domingo, 23 de novembro de 2014

Nº. 1101 - Carta aberta a Sérgio Sodré, VII


1. Decididamente, Sérgio Sodré é mais genealogista do que (como sói dizer-se no Brasil) monarquista.

2. Porém, o estudo das filiações é mais do que um passatempo predilecto, tocando as raias da presunção de que uma boa ascendência produz uma classe com qualidades excepcionais.

3. O modo de pensar ou de agir diferente do pensar e do agir comum nem sempre é uma qualidade, mas pura tendência anti-social, objecto do estudo das doenças - especialmente as alterações somáticas e funcionais - ocorridas no ser humano.

4. As atitudes anti-sociais, isto é, opostas à sociedade e/ou à ordem social, mormente são devidas por frustrações (nem sempre patológicas) mas sucedidas pelo mero facto de normais expectativas saírem goradas.

5. Claro que a exacerbação do sentimento de classe privilegiada - a nata, o melhor de qualquer grupo social - é uma presunção sem fundamento.

6. Toda a concertação (tendo por objecto o estabelecimento de programas de acção) requer bestunto, força física, força criativa e, sobretudo, a vontade colectiva, mais racional do que elitista.

7. Caro Sérgio Sodré, a rispidez destes últimos parágrafos será pouco adequada à sua pessoa que teve a hombridade de dizer o que pensa, mas dedicadas aos fidalgotes que em nada honram a Monarquia.

Nau

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