terça-feira, 18 de novembro de 2014

Nº. 1097 - Carta aberta a Sérgio Sodré, III


1. Um amante de genealogia não é, forçosamente, um monárquico esclarecido.

2. Logo, ao assumir-se como monárquico - sem a estultícia dos oportunistas pretendentes e/ou o diletantismos dos cérebros de ignorância enciclopédica - importa aprofundar os fundamentos da opção tomada.

3. Vezes sem conta, neste espaço internáutico, tem sido chamada a atenção para o facto de Monarquia significar o governo de uma só pessoa jurídica, consubstanciada na figura do Rei e manifestada como o governo do Povo.

4. A figura do Rei, na avassaladora globalização, é o símbolo do todo - acima das tensões independentistas, dos credos religiosos, dos problemas sociais e economicistas - soberano vitalício e hereditário por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.

5. Definida a essência da instituição monárquica, incontornáveis são as opções políticas (mais Estado o menos Estado?) reservadas para os organismos democráticos - tanto os institucionais como os corporativos, isto é, unidades autárquicas, ordens profissionais, sindicatos, etc. - logo, do foro estritamente político.

6. Como alternativa ao "mais Estado ou menos Estado", aqui é defendida a unidade cooperativa, a qual consiste numa associação autónoma de pessoas (tanto monárquicas como republicanas) unidas para a satisfação das suas necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais.

7. A cooperativa é uma verdadeira escola prática da almejada Democracia que convém implementar - tanto em casa, como na diáspora - opondo a cooperação à apropriação excessiva.

Nau

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