segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Nº. 1103 - Doutrina Cooperativista


1. Todo o mundo - presumindo que não se encontra perigosamente exposto - aproveita a oportunidade para usufruir ou obter algumas "regalias", sem grande esforço físico e/ou mental.

2. Ninguém cura em saber quem sairá prejudicado com tais "regalias", uma vez que se encontra apostado em usufruir das benesses alcançadas por ínvios esquemas, lamentando os eventuais desaires como pura má fortuna.

3. Todo o mundo procura ultrapassar o próximo - nem que seja na entrada para um transporte público - fingindo-se distraído ou não olhando aos meios para obter vantagens e/ou ganhar fugaz protagonismo.

4. Ninguém quer dar parte de fraco na compita mais elementar e os progenitores incentivam os seus rebentos - até os de tenra idade - a ultrapassar tudo e todos, mesmo que para o efeito tenham de abandonar os altos valores morais que proclamam defender.

5. Todo o muno quer ter o poder de decisão desde que o não obrigue a assumir grandes responsabilidades) e ganha pose de ditador em relação aos subalternos, confirmando a sapiência dos antigos: queres conhecer o vilão, mete-lhe a vara na mão.

6. Ninguém quer submeter-se a uma disciplina que cultiva o diálogo e a concertação em empreendimentos que lhe poderão satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, sempre possível em associações de índole cooperativista.

7. Todo o mundo (sem ter realizado qualquer experiência substantiva) levanta reticências quanto ao movimento cooperativista, na expectativa de alcançar soluções mágicas, isto é, continuando à espera de Godot.

Nau

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