sábado, 1 de novembro de 2014
Nº. 1080 - Psiche
1. "Ai que prazer / Não cumprir um dever, / Ter um livro para ler / E não fazer! / Ler é maçada, / Estudar é nada...". Excerto do poema "Liberdade", de Fernando Pessoa.
2. De facto a ocupação em alguma obra ou ministério - simples exercício material ou intelectual - é penoso, identificando-se o homem mais com o prazer do que com algo corriqueiro.
3. O desejo de nada fazer é uma pretensa evasão a qualquer tipo de responsabilidades, atribuido às deficiências do sistema (familiar, escolar, curricular, etc.) mas resultante da perturbação de personalidade que é do foro psiquiátrico.
4. Compete a cada um de nós decidir como proceder no dia a dia, organizando o tempo e a acção de acordo com as disposições do momento; assumindo as pertinentes responsabilidades.
5. Evitar impressões desagradáveis; sofrimentos morais, de pesar, de aflição, etc., é comportamento natural, porém não poderá descambar em recorrências miraculosas porquanto estas denunciam meras fugas à liberdade.
6. Fincar os pés bem no chão; enfrentar a realidade; estabelecer objectivos (embora alguns sejam difíceis de atingir e/ou exijam esforços redobrados) é a única via para alcançar o prazer de uma eventual realização.
7. Os lobos frontais do nosso cérebro são o reduto que nos torna mais humanos embora nem sempre nos proporcione o almejado prazer.
Nau
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