segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Nº. 1054 - Doutrina Cooperativa


1. Talvez seja oportuno avançar com um glossário neste espaço, a fim de salientar a diferença entre monárquicos criteriosos e monárquicos cripto-republicanos ou meramente burgueses.

2. Comuna deriva da palavra comum - de uso de muitos ou de todos - de raiz latina (commune-), contemplando antigos agrupamentos de mouros ou judeus; povoações autónomas, emancipadas da tutela feudal; município ou concelho em terras lusas.

3. Do substantivo cooperativa - associação de produtores/consumidores, estes determinados em se libertarem dos encargos relativos a lucros de intermediários - advem o sistema social-económico consubstanciado na cooperação de várias pessoas interessadas em trabalhar para o mesmo fim.

4. Logo, cooperação significa concorrência de auxílio e de meios realizada por pessoas, material ou moralmente trabalhando, por livre arbítrio e responsabilidade mútua, com o fim de satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

5. Nunca é demais salientar que a cooperação - impulso natural para ultrapassar dificuldades e defender algo útil e comum - opõe-se esclarecidamente à apropriação doentia, raiz do assenhoreamento, este gerador da fome de poder daqueles que, por vias usurárias, estimulam a dependência e o consumismo dos mais.

6. Sublinhados os fundamentos das comunas, bem como da cooperação, voltamo-nos o mais brevemente possível (e a palavra nem merece tanto!) para o nacionalismo o qual consiste na exaltação do lugar onde se nasceu e que, nem sempre, corresponde à comuna onde se está integrado.

7. De facto, o nacionalismo - mormente a aspiração de um povo em constituir-se num estado autónomo  - à semelhança do substantivo pátria, são equívocos alimentados desde a independência estadunidense a fim de minar a figura do soberano sem máculas partidárias, bem como erradicar o sentimento das pessoas que, no conjunto das comunas, são pertença do reino.

Nau

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