segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Nº. 1082 - A Questão Dinástica, VII
1. A apropriação doentia continuará a prevalecer em detrimento da cooperação inteligente, mas esta tem meios para debelar os excessos dos apossados exploradores.
2. Dado que a maior parte dos recursos naturais são exauríveis, dependendo o seu valor no mercado da escassez e da procura, uma minoria diligente há muito tempo já que controla tais recursos, tanto directo, como pela via financeira.
3. A Europa - ainda literalmente a pagar a dívida da Guerra 1914-18, com a qual a Grã-Bretenha procurou liquidar dois incómodos concorrentes, a França e a Alemanha, lançando uma contra a outra - procura ganhar tempo, após a sequela 1939-45, cedendo a sua tecnologia de ponta a terceiros contra o pagamento de royalties, a fim de mitigar os conflitos sociais no seu espaço.
4. Os Estados Unidos da América do Norte que, pressurosamente, advogou o fim do colonialismo europeu - embora procurasse manter o seu neo-colonialismo como reserva natural a sul das suas fronteiras - tem mantido uma hegemonia económica planetária, beliscada pela antiga União Soviética e agora, numa difusa contestação, ensaiada pelo renovado "perigo amarelo".
5. De facto, a República Popular da China, aproximando-se o fim da mão de obra barata, apressa-se a lançar satélites artificiais e naves pilotadas mais além do planeta Terra; constrói sofisticados porta-aviões para defesa das suas águas territoriais (as da formosa inclusive) porquanto já não precisa da Coreia do Norte para as palhaçadas do costume.
6. A República Popular da China tem largo excesso de população masculina podendo facilmente transformar-se, pela força das armas, numa grande potência que na realidade já é, mas extravasando o carácter regional; apostando em novos recursos energéticos e tecnologias de ponta que a libertarão dos grupos oligopolistas estadunidenses.
7. Perante cenários tão preocupantes que aconselhariam qualquer homem sensato a apostar na cooperação; a robustecer o espírito de comunidade - coeso, não subserviente - revendo-se na figura do soberano vitalício e hereditário, cripto-republicanos vão-se masturbando por pretendentes fantásticos e, sem propostas de interesse social, capricham nas imaginárias questões dinásticas.
Nau
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