quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Nº. 1098 - Carta Aberta a Sérgio Sodré, IV


1. Em determinada altura é natural que até o mais distraído monárquico levante a questão: sendo o cooperativismo válido tanto para monárquicos, como para republicanos, qual a razão do CECIM (Centro de Estudos Cooperativistas de Inspiração Monárquica).

2. A resposta tem sido dada ao longo da existência do CECIM, mas não há qualquer dúvida em sublinhar o fundamento da doutrina aqui despendida: o cooperativismo é uma escola prática da Democracia porquanto motiva a participação e concertação entre os associados.

3. Sabido que a República tem por regra de ouro "um homem, um voto" esta, quando generalizada, vai no sentido da delegação do poder de decisão a desconhecidos, visto que tanto o voto criterioso, como o voto anódino é conferido a um terceiro, alegadamente julgado a longo prazo.

4. Quando nos tentam convencer que votar é sinónimo de Democracia, no passo seguinte avançam com as litanias republicanas que, repetidos até à exaustão, ficam no ouvido de todo o mundo como verdades incontornáveis.

5. Porém, o voto de qualidade é aquele que, directamente, responsabiliza o votante, logo possível em pequenas associações cooperativas que, na multiplicação destas, são a proto-comunidade, vocacionadas para influenciar a grande Comunidade.

6. O estratagema republicano tem tido larga audiência e, usado sistematicamente pelas minorias monopolistas (tendencialmente plutocráticas) vão impondo o consumismo, ao mesmo tempo que, controlando a produção, auferem largos proventos, alentando estes a sua existência.

7. Claro que a plutocracia paira muito acima de qualquer solução liberal e/ou socialista, não afectando a vetusta Monarquia porquanto o soberano, hereditário e vitalício, de facto reina, mas não governa.

Nau

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