sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Nº. 1135 - Fim de Semana 54


1. Segundo Pascal, "A felicidade do Paraíso é infinita. Portanto, mesmo que seja baixa a probabilidade de Deus existir, se multiplicarmos essa probabilidade por infinito tornar-se-á uma certeza"; logo, a almejada satisfação espectável num elaborado projecto é obstáculo certo para a realização do mesmo.

2. Nascemos para morrer e no intervalo papagueamos, macaqueamos, crescemos, egocentramos, coexistimos, reproduzimo-nos e vivemos, enquanto a vida dura, sempre lutando pela subsistência, algum conforto e ideais míticos, sendo estes (religiosos, políticos, estéticos) que nos estimulam a trabalhar para um futuro melhor e, como seres inteligentes, obviando toda a espécie de fanatismos e/ou sectarismos.

3. A burguesia dirigente é controlada pela minoria monopolista que, escudada em corporações, vai indigitando os seus afilhados para lugares chaves e estes, imitando ridiculamente, em escalões mais modestos, os trejeitos e os faustos dos patronos, repercutem as mesmas denguices até às bases, embora as hipóteses do maralhal desfrutar de idênticas benesses serem muito remotas.

4. Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, porquanto a figura do Rei reina, mas não governa, servindo fundamentalmente para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade. Logo, sem o adestramento da prática cooperativista em que os próprios interessados procuram satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais, apenas se consolidam os governos minoritários - monopolistas e plutocratas - da burguesia.

5. De José Travaços dos Santos bom é rebuscar o poema "No princípio era o verbo" porquanto neste se levanta a questão da dúvida milenaria e são precisamente estes tipos de dúvidas que realizam o progresso civilizacional: "Admirável é o campo da astrofísica...".

6. De entre o Estado de Direito BB (burguês e burocrático) e a Ditadura em nome dos proletários (centralizadora e mentalmente burguesa) impõe-se o cooperativismo para a satisfação das aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, como a verdadeira luta popular.

7. Porém, os mais interessados deixam-se enredar em discussões de lana-caprina esperando que o maná caia miraculosamente  dos céus.

Nau

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