domingo, 28 de dezembro de 2014

Nº. 1137 - Portal Comunalista


1. É impressionante o número daqueles que se dizem monárquicos baseados em pressupostos que só eles entendem, limitando-se a afirmar que ser monárquico é amar e respeitar o património histórico e político comum.

2. Para certos republicanos a sua opção política resume-se a um anti-monarquismo militante e, embora amando a pátria onde nasceram, desprezam tudo e todos que não comungam das suas ideias vagamente anarquistas, evocando sempre direitos sem eventuais contrapartidas.

3. A comunidade portuguesa sedimentou-se não apenas pelo bairrismo, mas pela vontade daqueles que se impuseram como soberanos. Logo, ser Rei de Portugal não depende de uma vontade messiânica, mas da necessidade de uma representação consensual.

4. Claro que Monarquia significa governo de apenas um soberano e, durante séculos, este foi transmitindo o padrão da unidade e do direito adquirido ao seu primogénito, obviando lutas fracturantes, tal como aquelas que se verificam quando a irmandade procura abocanhar o melhor naco do património do seu progenitor.

5. A alternativa ao soberano hereditário e vitalício será a eleição de um soberano a prazo, mas tal hipótese irá viciar as diferentes opções políticas - conjunto de propostas e orientações administrativas - porquanto o eleito (tanto pelo sufrágio universal, como pelo colégio de notáveis) tendencialmente protegerá as cores do seu clube e da conveniência burguesa.

6. Logo, afirmar que não existe uma Casa Real lusa e/ou um herdeiro da Coroa Portuguesa é sustentar a prática republicana de tudo ao molho e fé em Deus, desprezando a hipótese de consenso e da solução hereditária (de pais a filhos pela via da geração) alimentando querelas cultivadas por cripto-republicanos em busca de poleiro burguesoide.

7. A hodierna Monarquia significa, de facto, governo de um só, isto é, do Povo, servindo a figura do Rei para obviar disputas partidárias no topo da Comunidade. Logo, aqueles que se afirmam monárquicos devem cooperar para o bem comum que não enredar por aí fora como meros pandilhas atoleimados.

Nau

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