quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Nº. 1050 - Luta Popular


1. Teses sociais têm sido apresentadas demonstrando que a insegurança dos mais conduz estes a uma submissão a chefes de conveniência.

2. A fome do poder, isto é, de ter a faculdade ou possibilidade do domínio sobre alguém é prática corrente, numa grandeza tradicional e gradativa, do cimo para o baixo.

3. Justifica-se a tendência sublinhada pelo facto das migrações de povos de regiões de fracos recursos para outras mais férteis tornar os intrusos necessariamente impositivos.

4. Claro que a submissão, anuência voluntária à vontade de outrem, proporciona àquele que se submete uma protecção relativa, não inibindo este de fazer ou tentar fazer o mesmo em relação àqueles em posição subalterna.

5. Esta cultivada intenção é do agrado tanto da burguesia liberal como dos sociais-fascitas porquanto justifica o controlo dos meios de produção e consumo pelos primeiros, bem como a "necessidade" da ditadura pelos inveterados estalinistas.

6. Um comunalismo mais sublimado e uma prática cooperativa mais realista poderá colmatar os excessos do domínio burguês, mas tal apenas poderá ser possível através de uma reforma substancial da mentalidade subserviente em curso.

7. A autêntica luta popular ainda vai no adro e, tanto liberais como socialistas, continuam a tripudiar pelo controlo do poder político à volta do andor.

Nau

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