quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Nº. 1106 - Luta Popular


1. No apontamento de ontem, sublinhamos: que a instituição monárquica, consubstanciada num soberano vitalício e hereditário, foi a Lei Fundamental portuguesa.

2. Que as modas, simples fantasias acerca do aspecto do vestuário, da arte, dos móveis, etc., e até da política, recebem, durante algum tempo, a aprovação social, segundo a prática nas diferentes regiões do globo.

3. Que Portugal, graças à intuição e dinamismo do Infante de Sagres, se voltou para o mar, visto que o envolvimento nas tricas peninsulares eram desgastantes e a disponibilidade de braços para a gesta marítima mais profíqua e fautora de um equilíbrio demográfico.

4. Que os proventos mercantis resultantes da dita gesta marítima em nada favoreceram o sector industrial (excepto o do revolucionário segmento da construção naval) continuando a maioria ligada ao amanho da terra.

5. Que o "fontismo" foi um arremedo industrial do "que se fazia lá fora" e serviu para aumentar o endividamento externo, bem como para satisfazer o basbaque de uma burguesia moderada e permissível às traquinadas revolucionárias dos seus rebentos bacharéis.

6. Que exaltados radicais da média burguesia, sem a prudência de um Antero de Quental, estavam apostados em importar "tomadas de Bastilhas" e convulsões sociais através de sociedades secretas e de conspiradores insensatos.

7. Que já é tempo de enrobustecer o comunalismo através de uma saudável prática cooperativista, aplanando o caminho para o regresso do Rei.

Nau

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