terça-feira, 11 de novembro de 2014
Nº. 1090 - RAC
1. Como é evidente, a unidade cooperativa é uma parçaria de monárquicos e republicanos dado que, na sua actividade normal, o cooperativismo não faz discriminações sociais, raciais, políticas ou religiosas.
2. Associação autónoma de pessoas, a cooperativa tem por objecto satisfazer as necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais - por meio de empreendimento de propriedade comparticipada e gestão democrática.
3. Tanto os adeptos das opções da intervenção mínima do Estado no sector económico da sociedade, como os partidários de reformas socialistas e mais Estado, ambos apoiados em meios parlamentares, poderão, sem abdicar do essencial das suas doutrinas, participar no movimento cooperativo, este tido como a via alternativa.
4. Reservas são apenas levantadas às opções políticas dos sociais-fascistas porquanto estas advogam ditaduras, alegadamente em nome do proletariado, num esquema piramidal em que a base, por razões de boa saúde, se coaduna com as decisões do vértice.
5. Porém, na União Europeia, são os interesses das minorias oligopolistas que nela prevalecem, pelo que os bonzos da economia, em troca de royalties temporários, exportam a tecnologia de ponta, fechando as fábricas dependentes desta, a fim de contornar eventuais contestações salariais.
6. Claro que a União Europeia, em consonância com os blocos de tendências hegemónicas, só fala de democracia, salientando a legitimidade de "um voto, um homem" (tanto o voto criterioso, como o voto anódino) que sustenta a impante burguesia.
7. Em Portugal, a esperança da reforma da mentalidade pela via aqui defendida tem um parceiro natural, o PCTP/MRPP, porquanto este, embora não sendo do agrado dos areópagos da União Europeia, é o tenaz defensor dos interesses populares.
Nau
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