domingo, 5 de outubro de 2014

Nº. 1053 - ortal Comunalista


1. Ainda ontem me ocorreu a imagem do admirável mundo novo, sublimemente ironizado por Aldous Huxley.

2. De facto, o homem é um animal muito frágil e instável, de natureza medrosa, agrupando-se, instintivamente mas com finalidade precisa, a fim de proteger os interesses comuns e, por inerência, os próprios.

3. Claro que a tendência para a formação de grupos e a adopção de credos religiosos provem da referida fragilidade, bem como da crença em entes superiores, sem apelo nem agravo ou mero fundamento.

4. Toda a natureza (os seres que compõem o universo e os fenómenos que nele se produzem) segue o  curso regular das coisas, transforma-se, isto é, nasce, cresce e morre sem qualquer necessidade de prestar vassalagem a entes desconhecidos.

5. Porém, o homem desamparado e só carece de protecção, anuindo espontaneamente, à vontade de alguém ou de forças míticas, situação ronhenta explorada por chefes circunstanciais e/ou sacerdotes.

6. Até nos dias de hoje se verifica a diferença entre a actuação de um grupo de pessoas a esmo, sem rei e sem norte, e o comportamento de um bando de desordeiros sob a batuta de um chefe .

7. O culto do chefe - daquele investido a prazo na direcção de outros indivíduos - provavelmente resultará numa maior sofisticação dos processos dominantes. Talvez as drogas sejam a "pacificação" possível.

Nau 

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