quarta-feira, 8 de outubro de 2014
Nº. 1056 - Prelo Real
1. A produção e comercialização do tabaco é controlada pelo poder legítimo, obtendo daquelas actividades taxas fiscais supostamente usadas para atender as necessidades públicas.
2. O tabaco, erva solanácea oriunda da América tropical, foi introduzido na Europa em meados do século XVI, divulgando-se rapidamente o consumo por todas as classes sociais, até para justificar uma actividade à ociosa burguesia possidente.
3. As classes sociais de fracos recursos económicos, durante largo tempo, contentaram-se em mordiscar os caules de plantas odoríficas a fim de diminuir inconvenientes maus hálitos nas aproximações amorosas.
4. Porém, hoje, até as extremosas mamãs abusam do consumo do tabaco, mesmo durante a gravidez, sem qualquer preocupação pelos efeitos nocivos que produzem no desenvolvimento do feto e/ou no bem-estar das crianças.
5. Ora os estupefacientes (cocaína, morfina, etc.) que circulam, ilegalmente no mercado estão isentos de qualquer taxa fiscal, sendo fonte de altos rendimentos para pantagruélicos burgueses que desfrutam de óptimos contactos nas esferas oficiais.
6. Parece ser já tempo para acabar com tais conluios, estabelecendo circuitos menos onerosos e taxas fiscais moderadoras; oferecendo aos inveterados consumidores uma assistência mais digna.
7. Não há qualquer dúvida que, pela via do centralismo tecnocrático ou meramente burocrático, a droga é a receita milagrosa, tal como está prevista no Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley.
Nau
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