domingo, 9 de novembro de 2014
Nº. 1087 - PC: Nobreza & Aristocracia
1. Este tema foi discreteado em três apontamentos (nºs. 268, 269 e 270), mas apenas o primeiro mereceu um comentário que, presumo pelo elevado número de visitas, aguarda a pertinente resposta.
2. Claro que a Aristocracia não foi nos tempos idos, nem é no presente, "o estrato social poderoso e abastado composto pela alta nobreza e alto clero", porquanto a palavra em questão apenas designa a nata que governa (aristoKrateia).
3. Por extrapolação, a forma de governo em que o poder é exercido por pessoas notáveis pelos largos recursos económicos que auferem, tem sido, convenientemente, designado por aristocrático, mascarando um regime político e social em que as decisões são condicionadas pelos homens ricos, isto é, os plutocratas.
4. Que no antigo regime - tanto a nobreza, como o clero - tinham um acesso privilegiado ao núcleo do poder, não há qualquer dúvida, porém os governantes mais notáveis provinham dos membros da Igreja porquanto eram estes que melhores compromissos (mútuos interesses) estabeleciam com os reis (consagração do soberano).
5. Bom é sublinhar que a nobreza sempre foi uma classe turbulenta - com ou sem largos cabedais - baseada em pergaminhos de obscura proveniência (favores do soberano), caprichando por precedências, geralmente de natureza social, mas de baixo substracto na aplicação do espírito ao estudo e desenvolvimento intelectual.
6. As excepções confirmam as regras contudo, nos dias de hoje, os membros da Igreja cristalizaram em dogmas contestados pela ciência moderna, e a nobreza reduz-se ao blasonar de heráldicas que, socialmente, nada valem.
7. Todos nós procedemos por geração de um casal (homem+mulher) e, no conceito monárquico, o que importa é prontamente definir a primogenitura da figura do rei, dado que é este que obviará disputas partidárias no topo da comunidade, concentrando-se as mesmas nos órgãos de natureza democrática.
Nau
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