sexta-feira, 31 de outubro de 2014
Nº- 1079 - Fim de -semana 44
1. A produção e o comércio dos produtos farmacêuticos é onerada por taxas fiscais requeridas pelo Estado com o alegado fim de atender às necessidades públicas, assumindo os respectivos organismos supervisores o compromisso de zelar pela estrita obediência às normas estabelecidas para o exercício das referidas actividades, embora o Estado esteja mais devotado à colecta do que aos objectivos.
2. Dinastia é a série de pessoas ilustres e/ou pertencentes ao mesmo ramo familiar, tendo Portugal, com uma instituição monárquica multissecular, tido várias dinastias, provindo os soberanos de um grupo restrito de pessoas (aqui designadas por patrícios) privilegiadas devido ao estatuto social de independência económica e vizinhança ao núcleo do poder.
3. Tendencialmente, a classe privilegiada presume qualidades intelectuais fora do comum, cultivando os patrícios uma atitude potestativa e omnipresente sobre o núcleo duro do poder através de apaniguados circunstanciais; controlando tão-somente os bens de produção e estimulando o consumismo ad finitum.
4. Sendo óbvio que a figura do soberano se deve ao concerto entre os patrícios (classe privilegiada que desfruta do trabalho alheio) tal figura vitalícia poderá ser eleita (em algumas monarquias) e/ou aclamada por norma hereditária, servindo para proteger os interesses dos patrícios, bem como do povo, cultivando a autonomia deste em contraponto.
5. Importa ter presente, como aliás foi sublinhado em vários apontamentos, que a figura do rei serve para obviar disputas partidárias no topo da comunidade, dado que o soberano a prazo (o presidente da República) de génese sectária, apenas existe para apoiar ou contrariar a maioria apurada nos órgãos democráticos.
6. A Lei do Banimento foi um acto jurígeno-político (produziu um direito e agilizou a mera prática executiva) tornando-se uma simples medida sectária e violentadora, denunciando a insegurança do legislador perante factos incontroversos.
7. Pugnar para o regresso do rei, bem como para a consolidação do ideal Monarquia justifica-se pela vontade de mudança, dado que todo o mundo está cansado das litanias dos partidos que, sem avançarem com propostas credíveis, se limitam a aplicar "recomendadas" soluções.
Nau
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