domingo, 2 de novembro de 2014

Nº. 1081 - PC: A Questão Dinástica, VI


1. Até aqueles que se afirmam como ateus, com muita fé presumem que o regresso do rei acabará com o regabofe em que uma minoria vive à pala do trabalho alheio.

2. Outros imaginam que a mera imposição do seu credo religioso tornará a comunidade mais sã e justa, mesmo que para isso tenham de recorrer a tribunais e polícias eclesiásticos, tal como se verifica em certos países, não muito longe da Europa.

3. Para os mais distraídos, bom é chamar a atenção para o facto dos sociais-fascistas exigirem uma estrita observação das suas doutrinas religiosas, digo, marxistas, baseadas num sistema político, económico e social assente numa teórica comunidade de bens e na abolição da propriedade privada.

4. Claro que todas as religiões são fraude perniciosa - sustentadas por meros sacerdotes, comissários do povo ou delegados, estes eleitos através de votos anódinos e/ou nomeados por compadrio, com a única função de manter o statu quo - logo, nefastas para o género humano.

5. O que importa é uma prática cooperativa inteligente, baseada no trabalho e apoio mútuo, exercitado em unidades independentes, de gestão concertada e propriedade partilhada, a fim de libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários e/ou a interesses de usurários.

6. A minoria que controla a produção e consumo - apoderada das riquezas naturais e dos bens essenciais - em tempo algum abrirá mão do poder que exerce sobre a maioria porquanto é esta que alenta a sua existência e espírito de classe dominante.

7. Logo, o que importa é pugnar por uma Monarquia autêntica, sinónimo do governo de um só, isto é, do Povo, abjurando de falsas questões dinásticas, de credos perniciosos, de comunidades baseadas no consumismo, aplanando o caminho para o regresso do Rei.

Nau

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