sexta-feira, 14 de novembro de 2014
Nº. 1093 - Fim de Semana 46
1. Bom é sublinhar que a nobreza sempre foi uma classe turbulenta - com ou sem cabedais - alcandorada em pergaminhos de obscura proveniência (favores do soberano), caprichando por precedências, geralmente de natureza social, mas de baixo substracto na aplicação do espírito ao estudo e desenvolvimento intelectual.
2. Com base nos recursos económicos dos seus associados, a cooperativa, por sistema, contorna os endividamentos compulsivos e atenua os ímpetos consumistas, sendo uma autêntica escola de administração, logo, uma proto-comunidade, pelo que a multiplicação destas dão azo à construção de uma Comunidade mais sã e justa.
3. A unidade cooperativa é uma parçaria de monárquicos e republicanos uma vez que, na sua actividade normal, o cooperativismo não faz discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas, tendo por objecto satisfazer as necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais - por via do empreendimento de propriedade comparticipada e gestão democrática.
4. A menos que a instituição monárquica tenha no bolso angélicos políticos e remeta os actuais para o Olimpo da insensatez em que os presentes medram, não enxergo a vantagem das andanças, pelo que o afirmar amor pelo passado será um processo de regressão fácil de cultivar em clubes revivalistas; porém, o que importa é zelar pelo bem-estar comum.
5. Viver à sombra - tanto moral, como material - das glórias de alguém é simples desfrutar do trabalho alheio, logo parasitismo, moral e socialmente condenável, na mesma linha daquele que, desfrutando de auxílios sociais, nada contribui para o bem-estar comum.
6. Os problemas de hoje são estudados em termos de sistemas, tanto no que respeita à demografia, à produção/consumo, aos recursos naturais e à poluição, alegadamente caminhando para uma economia ao serviço da sociedade, embora esta continue enfeudada a minorias e seus inexpugnáveis redutos.
7. A luta popular, aquela defendida neste espaço, depende do despertar de cada um de nós, dirimindo a apropriação excessiva; cultivando a cooperação deliberada.
Nau
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