quem enfiar a touca que se cuide!) não é grave, conforme sublinhado nos pressupostos.

4. Logo, sem qualquer ímpeto de curiosidade ou preocupação em se inteirar do que é o cooperativismo, doutos conselheiros Acácios enfatuadamente dizem ser o cooperativismo um conceito social muito à esquerda para o seu gosto, eventualmente conotado com os kibbutzes israelitas, de carácter voluntário, baseado em trabalho colectivo, autogestão e propriedade comum dos meios de produção.

5. Outros evocam a sua "longa" experiência como membros de qualquer cooperativa, tendo-se limitado ao pagamento de quotas durante um curto espaço de tempo sem nunca se dignarem em participar na autogestão da mesma - quer para obter benefícios, quer para se integrarem na correspondente actividade associativa.

6. Por isso não nos cansamos de repetir: a cooperativa é uma associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para satisfazer aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, através de uma empresa de propriedade comum e democraticamente gerida.

7. Só a prática cooperativista poderá moderar a exploração dos plutocratas e domínio da classe burguesa.

Nau

domingo, 14 de dezembro de 2014

Nº. 1123 - Portal Comunalista


1. A Europa sempre foi uma porta de entrada para turbas flagelados pelos infortúnios ocorridos nas suas longínquas fronteiras.

2. Os europeus são o produto da caldeação de povos há muito tempo enredados em ideologias e movimentos políticos regionais, orquestrados por uma burguesia monopolista e governantes apaniguados da mesma.

3. Alguns europeus já se aperceberam que a Europa - de comunidades várias a uma só voz - somente poderá cultivar uma solidariedade com crescimento equilibrado através de uma política orçamental e uma política externa próprias.

4. Porém, o espírito oligopolista burguês, apoiado numa minoria que controla os bens de produção, apenas está interessado em fomentar organismos burocráticos que curam de minudências dando azo a que, nas regiões de pouco recursos, as economias mais robustas imperem.

5. O recente sistema presidencial, obviando o acesso ao topo da comunidade de Chefes de Estado de países de menor dimensão (regional/populacional), unicamente expressa o interesse da burguesia dominante que - à semelhança de um Barroso (PT), um Juncker (LU), um Rompuy (BE) ou um Tusk (PL) - não representam um desafio aos seus diktats.

6. As democracias nominais terão que passar por uma renovação de mentalidades, uma sociedade civil mais forte, uma cidadania mais consciente e adversa ao cultivado subsídio-dependentista corruptível.

7. Sem dúvida que a prática cooperativista é a grande escola que urge fomentar para a construção de uma comunidade mais sã e justa.

Nau

sábado, 13 de dezembro de 2014

Nº. 1122 - Psyche


1. Matria poderá ser a substituição arbitrária do termo patria, embora muitos sociólogos defendam a matriarca como base da família.

2. Entre os Antigos, patriarca era o chefe do lar e, quanto mais idoso - provavelmente pela experiência vivida - mais respeitável.

3. Na primeira evidencia-se a relação aos filhos - amamentação, primeiros passos, amor; no segundo sublinha-se a referência dos filhos - solidez comportamental, desenvolvimento, liberdade.

4. O extravasamento das relações familiares para o grupo de habitantes de um determinado lugar onde se nasceu é, por vezes, exaltado como nacionalismo.

5. Porém, o adepto acerbado daquilo que é natural de uma região - país - é mera aspiração em constituir um Estado autónomo, logo: sentimento ideológico.

6. A faculdade de se governar pelas sua próprias regras e/ou de dirigir-se segundo a sua própria vontade é prática cooperativista.

7. Por conseguinte, o amor, a liberdade e a aspiração autonómica consubstanciam-se na ideia peregrina da cooperação.

Nau

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Nº. 1121 - Fim de Semana 52


1. Na óptica do presuntivo herdeiro da coroa Portuguesa, dom Duarte Pio, políticas erradas de um "desenvolvimento sem progresso", aliadas a uma burocracia centralizadora e lenta, têm coarctado até as iniciativas de pequenos e grandes empresários, sendo urgente a dinamização de um Estado moderno e eficiente.

2. A descentralização da administração pública, em favor dos municípios, foi bandeira de Alexandre Herculano que procurou reforçar o poder local após a revolução vintista. Porém, o facciosismo político de inspiração burguesa tem corrompido o espírito municipalista devido ao sufrágio anódino, limitando-se o munícipe a delegar o seu poder de decisão aos membros dos partidos sufragados.

3. Logo, o despertar para o cooperativismo significa contribuir para a reforma da impante mentalidade burguesa, mas grande número daqueles que se dizem monárquicos preferem chafurdar na prática de maldizer em vez de estudar, analisar ou concorrer com ideias para eventuais soluções.

4. Como é óbvio, em todas as cooperativas existirão membros com tendências monárquicas, republicanas ou apolíticas, mas todos dispostos em aceitar as responsabilidades de sócios, sem qualquer discriminação social, racial, política ou religiosa.

5. Tutelados por uma burguesia submetida ao capital-deus num mundo globalizado, assistimos à continuação dos jogos políticos internacionais de confrontos a esmo, estes susceptíveis de aumentar o consumismo, tanto no sector armamentista e bélico, como na produção de drogas viciantes.

6. A natureza do homem é fraca para realizar as pertinentes reformas sociais pela via do coração, sendo a prática cooperativa mais racional nos objectivos a satisfazer, pelo que as comunidades com regras próprias, mesmo sem o estatuto cooperativo, são um estímulo para a doutrina defendida neste espaço.

7. Não há comunalismo saudável sem uma reforma da mentalidade burguesa pela via cooperativista.

Nau 

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Nº. 1120 - Luta Popular


1. No apontamento de ontem foi traçado um quadro apocalítico, na linha da mensagem da Cova de Iria.

2. Porém, a mensagem religiosa apela para a fé num deus feito à nossa imagem e semelhança; a linha aqui sugerida é apenas cooperativista.

3. A natureza do homem é fraca para realizar as pertinentes reformas sociais pela via do coração; a prática cooperativa é mais racional nos objectivos a satisfazer.

4. Segundo me relataram, já existem comunidades em Portugal, mormente nas áreas agrícolas e zonas estivais, onde são disponibilizadas cama e comida em troca de serviços.

5. Os serviços tanto poderão limitar-se à conservação do espaço comum - limpezas, tratamento de roupas, confecção de alimentos, etc. - como à formação profissional, tendo presente que a componente turística não se limita ao aluguer de caravanas.

6. A título de curiosidade, salientarei que, no sector pedagógico, além do ensino da língua e cultura portuguesas, os cursos com maior audiência são do segmento da informática, mecânica e electricidade.

7. Embora algumas das referidas comunidades tenham regras próprias e não estatuto cooperativo, são um bom estímulo para a doutrina aqui defendida.

Nau

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Nº. 1119 - Prelo Real


1. A burguesia, classe social gerada na Idade Média nos grandes centros populacionais de então - os burgos - onde efectuavam as suas transacções mercantis, floresceu graças à conquista progressiva de novos mercados.

2. O entesourar de largos cabedais havidos com a actividade comercial permitiu a emergência de dois novos grupos: os usurários, que arrecadavam e emprestavam capitais mediante o pagamento de juros por parte do devedor; os empresários de sucesso, isto é, aqueles que arrecadavam sólidos bens de fortuna.

3. Por outro lado, a nobreza - de mera classe castrense turbulenta virou a titulares cortesãos sustentada por capitais pouco reprodutivos por falta de empreendedorismo tonificador - foi progressivamente arredada das suas funções administrativas pela emergente classe mercantil.

4. Assim, o direito penal do liberalismo (que tinha servido para neutralizar uma nobreza de pergaminhos) foi inexoravelmente substituída por outros recursos penais de caracter positivista, estes tendentes a proteger uma burguesia ameaçada pelo assalto das classes materialmente pouco favorecidas.

5. Tutelada por uma burguesia submetida ao capital-deus num mundo globalizado, assistimos à continuação dos jogos políticos de confrontos a esmo, estes susceptíveis de aumentar o consumismo, tanto no sector armamentista, como na produção de drogas viciantes.

6. No seio das super-potências são cultivadas as técnicas do confronto e na Rússia dos nossos dias, sob forte contestação popular, Putin pretende aliciar a maralha, estendendo as suas garras aos Países Bálticos, à Bielo-Rússia, Eslováquia e Polónia, oferecendo parte desta última à Alemanha com o beneplácito da mesma deitar a mão à República Checa e à Áustria.

7. A hegemonia capitalista estadunidense é contestada nas cinco partes do planeta Terra e a China Vermelha, dentro em breve, ultrapassará o esquema de grande potência regional, olhos postos na Mongólia siberiana... para nós resta o cooperativismo, tónico para o robustecimento da consciência popular.

Nau

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Nº. 1118 - RAC


1. Ao longo da existência deste espaço, temos veiculado algumas notícias das actividades de várias cooperativas.

2. O objectivo tem sido de aproximar potenciais associados, bem como informar os serviços e/ou produtos disponibilizados por essas unidades cooperativas.

3. Sendo o universo cooperativo muito vasto - mesmo aquele limitado ao rectângulo português na Península Ibérica - foi aqui sugerido a apresentação de motu próprio dessas organizações.

4. O padrão recomendado seria o de 7 parágrafos, os mais sucintos possíveis, centrados na localização e actividades, a fim de motivar a aproximação de novos sócios e/ou eventuais clientes.

5. Como é óbvio, em todas as cooperativas existirão membros com tendências monárquicas, republicanas ou apolíticas, mas todos dispostos a aceitar as responsabilidades de sócios, sem qualquer discriminação social, racial, política ou religiosa.

6. Logo, embora este espaço defenda a prática comunalista de inspiração monárquica, a via recomendada é o cooperativismo, dado que o que importa é a reforma da tutelar mentalidade burguesa.

7. Diga não à apropriação doentia e capitalista; seja um cooperador/a activo/a.

Nau

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Nº. 1117 - Doutrina Cooperativa


1. Despertar para o cooperativismo, tal significa contribuir para a reforma da impante mentalidade burguesa.

2. Mas grande número daqueles que se dizem monárquicos preferem chafurdar na prática de mal-dizer em vez de estudar, analisar ou concorrer com ideias para eventuais soluções.

3. Atribuindo todo o mal que nos aflige ao regime político vigente, aos governos que temos tido, aos partidos que por aí medram e ao voto anódino irresponsável, o que pretendem os ditos monárquicos?.

4. Segundo parece, a resposta será o regresso do Rei para que seja mantido o statu quo: os mesmos governantes, a mesma partidocracia, o mesmo sistema eleitoralista.

5. Bom é ter presente que a figura do rei é sui generis - reina, mas não governa - servindo como o rosto da Comunidade; obviando disputas partidárias como soberano hereditário e vitalício devido à sua génese isenta de conotações sectárias.

6. Claro que os partidos políticos - grupos de pessoas unidas pela mesma doutrina social para a consecução dos seus objectivos de intervenção nos negócios públicos - são indispensáveis numa comunidade democrática.

7. Porém, ser monárquico e propor a eleição do soberano (prática da burguesia republicana) sem compreender que o princípio hereditário, por razões óbvias, é Lei Fundamental, perfila-se como extravagância eleitoralista, meramente irresponsável.

Nau

domingo, 7 de dezembro de 2014

Nº. 1116 - Portal Comunalista


1. A comuna é uma forma de organização política, social e económica com raízes na civilização portuguesa.

2. Nos tempos medievais, as populações emancipavam-se da tutela feudal e ganhavam administração própria graças à carta de lei concedida pelo monarca.

3. A descentralização da administração pública, em favor dos municípios, foi bandeira de Alexandre herculano que procurou reforçar o poder local após a revolução vintista.

4. Porém, o facciosismo político de inspiração burguesa tem corrompido o espírito municipalista devido ao sufrágio anódino, limitando-se o munícipe a delegar o seu poder de decisão aos membros dos partidos sufragados.

5. Logo, urge colmatar o défice democrático do presente através de organizações geridas por todos os membros que, de acordo com os estatutos societários, deverão ser ouvidos e participar activamente nas ditas organizações.

6. Células importantes do comunalismo aqui defendido - as cooperativas - induzem à cooperação entre as pessoas e tal conceito, extravasado para a grande Comunidade, de certo que fomentará reformas do ponto de vista comportamental e organizacional de grande relevância.

7. Este cantinho, denominado por Portal comunalista, é a plataforma disponibilizada para tais debates.

Nau

sábado, 6 de dezembro de 2014

Nº. 1115 - Psyche


1. Na mensagem do Primeiro de Dezembro do corrente ano, S.A.R. Dom Duarte Pio sublinha a angústia dos portugueses pelas dificuldades financeiras em que se encontram, devido à irresponsabilidade dos políticos que nos têm governado.

2. O apoio do presuntivo herdeiro da Coroa Portuguesa a todos aqueles que, civicamente, se manifestam por um Portugal mais justo e independente é expresso na referida mensagem, lembrando que "o cidadão deve estar ao serviço do Estado e o Estado ao serviço da pessoa".

3. Considerando fundamentais as boas vontades mobilizadas por muitas Associações Cívicas, bem como por alguns partidos políticos, S.A.R. Dom Duarte Pio convida todo o mundo para, de boa vontade, contribuir para um futuro melhor, pondo de lado quezílias que para nada servem.

4. Políticas erradas de um "desenvolvimento sem progresso", aliadas a uma burocracia centralizadora e lenta têm coartado até as iniciativas de pequenos e grandes empresários, sendo urgente a dinamização de um Estado moderno e eficiente.

5. Tal eficiência não pressupõe a substituição do sector privado na criação de riqueza por organizações estatais, estas fracas perante os poderosos e expeditas "em manter um sector empresarial subsídio-dependente".

6. As iniciativas tomadas pela Casa Real nos contactos externos, bem como a política de aproximação aos países da CPLP - Brasil incluído - são sucinta e naturalmente mencionadas, demonstrando que S.A.R. Dom Duarte Pio desenvolve uma política de influências que não uma actividade partidária.

7. Uma vez mais, o Chefe da Casa Real Portuguesa confirma a sua total disponibilidade para servir o seu país.

Nau

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Nº. 1114 - Fim de Semana 49


1. Durante a sua existência o homem tem inúmeras oportunidades para aumentar tanto a sua capacidade física, como a espiritual, porém esta tende a seguir a via mais hedonística.

2. Mas cabe a nós, meros comunalistas, empenhadamente concertar as políticas mais adequadas às nossas necessidades - económicas, sociais e culturais - através de uma plataforma comum, isto é, o cooperativismo.

3. Reforçando a coesão social e gerando fundos pela via associativa, a unidade genial de trabalho cooperativo promove uma cidadania realmente actuante e eficaz, cultivando valores sublimes e democráticos.

4. Trabalho burocratizante; lutas contra a incompreensão e/ou má vontade de alguns; desalentos de outros; sornice (até dos mais chegados) e intrigalhismo habitual são práticas inevitáveis na gestação de uma cooperativa.

5. Mentes deslumbradas por teorias espúrias procuram encaminhar os povos para mundos aprazíveis em que as ditas mentes enformam a classe dirigente, papagueando democracias e instilando trilogias de conveniências urdidas no recuado século XVIII.

6. As soluções propostas pelo PCTP/MRPP, embora não merecendo o beneplácito dos corifeus da União Europeia, são uma hipótese a considerar, servindo como ariete contra o muro das minorias alcandoradas.

7. Entretanto, voltamos a recomendar a leitura do texto integral da mensagem Primeiro de Dezembro 2014 de S.A.R. Dom Duarte Pio.

Nau

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Nº. 1113 - Luta Popular


1. Lutar é esforçar-se por qualquer coisa: pela existência no tempo e no espaço; pelos bens essenciais para sustentar a vida; por aquilo que lhe é querido.

2. A luta pressupõe alvo, isto é, finalidade clara que se tem em mente, logo, ideia bem definida das metas a atingir evitando o esbracejar sem Rei e sem Norte.

3. Forçoso será abrir aqui um parêntesis para chamar a atenção para o facto de Rei significar a referência, e Norte a meta que se pretende atingir.

4. Porém, alardear a sua opção monárquica, com base no sistema parlamentar vigente e a estirpe de políticos que nos regem, é continuar sob a tutela de uma burguesia de largos cabedais e cariz monopolista.

5. Os ventos que sopram pela Europa adentro vão no sentido do aumento da burocratização, com óbvio proteccionismo dos recursos dos bem-aventurados.

6. As soluções propostas pelo PCPT/MRPP, não merecendo o beneplácito da União Europeia, são uma hipótese a considerar, servindo como ariete contra o muro das minorias alcandoradas.

7. No entanto, os monárquicos não poderão continuar de braços cruzados, avançando para uma prática cooperativista que coloca nas mãos do povo o real poder de decisão.

Nau

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Nº. 1112 - Prelo Real


1. Há datas com uma força mágica que espelham o povo que as criaram, regendo as suas vidas e as suas condutas.

2. No coração português, a tendência centrípeta dessa força será denominada como o Espírito Ibérico; o pendor centrífugo resultante de cultivadas experiências cunham o Espírito de Liberdade sempre latente na gente lusa.

3. A dinâmica das colectividades assente nos valores próprios das regiões tomou-se de amores pelo mar - dado que este representa o espraiar da Liberdade - unidas em torno do seu Rei, porquanto toda expansão carece de um ponto de referência.

4. Mentes deslumbradas por teorias espúrias procuram encaminhar os povos para paraísos aprazíveis em que as ditas mentes enformam a classe dirigente, papagueando democracias e instilando trilogias de conveniências urdidas no recuado século XVIII.

5. Claro que na periclitante fortaleza europeia o centralismo "aristocrático" teme o espírito das regiões, procurando suprimir - à semelhança da recomendação para ser omitido o Primeiro de Dezembro - todas as referências à Liberdade dado que esta nada tem de monólito, enrobustecendo-se na diversidade e culturas afins.

6. O Primeiro de dezembro - vagamente conotado com o episódio da recuperação de uma autonomia política - é o dia em que o presuntivo herdeiro da Coroa Portuguesa se dirige aos seus súbditos, tanto do rectângulo ibérico, como da diáspora que o toma como a sublime referência.

7. O texto integral da mensagem de S.A.R. Dom Duarte Pio está disponível em https://pt-pt.facebook.com/domduarte.

Nau

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Nº. 1111 - RAC


1. Terminei o apontamento de ontem aventando a hipótese de férias conjuntas de amigos ser organizada numa propriedade rural pertença de um dos familiares.

2. Este projecto até poderá ser ambivalente porquanto alivia o proprietário do peso de uma exploração agrícola; permite aos veraneantes uma aprendizagem ao vivo do que é um empreendimento rural.

3. A criação de um ciberespaço onde se tornam possíveis os encontros de várias pessoas interessadas nas novas tecnologias; onde se manifestam as capacidades de trabalho de cada indivíduo, etc., será uma excelente base para um desenvolvimento cooperativista.

4. Quem trabalha no duro procura, nas horas de lazer, desfrutar de um ripanço supostamente reparador, mas tal é mera suposição dado que o enriquecimento físico (energias) e intelectual (novos conhecimentos) é a alternativa realmente compensadora.

5. Trabalho burocrático; lutas contra a incompreensão e/ou má vontade de alguns membros; desalento de alguns; sornice (até dos mais chegados) e intrigalhismo habitual são práticas inevitáveis na gestação de uma unidade cooperativa.

6. O encolher d ombros é sinónimo de desistência e esta é prenúncio de frustrações arrasadoras, pelo que o alardear de cooperativas que apenas auferem o título e escamoteiam a prática só é possível por negligência deliberada dos associados.

7. Vamos à luta!.

Nau

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Nº. 1110 - Doutrina Cooperativista


1. As cooperativas, as fundações, as mutualidades e as misericórdias fazem parte do universo da economia social e são instrumentos geradores de emprego.

2. Claro que a união de esforços, da visão empreendedora partilhada, da resposta concertada a uma necessidade comum, potencia uma comunidade mais sã e justa.

3. Reforçando a coesão social e gerando capital pela via associativa, a cooperativa motiva uma cidadania activa, uma solidariedade prática e eficaz, cultivando valores autenticamente democráticos.

4. A cooperativa é uma associação autónoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais  comuns, através de uma empresa de propriedade comum.

5. Sendo necessárias apenas 5 pessoas para criar uma cooperativa em Portugal, os primeiros passos deverão ser dados num arrumo de ideias, concertação de acções, verificação de hipóteses, porquanto os instrumentos legais terão lugar em tempo oportuno.

6. De um arremedo de tertúlia, o agrupamento de amigos passa a actividades mais profícuas que vão desde a racionalização das compras de bens essenciais para as respectivas famílias, às deslocações destas com o menor número de veículos.

7. E por que não ensaiar umas férias conjuntas em propriedades rurais de famílias carentes e/ou unidades alugadas para o efeito?.

Nau

domingo, 30 de novembro de 2014

Nº. 1109 - Portal Comunalista


1. Basta um pouco de paciência para irromper pelo portal adentro e dizer, de sua justiça, o que pensa acerca do cooperativismo.

2. Num esforço de concisão, pôr em letra redonda o fundamento da sua opção monárquica e/ou os argumentos que tem contra a mesma.

3. Posto que a opção assumida seja mais sentimental do que elaborada, quais as soluções políticas que tem em vista.

4. Liberais?, socialistas?, sociais-fascistas?, etc., e destas quais seriam as políticas adequadas para o Portugal dos nossos dias.

5. Desde já, permita-me que lhe chame a atenção para o facto de (qualquer que seja a opção por si avançada) terá que contar com os políticos que temos.

6. Esperar que os plutocratas moderem a sua voracidade (fazendo uma redistribuição mais equitativa da riqueza) ou que a minoria que controla os bens de produção (oligarcas) deixem de fomentar o consumismo - é tempo perdido.

7. Cabe a nós, meros comunalistas, concertar as políticas mais adequadas às nossas necessidades - económicas, sociais e culturais - através de uma plataforma comum, isto é, o cooperativismo.

Nau

sábado, 29 de novembro de 2014

Nº. 1108 - Psyche


1. No ciclo da vida, o espírito do individuo evolui, enquanto o corpo entra em decadência.

2. A evolução do espírito será tão grande quanto maior for a determinação para o desenvolvimento espiritual.

3. Com a passagem do tempo - mesmo sem os percalços de saúde débil - o corpo do indivíduo vai degradando a capacidade física.

4. Durante a existência do indivíduo este tem inúmeras oportunidades para aumentar a sua capacidade espiritual, bem como  física.

5. Porém, são as circunstâncias e as opções assumidas que definem o homem, com elevado toque hedonístico.

6. O processo da evolução consiste no desenvolvimento de estados simples para os mais complexos.

7. A desenvoltura física poderá ser exercitada; o processo de desenvolvimento espiritual tende a procurar a via mais fácil.

Nau

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Nº. 1107 - Fim de Semana 48


1. Nas conjecturas da semana passada foi inevitável a constatação que o estudo das filiações é mais do que um passatempo predilecto, tocando este as raias da presunção de que uma boa ascendência produz uma classe com qualidades excepcionais.

2. A fome de poder e domínio sobre os mais motiva o homem, mas é o amor excessivo ao bem-estar próprio e à satisfação das suas necessidades - sem consideração pelos bens e interesses alheios - que a tudo se sobrepõe.

3. Certo é que todo o mundo - presumindo que não se encontra perigosamente exposto - aproveita a oportunidade para usufruir ou obter algumas "regalias", sem grande esforço físico e/ou mental, ninguém curando em saber quem sairá prejudicado.

4. A cooperativa é uma associação autónoma de pessoas, segundo a Recomendação 193 da OIT, que estimula os seus associados a se governarem por regras próprias a fim de atenderem as suas necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais.

5. Portugal, graças à intuição e dinamismo do Infante de Sagres, cedo se voltou para o mar, visto que o envolvimento nas tricas  peninsulares eram desgastantes e a disponibilidade de braços para as rotas marítimas - esperançosamente profícuas - permitiam um equilíbrio demográfico mais estável.

6. O "fontismo" foi um arremedo industrial do que se fazia lá fora" e serviu para o aumento do endividamento externo, bem como para satisfazer o basbaque de uma burguesia moderada e permissível às traquinices revolucionárias dos seus rebentos bacharéis.

7. Tomadas de Bastilhas e convulsões sociais fomentadas por sociedades secretas e conspiradores insensatos levaram Portugal ao descalabro do presente pelo que urge enrobustecer o comunalismo através de uma saudável prática cooperativa, aplanado o caminho para o regresso do Rei.

Nau

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Nº. 1106 - Luta Popular


1. No apontamento de ontem, sublinhamos: que a instituição monárquica, consubstanciada num soberano vitalício e hereditário, foi a Lei Fundamental portuguesa.

2. Que as modas, simples fantasias acerca do aspecto do vestuário, da arte, dos móveis, etc., e até da política, recebem, durante algum tempo, a aprovação social, segundo a prática nas diferentes regiões do globo.

3. Que Portugal, graças à intuição e dinamismo do Infante de Sagres, se voltou para o mar, visto que o envolvimento nas tricas peninsulares eram desgastantes e a disponibilidade de braços para a gesta marítima mais profíqua e fautora de um equilíbrio demográfico.

4. Que os proventos mercantis resultantes da dita gesta marítima em nada favoreceram o sector industrial (excepto o do revolucionário segmento da construção naval) continuando a maioria ligada ao amanho da terra.

5. Que o "fontismo" foi um arremedo industrial do "que se fazia lá fora" e serviu para aumentar o endividamento externo, bem como para satisfazer o basbaque de uma burguesia moderada e permissível às traquinadas revolucionárias dos seus rebentos bacharéis.

6. Que exaltados radicais da média burguesia, sem a prudência de um Antero de Quental, estavam apostados em importar "tomadas de Bastilhas" e convulsões sociais através de sociedades secretas e de conspiradores insensatos.

7. Que já é tempo de enrobustecer o comunalismo através de uma saudável prática cooperativista, aplanando o caminho para o regresso do Rei.

Nau

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Nº. 1105 - Prelo Real


1. A instituição monárquica, consubstanciada num soberano vitalício e hereditário, foi a Lei Fundamental do rectângulo à beira Atlântico plantado, rosto da grande Península Ibérica e terra de muitas e desvairadas gentes.

2. Nada de racional tem a moda, simples fantasia acerca do aspecto do vestuário, da arte, dos móveis, etc. - e até da política! - que recebem, durante algum tempo, a aprovação social, com maiores ou menores exageros, segundo a prática nas diferentes regiões do globo.

3. Portugal, graças à intuição e dinamismo do Infante de Sagres, cedo se voltou para o mar, visto que o envolvimento nas tricas peninsulares eram desgastantes e a disponibilidade de braços para as rotas marítimas esperançosamente profíquas, além de permitirem um equilíbrio demográfico mais estável.

4. Os proventos mercantis resultantes dos empreendimentos marítimos em nada favoreceram o sector industrial, continuando a maioria da população agarrada a uma agricultura de subsistência, tradicionalmente ligada à força braçal, o que justifica a ruralidade do país, com um breve surto industrial nos finais do século XIX.

5. Claro que o "fontismo" foi um arremedo industrial do "que se fazia lá fora" e serviu para aumentar o endividamento externo, bem como satisfazer o basbaque de uma burguesia pachorrenta, cujo filhos (bacharéis, macaqueando os franceses) se lançaram numa imitação grosseira de doutrinas revolucionárias que, pela rama, conheciam.

6. Sem dúvida que os exaltados radicais, alguns - a semelhança de Antero de Quental - estavam honestamente interessados em levar a cabo uma reforma da mentalidade ultramontana daquele tempo.
Porém, os mais afrancesados sonhavam com "tomadas da Bastilha" e organizações secretas para "enforcar o último padre com as tripas do derradeiro frade".

7. Na pele sofremos os desaires da 1ª República, o revanchismo da salazarquia, o caciquismo e corrupção do regime vigente, pelo que já é tempo de, pelas nossas próprias mãos, enfrentar plutocráticos burgueses e videirinhos ronhentos, certos de que Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo; logo, a prática cooperativista enrobustecerá o comunalismo que, já advogado por Alexandre Herculano, urge arraigar.

Nau

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Nº. 1104 - RAC


1. A cooperativa é uma "associação autónoma de pessoas", segundo a Recomendação 193 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), sublinhando que os seus associados se governam por regras próprias.

2. O objecto é clara e expressamente definido pela Recomendação 193 da OIT: "que se unem voluntariamente para atender as suas (deles, os associados) necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais".

3. A linha em que a actividade dos associados será realizada não deixa qualquer dúvida quanto à indispensável concertação: "por meio de empreendimento de propriedade comum e gestão democrática".

4. Oportuno será chamar a atenção para o facto de propriedade comum significar de uso de todos os associados, podendo estes estabelecer normais e sempre justificadas parçarias com unidades similares.

5. A cooperativa, como associação autónoma de pessoas, nada tem a ver com a doutrina colectivista que estabelece um sistema político em que se procura tornar os meios de produção comuns a todos os membros da Comunidade.

6. Como é sabido, as sociedades recreativas, literárias, científicas, etc. são colectividades igualmente alheias ao espírito colectivista enunciado no parágrafo anterior, vocacionadas para actividades específicas, de índole diversa ao cooperativismo.

7. Da prática cooperativa resulta a decisão criteriosa e responsável, escudo eficaz contra a alienação cultivada pelas minorias dominantes: plutocráticas, tecnocráticas, etc., em suma, simplesmente burguesóides/republicanóides.

Nau

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Nº. 1103 - Doutrina Cooperativista


1. Todo o mundo - presumindo que não se encontra perigosamente exposto - aproveita a oportunidade para usufruir ou obter algumas "regalias", sem grande esforço físico e/ou mental.

2. Ninguém cura em saber quem sairá prejudicado com tais "regalias", uma vez que se encontra apostado em usufruir das benesses alcançadas por ínvios esquemas, lamentando os eventuais desaires como pura má fortuna.

3. Todo o mundo procura ultrapassar o próximo - nem que seja na entrada para um transporte público - fingindo-se distraído ou não olhando aos meios para obter vantagens e/ou ganhar fugaz protagonismo.

4. Ninguém quer dar parte de fraco na compita mais elementar e os progenitores incentivam os seus rebentos - até os de tenra idade - a ultrapassar tudo e todos, mesmo que para o efeito tenham de abandonar os altos valores morais que proclamam defender.

5. Todo o muno quer ter o poder de decisão desde que o não obrigue a assumir grandes responsabilidades) e ganha pose de ditador em relação aos subalternos, confirmando a sapiência dos antigos: queres conhecer o vilão, mete-lhe a vara na mão.

6. Ninguém quer submeter-se a uma disciplina que cultiva o diálogo e a concertação em empreendimentos que lhe poderão satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, sempre possível em associações de índole cooperativista.

7. Todo o mundo (sem ter realizado qualquer experiência substantiva) levanta reticências quanto ao movimento cooperativista, na expectativa de alcançar soluções mágicas, isto é, continuando à espera de Godot.

Nau

domingo, 23 de novembro de 2014

Nº. 1102 - Portal Comunalista


1. O que motiva o homem é o amor excessivo ao bem-estar próprio e à satisfação das suas necessidades, sem consideração pelos bens e interesses alheios.

2. Aliás, tais pressupostos são comuns a todos os outros animais, incluindo a satisfação das necessidades fisiológicas que, compreendendo o acasalamento, tem por objecto a satisfação sexual mútua.

3. O poder - de outro modo - o domínio sobre outrem é possível através da superioridade física, económica ou espiritual, esta devida ao conhecimento adquirido e refinado por intuição própria.

4. Claro que os conflito de interesses - o confronto e a emulação - são normais em qualquer grupo de pessoas, atenuados pelas costumeiras relações na comunidade.

5. Identificando o bem comum com o prazer dos costumes ou procedimentos do grupo - estes fundamentados na fugida às responsabilidades inerentes - a maioria não reage: inconscientemente delega.

6. Oportunistas acotovelam-se para ganhar um passo avante; a violência - verbal, física ou por mera negligência - é o prato do dia; a fome de protagonismo resulta de frustrações, porquanto vencer é dominar.

7. Soluções mágicas não são possíveis; o atropelar, vitória pirrónica; o cruzar de braços, crime contra si e contra os seus. A cooperação para o reforço do espírito comunalista é a alternativa inteligente.

Nau

Nº. 1101 - Carta aberta a Sérgio Sodré, VII


1. Decididamente, Sérgio Sodré é mais genealogista do que (como sói dizer-se no Brasil) monarquista.

2. Porém, o estudo das filiações é mais do que um passatempo predilecto, tocando as raias da presunção de que uma boa ascendência produz uma classe com qualidades excepcionais.

3. O modo de pensar ou de agir diferente do pensar e do agir comum nem sempre é uma qualidade, mas pura tendência anti-social, objecto do estudo das doenças - especialmente as alterações somáticas e funcionais - ocorridas no ser humano.

4. As atitudes anti-sociais, isto é, opostas à sociedade e/ou à ordem social, mormente são devidas por frustrações (nem sempre patológicas) mas sucedidas pelo mero facto de normais expectativas saírem goradas.

5. Claro que a exacerbação do sentimento de classe privilegiada - a nata, o melhor de qualquer grupo social - é uma presunção sem fundamento.

6. Toda a concertação (tendo por objecto o estabelecimento de programas de acção) requer bestunto, força física, força criativa e, sobretudo, a vontade colectiva, mais racional do que elitista.

7. Caro Sérgio Sodré, a rispidez destes últimos parágrafos será pouco adequada à sua pessoa que teve a hombridade de dizer o que pensa, mas dedicadas aos fidalgotes que em nada honram a Monarquia.

Nau

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Nº. 1100 - Carta aberta a Sérgio Sodré, VI


1. Vislumbro uma certa impaciência da sua parte ao deparar-se com novos parágrafos desta tão longa carta.

2. O interesse manifestado pela genealogia não é crime - mera curiosidade; apetência inquisitória - mas levar com os fundamentos monárquicos e a doutrina cooperativista é pesada pena expiatória.

3. Porém, o que motiva o interesse pela genealogia é diferente da paixão pela numismática, ambos com o traço comum da história, mas justificações subliminares diferentes.

4. Os homens notáveis, ao longo dos tempos, vão sofrendo um normal processo de santificação, muito semelhante àquele atribuído a defuntos de recente data: no fundo, não era má pessoa.

5. A história é mera interpretação do presente, pelo que a referência a homens ilustres do passado vai no sentido destes, caso ressuscitassem, terem receitas e soluções adequadas aos nossos problemas.

6. Caro Sérgio Sodré, os problemas com que nos confrontamos apenas por nós poderão ser resolvidos; logo, aristocratas, super-homens, extraterrestres, deuses do Olimpo, tecnocratas, etc., são meros frutos da nossa irresolução.

7. Faltam-me qualidades de pitonisa, mas vislumbro, perante a passividade da maioria, tempos muito cruéis em que, em vez de se apelar pelo regresso do Rei, se tecem loas a ditadores de pacotilha.

Nau

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Nº. 1099 - Carta aberta a Sérgio Sodré,V


1. Estamos conversados quanto à hipótese da reforma das mentalidades ser efectuada através da prática cooperativa.

2. Temos presente que a apropriação excessiva - e não a propriedade implume - satisfaz a fome de poder, isto é, o domínio da minoria sobre o maralhal.

3. Claro que a apropriação aqui condenada incide sobre aquilo que tem a possibilidade de gerar bens materiais, sobretudo bens essenciais para a subsistência do homem.

4. Sonhar com uma sociedade em que cada indivíduo contribua, para o bem-estar comum, segundo as suas capacidades e receba segundo as suas necessidades é pura utopia.

5. O sistema político e económico baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade privada, tendente à supressão das classes sociais, começa pela sagração da classe dirigente.

6. A propriedade colectiva dos instrumentos de produção, realizada, progressivamente, através de reformas conduzidas pela burguesia dominante, embora respeitando a democracia parlamentar, vai ser possível lá para as calendas gregas.

7. Bom é cultivar o espírito cooperativo, concertando a acção de várias pessoas interessadas em satisfazer as suas necessidades comuns - económicas, sociais e culturais. O regresso do Rei terá lugar tão cedo quanto possível.

Nau

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nº. 1098 - Carta Aberta a Sérgio Sodré, IV


1. Em determinada altura é natural que até o mais distraído monárquico levante a questão: sendo o cooperativismo válido tanto para monárquicos, como para republicanos, qual a razão do CECIM (Centro de Estudos Cooperativistas de Inspiração Monárquica).

2. A resposta tem sido dada ao longo da existência do CECIM, mas não há qualquer dúvida em sublinhar o fundamento da doutrina aqui despendida: o cooperativismo é uma escola prática da Democracia porquanto motiva a participação e concertação entre os associados.

3. Sabido que a República tem por regra de ouro "um homem, um voto" esta, quando generalizada, vai no sentido da delegação do poder de decisão a desconhecidos, visto que tanto o voto criterioso, como o voto anódino é conferido a um terceiro, alegadamente julgado a longo prazo.

4. Quando nos tentam convencer que votar é sinónimo de Democracia, no passo seguinte avançam com as litanias republicanas que, repetidos até à exaustão, ficam no ouvido de todo o mundo como verdades incontornáveis.

5. Porém, o voto de qualidade é aquele que, directamente, responsabiliza o votante, logo possível em pequenas associações cooperativas que, na multiplicação destas, são a proto-comunidade, vocacionadas para influenciar a grande Comunidade.

6. O estratagema republicano tem tido larga audiência e, usado sistematicamente pelas minorias monopolistas (tendencialmente plutocráticas) vão impondo o consumismo, ao mesmo tempo que, controlando a produção, auferem largos proventos, alentando estes a sua existência.

7. Claro que a plutocracia paira muito acima de qualquer solução liberal e/ou socialista, não afectando a vetusta Monarquia porquanto o soberano, hereditário e vitalício, de facto reina, mas não governa.

Nau

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Nº. 1097 - Carta aberta a Sérgio Sodré, III


1. Um amante de genealogia não é, forçosamente, um monárquico esclarecido.

2. Logo, ao assumir-se como monárquico - sem a estultícia dos oportunistas pretendentes e/ou o diletantismos dos cérebros de ignorância enciclopédica - importa aprofundar os fundamentos da opção tomada.

3. Vezes sem conta, neste espaço internáutico, tem sido chamada a atenção para o facto de Monarquia significar o governo de uma só pessoa jurídica, consubstanciada na figura do Rei e manifestada como o governo do Povo.

4. A figura do Rei, na avassaladora globalização, é o símbolo do todo - acima das tensões independentistas, dos credos religiosos, dos problemas sociais e economicistas - soberano vitalício e hereditário por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

5. Definida a essência da instituição monárquica, incontornáveis são as opções políticas (mais Estado o menos Estado?) reservadas para os organismos democráticos - tanto os institucionais como os corporativos, isto é, unidades autárquicas, ordens profissionais, sindicatos, etc. - logo, do foro estritamente político.

6. Como alternativa ao "mais Estado ou menos Estado", aqui é defendida a unidade cooperativa, a qual consiste numa associação autónoma de pessoas (tanto monárquicas como republicanas) unidas para a satisfação das suas necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais.

7. A cooperativa é uma verdadeira escola prática da almejada Democracia que convém implementar - tanto em casa, como na diáspora - opondo a cooperação à apropriação excessiva.

Nau

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Nº. 1096 - Carta aberta a Sérgio Sodré, II


1. Compreendo que esteja sobejamente enfastiado das repetições de temas e argumentos neste espaço.

2. Porém, o tempo escasseia e os eventuais visitantes caiem por acidente - a força de hábito; o aguardar do transporte; o ripanço ocasional - no mero compulsar do portátil.

3. Claro que o participar é outra loiça e a maioria tem o bom-senso de evitar diarreias do "lol", "porreiro, pá!", "vai-te catar" e outros mimos de alto coturno.

4. Dizer sim ao cooperativismo abjurando a apropriação doentia é passo de gigante, mas tal requer mais actos do que palavras.

5. Afirmar-se simpatizante monárquico sem procurar as razões substantivas é mero clubismo, tão abnóxio como declarar-se republicano numa assembleia de mentecaptos.

6. Difícil será realizar uma sociedade sem classes (profissionais, importância social, capacidade administrativa, etc.) mas apostar em super-homens e/ou tecnocratas de pacotilha é tempo perdido.

7. As decisões a todos nós pertencem porquanto o delegar é mera fuga às inerentes responsabilidades.

Nau

domingo, 16 de novembro de 2014

Nº. 1095 - Carta aberta a Sérgio Sodré


1. Confesso não ter muito apreço pela genealogia mas, segundo me contaram, as pesquizas acerca da Família Sodré parecem ter largo número de simpatizantes.

2. Fazendo fé na "Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura", a notícia acerca da Família Sodré em Portugal remonta ao século XIV, com naturais ramificações brasileiras.

3. Com um traço ancestral tão grande e promissor, é natural que os membros da Família Sodré se sintam motivados em pesquisar as suas origens.

4. Porém, bom é ter presente que, numa família tão ilustre, os cadáveres, convenientemente guardados em armários, são frequentes, presumindo eu a existência tanto de vilãos, como de homens santos.

5. No entanto, atrevo-me a lembrar que a fidalguia (filho de algo) herdada, à qual as leis consuetudinárias ou escritas reconheciam certas prerrogativas - para além do valor sentimental - hoje para nada servem.

6. Por outro lado, volto a sublinhar que, originalmente, a aristocracia - forma de governo em que o poder é exercido por pessoas notáveis - não faz sentido nos tempos modernos.

7. Como tem presente, Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, servindo a figura do Rei para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

Nau

sábado, 15 de novembro de 2014

Nº. 1094 - Psyche


1. O ser pressupõe o modo sob o qual uma coisa existe, em que os átomos formam moléculas, as moléculas células, as células órgãos e os órgãos sistemas, em suma, matéria viva.

2. A matéria viva, como forma de energia, tem os atributos de possuir uma massa - uma extensão no espaço e no tempo - compreendendo os mesmos átomos da matéria inanimada.

3. Por outro lado, a mera conjectura - juízo sobre probabilidades - não é massa, nem energia, embora precise destas para subsistir e transmissão.

4. Sendo o domínio do conhecimento motivado pela satisfação que este proporciona, isto é, o prazer, a recorrência a tal domínio é uma das formas de exercício de poder.

5. O poder encontra-se monopolizado por uma minoria que controla a decisão política orientando-a para o estímulo à produção e ao consumo, ambos sustentáculos dessa minoria pelos recursos financeiros inerentes e razão da sua existência.

6. Claro que o lucro se justifica pela necessidade da manutenção do poder, dado que este satisfaz a minoria dominante e, alegadamente, proporciona o progresso e bem-estar da maioria.

7. O conhecimento é ambivalente: tanto subverte como domina.

Nau

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Nº. 1093 - Fim de Semana 46


1. Bom é sublinhar que a nobreza sempre foi uma classe turbulenta - com ou sem cabedais - alcandorada em pergaminhos de obscura proveniência (favores do soberano), caprichando por precedências, geralmente de natureza social, mas de baixo substracto na aplicação do espírito ao estudo e desenvolvimento intelectual.

2. Com base nos recursos económicos dos seus associados, a cooperativa, por sistema, contorna os endividamentos compulsivos e atenua os ímpetos consumistas, sendo uma autêntica escola de administração, logo, uma proto-comunidade, pelo que a multiplicação destas dão azo à construção de uma Comunidade mais sã e justa.

3. A unidade cooperativa é uma parçaria de monárquicos e republicanos uma vez que, na sua actividade normal, o cooperativismo não faz discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas, tendo por objecto satisfazer as necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais - por via do empreendimento de propriedade comparticipada e gestão democrática.

4. A menos que a instituição monárquica tenha no bolso angélicos políticos e remeta os actuais para o Olimpo da insensatez em que os presentes medram, não enxergo a vantagem das andanças, pelo que o afirmar amor pelo passado será um processo de regressão fácil de cultivar em clubes revivalistas; porém, o que importa é zelar pelo bem-estar comum.

5. Viver à sombra - tanto moral, como material - das glórias de alguém é simples desfrutar do trabalho alheio, logo parasitismo, moral e socialmente condenável, na mesma linha daquele que, desfrutando de auxílios sociais, nada contribui para o bem-estar comum.

6. Os problemas de hoje são estudados em termos de sistemas, tanto no que respeita à demografia, à produção/consumo, aos recursos naturais e à poluição, alegadamente caminhando para uma economia ao serviço da sociedade, embora esta continue enfeudada a minorias e seus inexpugnáveis redutos.

7. A luta popular, aquela defendida neste espaço, depende do despertar de cada um de nós, dirimindo a apropriação excessiva; cultivando a cooperação deliberada.

Nau

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Nº. 1092 - Luta Popular


1. O preconceito é simples ideia, convencional ou tradicionalmente estabelecida, formada sem qualquer fundamento sério.

2. A heráldica, como arte de descrever os escudos de armas de uma linhagem, poderá ser mero entretenimento, tal como a numismática, a filatelia e outras coisas mais.

3. Mesmo a satisfação (orgulho, seria demasiado pretensioso) de descender de alguém notável é obrigação, aliás, incentivo para uma emulação salutar.

4. Viver à sombra - tanto moral, como material - das glórias de alguém é simples desfrutar do trabalho alheio, logo parasitismo, moral e socialmente condenável.

5. Na mesma linha se critica todo aquele que, desfrutando de auxílios sociais, nada contribui para o bem-estar comum.

6. A redistribuição da riqueza, forçosamente burocrática, tem um senão muito antigo: "a caridade para ser bem praticada, por nós será iniciada".

7. A luta popular depende do despertar do homem, como ser animado racional.

Nau

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Nº. 1091 - Prelo Real


1. A maioria dos portugueses não está satisfeita com o regime político vigente, nem com os endémicos rodriguinhos partidários.

2. Porém, certos monárquicos, sem aduzirem razões substantivas, esperam que o mero regresso do Rei faça rodar a coisa pública sobre os respectivos eixos.

3. Evidenciando a opacidade do pensamento dos referidos monárquicos, estes dizem defender uma instituição autenticamente monárquica e parlamentar.

4. Ora, Monarquia, substancialmente, designa governo de um só, isto é, do Povo; logo, a opção pleonástica é abstrusa e o acento parlamentar de cariz partidário.

5. A menos que a instituição monárquica tenha no bolso angélicos políticos e remeta os actuais para o Olimpo da insensatez em que os presentes medram, não enxergo a vantagem das andanças.

6 Navegar pelo espaço internáutico afirmando o seu amor pelo passado será um processo de regressão fácil de cultivar em clubes revivalistas; porém, o que importa é zelar pelo bem-estar comum.

7. Na globalização em curso, querer impor credos religiosos, fechar fronteiras, tecer casulos assépticos e (donos de uma verdade absoluta) verberar contra tudo/contra todos, é mera frustração patológica.

Nau

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Nº. 1090 - RAC


1. Como é evidente, a unidade cooperativa é uma parçaria de monárquicos e republicanos dado que, na sua actividade normal, o cooperativismo não faz discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas.

2. Associação autónoma de pessoas, a cooperativa tem por objecto satisfazer as necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais - por meio de empreendimento de propriedade comparticipada e gestão democrática.

3. Tanto os adeptos das opções da intervenção mínima do Estado no sector económico da sociedade, como os partidários de reformas socialistas e mais Estado, ambos apoiados em meios parlamentares, poderão, sem abdicar do essencial das suas doutrinas, participar no movimento cooperativo, este tido como a via alternativa.

4. Reservas são apenas levantadas às opções políticas dos sociais-fascistas porquanto estas advogam ditaduras, alegadamente em nome do proletariado, num esquema piramidal em que a base, por razões de boa saúde, se coaduna com as decisões do vértice.

5. Porém, na União Europeia, são os interesses das minorias oligopolistas que nela prevalecem, pelo que os bonzos da economia, em troca de royalties temporários, exportam a tecnologia de ponta, fechando as fábricas dependentes desta, a fim de contornar eventuais contestações salariais.

6. Claro que a União Europeia, em consonância com os blocos de tendências hegemónicas, só fala de democracia, salientando a legitimidade de "um voto, um homem" (tanto o voto criterioso, como o voto anódino) que sustenta a impante burguesia.

7. Em Portugal, a esperança da reforma da mentalidade pela via aqui defendida tem um parceiro natural, o PCTP/MRPP, porquanto este, embora não sendo do agrado dos areópagos da União Europeia, é o tenaz defensor dos interesses populares.

Nau

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Nº. 1089 - Doutrina Cooperativa


1. O homem é a pedra angular do cooperativismo.

2. Logo, a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais do homem motivam a tomada de decisões de modo concertado.

3. O poder de decisão é inalienável e está para além do seguidismo partidário, manifestando-se no assumir de responsabilidades.

4. Sem qualquer distinção racial ou de credos - tanto religiosos, como políticos - a cooperativa é a plataforma onde homens e mulheres exercitam o seu poder de decisão.

5. Baseado no recurso económico dos seus associados, a cooperativa, por sistema, contorna os endividamentos compulsivos e atenua os ímpetos consumistas, sendo uma autêntica escola de administração.

6. A unidade cooperativa é uma proto-comunidade, pelo que a multiplicação destas dão azo à construção de uma Comunidade mais sã e justa.

7. Não sendo liberal, nem tão-pouco socialista, o cooperativismo é a terceira via, a opção verdadeiramente monárquica.

Nau

domingo, 9 de novembro de 2014

Nº. 1087 - PC: Nobreza & Aristocracia


1. Este tema foi discreteado em três apontamentos (nºs. 268, 269 e 270), mas apenas o primeiro mereceu um comentário que, presumo pelo elevado número de visitas, aguarda a pertinente resposta.

2. Claro que a Aristocracia não foi nos tempos idos, nem é no presente, "o estrato social poderoso e abastado composto pela alta nobreza e alto clero", porquanto a palavra em questão apenas designa a nata que governa (aristoKrateia).

3. Por extrapolação, a forma de governo em que o poder é exercido por pessoas notáveis pelos largos recursos económicos que auferem, tem sido, convenientemente, designado por aristocrático, mascarando um regime político e social em que as decisões são condicionadas pelos homens ricos, isto é, os plutocratas.

4. Que no antigo regime - tanto a nobreza, como o clero - tinham um acesso privilegiado ao núcleo do poder, não há qualquer dúvida, porém os governantes mais notáveis provinham dos membros da Igreja porquanto eram estes que melhores compromissos (mútuos interesses) estabeleciam com os reis (consagração do soberano).

5. Bom é sublinhar que a nobreza sempre foi uma classe turbulenta - com ou sem largos cabedais - baseada em pergaminhos de obscura proveniência (favores do soberano), caprichando por precedências, geralmente de natureza social, mas de baixo substracto na aplicação do espírito ao estudo e desenvolvimento intelectual.

6. As excepções confirmam as regras contudo, nos dias de hoje, os membros da Igreja cristalizaram em dogmas contestados pela ciência moderna, e a nobreza reduz-se ao blasonar de heráldicas que, socialmente, nada valem.

7. Todos nós procedemos por geração de um casal (homem+mulher) e, no conceito monárquico, o que importa é prontamente definir a primogenitura da figura do rei, dado que é este que obviará disputas partidárias no topo da comunidade, concentrando-se as mesmas nos órgãos de natureza democrática.

Nau

sábado, 8 de novembro de 2014

Nº. 1087 - Psyche


1. Os tempos que decorrem são de cariz pós-industrial, em que as formas de poder, as lutas e o ambiente cultural conduzem a um mero consumismo.

2. O proletariado mantém-se apenas como figura retórica e as contestações políticas verificam-se pela insatisfação popular e falta de respostas dos quadros que, a passagem da sociedade pós-agrícola à sociedade pós-industrial compreendem, mas nada sabem acerca do presente.

3. Apenas os responsáveis pelas grandes negociatas económicas, os plutocratas, continuam enredados na produção e comércio de novos produtos, impondo as regras inflexíveis do capital que consistem na geração e acumulação de lucros para as multinacionais que sustentam minorias, limitando-se estas a desfrutar do trabalho alheio.

4. Os problemas de hoje são estudados em termos de sistemas, tanto no que respeita à demografia, à produção/consumo, aos recursos naturais e à poluição, alegadamente caminhando para uma economia ao serviço da sociedade, embora esta continue enfeudada a minorias e seus inexpugnáveis redutos.

5. Quanto mais se fala em Democracia mais esta se esvai nos chamados Estados fortes que planificam com o recurso de estatísticas, suportadas, quer através do voto irresponsável do maralhal, quer do voto estruturado na pirâmide em que os votantes da base, por questões de boa saúde, se encontram em consonância com o vértice.

6. Dado que a droga e os equipamentos militares proporcionam vastos lucros, as disputas religiosas, os nacionalismos extemporâneos, as hegemonias regionais e a insegurança nas ruas da aldeia, da vila, da cidade, etc., aumentarão e cedo se apelará para a protecção dos senhores da guerra, estritamente pela via democrática.

7. O homem, com a sua complexidade - tanto física como espiritual - ruma deliberadamente para o admirável mundo novo.

Nau

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Nº. 1086 - Fim de semana 45


1. A ocupação em alguma obra ou ministério é penosa, identificando-se o homem mais com o prazer que não algo tediento.

2. Claro que todas as religiões são fraude perniciosa - sustentadas por meros sacerdotes, comissários do povo  ou delegados, estes nomeados por compadrio, com a única função de manter o statu quo - logo, nefastas para o género humano.

3. Porém, a apropriação doentia continuará a prevalecer em detrimento da cooperação inteligente, mas esta tem meios para debelar os excessos dos apossados exploradores, bem como os impulsos patológicos da minoria insignificante de cripto-republicanos que, sem propostas de interesse social, capricham nas imaginárias questões dinásticas.

4. A reforma da mentalidade burguesa (presumido talento individual e competitivo) começa por nós, abjurando o consumismo , bem como a produção exponencial crescente do desperdício, certos de que o cilindrar de actos peculiares de uma região, de uma comunidade, de um povo, mais aumenta a necessidade do regresso do soberano vitalício e hereditário.

5. O eventual leitor daquilo escrito neste espaço poderá condescender anuindo ao raciocínio ou, reagindo contra este, enveredar pela formulação do seu próprio discurso, mesmo que este não passe a letra redonda porquanto, persuadir alguém para as teses aqui expostas é missão inglória, servindo este apenas para mitigar a curiosidade de solitários navegantes.

6. A classe dominante é aquela que, embora minoritária, exerce o poder efectivo sobre a maioria, desfrutando do trabalho alheio; logo, cumpre à maioria erguer, em sua defesa, unidades cooperativas para o exercício do poder autonómico e aplanar o caminho para o regresso do Rei.

7. Mas tudo continua em aberto, sendo o espaço, frequentemente, cedido a temas pouco relevantes (tal como o da Questão Dinástica) que se repetem pelo interesse que gente pouco informada manifesta em chafurdar naquilo que não entende.

Nau

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Nº. 1085 - Luta Popular


1. A lua popular é o conflito que opõe o povo contra as classes dominantes.

2. Classe é todo o grupo de pessoas com atributos semelhantes: condições sociais, profissionais ou quejandas.

3. A classe dominante é aquela que, embora minoritária, exerce o poder sobre a maioria, desfrutando do trabalho alheio.

4. O domínio da minoria deve-se ao controlo que esta ardilosamente urdiu sobre a riqueza da comunidade,

5. Claro que a apropriação da riqueza pública é estimulada e garantida pelo inefável (para alguns) Estado de Direito.

6. Só a aliança do Rei com o Povo poderá dirimir o controlo da classe minoritária dominante.

7. Logo, cumpre à maioria erguer, em sua defesa, unidades cooperativas para o exercício do poder autonómico e aplanar o caminho para o regresso do Rei.

Nau

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Nº. 1084 - Prelo Real


1. A escrita supostamente regista o que foi a hipótese de um discurso - mero raciocínio de um dado momento.

2. Escrever (mesmo na areia como acontece no espaço internáutico) será, para o que narra por escrito, um exercício que, provavelmente, lhe permitirá pôr as ideias em ordem.

3. O eventual leitor daquilo que foi escrito poderá condescender anuindo ao raciocínio ou, reagindo contra este, enveredar pela formulação do seu próprio discurso, mesmo que este não passe a letra redonda.

4. Persuadir alguém para as teses aqui expostas é missão inglória pois os eventuais navegantes já têm as suas rotas definidas, manifestando apenas curiosidade numa averiguação displicente.

5. O autor de composições literárias ou científicas (que justifica a existência deste prelo) continua na expectativa da concretização do projecto aqui anunciado, mas a senda editorial apresenta muitos senãos.

6. Tudo continua em aberto, sendo o espaço, frequentemente cedido a temas pouco relevantes, tal como a Questão Dinástica, que se repetem pelo interesse que gente pouco informada manifesta em chafurdar naquilo que não entende.

7. Paciência.

Nau

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Nº. 1083 - RAC


1. A real actividade cooperativa, só para os mais jocosos, consistirá na inauguração de unidades cooperativas em cada esquina das ruas.

2. Basta o espírito cooperativo - concorrência de auxílio, de forças, de meios, para algum fim de interesse comum - para atenuar o impulso emulativo que subsiste em cada um de nós.

3. A reforma da mentalidade burguesa (presumido talento individual e competitivo) começa por nós, abjurando o consumismo, bem como a produção exponencial crescente do desperdício.

4. Cada vez mais dependemos dos recursos energéticos - combustíveis fósseis, biológicos, radioactivos, etc. - porquanto a funcionalidade dos equipamentos ao nosso dispor a tal obrigam.

5. Por outro lado, os meios de comunicação (telefone, radio, televisão, transportes, etc.), aproximando os povos, vão impondo estilos de vida estereotipados, mais quanto ao consumo, do que à cultura propriamente dita.

6. O acto ou efeito de consumir alimenta o sector produtivo, satisfazendo os interesses daqueles que largos investimentos fazem naquela actividade, bem como no campo especulativo.

7. O cilindrar de actos particulares de uma região, de uma comunidade, de um povo, mais aumenta a necessidade do regresso do soberano vitalício e hereditário.

Nau

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Nº. 1082 - A Questão Dinástica, VII


1. A apropriação doentia continuará a prevalecer em detrimento da cooperação inteligente, mas esta tem meios para debelar os excessos dos apossados exploradores.

2. Dado que a maior parte dos recursos naturais são exauríveis, dependendo o seu valor no mercado da escassez e da procura, uma minoria diligente há muito tempo já que controla tais recursos, tanto directo, como pela via financeira.

3. A Europa - ainda literalmente a pagar a dívida da Guerra 1914-18, com a qual a Grã-Bretenha procurou liquidar dois incómodos concorrentes, a França e a Alemanha, lançando uma contra a outra - procura ganhar tempo, após a sequela 1939-45, cedendo a sua tecnologia de ponta a terceiros contra o pagamento de royalties, a fim de mitigar os conflitos sociais no seu espaço.

4. Os Estados Unidos da América do Norte que, pressurosamente, advogou o fim do colonialismo europeu - embora procurasse manter o seu neo-colonialismo como reserva natural a sul das suas fronteiras - tem mantido uma hegemonia económica planetária, beliscada pela antiga União Soviética e agora, numa difusa contestação, ensaiada pelo renovado "perigo amarelo".

5. De facto, a República Popular da China, aproximando-se o fim da mão de obra barata, apressa-se a lançar satélites artificiais e naves pilotadas mais além do planeta Terra; constrói sofisticados porta-aviões para defesa das suas águas territoriais (as da formosa inclusive) porquanto já não precisa da Coreia do Norte para as palhaçadas do costume.

6. A República Popular da China tem largo excesso de população masculina podendo facilmente transformar-se, pela força das armas, numa grande potência que na realidade já é, mas extravasando o carácter regional; apostando em novos recursos energéticos e tecnologias de ponta que a libertarão dos grupos oligopolistas estadunidenses.

7. Perante cenários tão preocupantes que aconselhariam qualquer homem sensato a apostar na cooperação; a robustecer o espírito de comunidade - coeso, não subserviente - revendo-se na figura do soberano vitalício e hereditário, cripto-republicanos vão-se masturbando por pretendentes fantásticos e, sem propostas de interesse social, capricham nas imaginárias questões dinásticas.

Nau