quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Nº. 1505 - Luta Popular
1. Acabei de tomar conhecimento de um texto publicado recentemente (quarta-feira, 24 de Dezembro) no semanário "Expresso" - cuja leitura e divulgação é indispensável - expondo a gestão danosa da maioria dos banqueiros portugueses.
2. Claro que alguns dos nomes citados - sob suspeita e investigação em curso - são apenas a ponta de um icebergue, envolvendo políticos e mafiosos, protegidos por uma teia de profissionais do Estado de direito que, a seu tempo, justificarão a prescrição dos processos forenses.
3. O escândalo é tão gritante que cassação dos prémios viciosamente recebidos, nos últimos dez anos, pelos administradores dos vários bancos deveria ser um dos primeiros passos, seguido da proibição dos ditos profissionais voltarem a exercer funções idênticas em quaisquer instituições financeiras.
4. Por incrível que pareça, os responsáveis pela supervisão dos continuados actos criminosos - nomeadamente os do Banco de Portugal - até são premiados com altos cargos na República vigente, bem como na União Europeia, demonstrando que o crime e desleixos profissionais são munificientemente compensados.
5. Se a maioria dita de esquerda, que tem assento na Assembleia da República, não avançar com legislação adequada à punição dos banqueiros e seus apaniguados, congelando bens e investigando os esquemas de enriquecimento ilícitos, será também conivente da burla que ora flagela a população portuguesa, particularmente a mais carenciada.
6. A República está podre e assim continuará enquanto a impunidade bafejar os mais favorecidos e o maralhal continuar à espera de Godot.
7. Entretanto, o CMC aguarda a oportunidade de diálogo com aqueles que, de facto, pretendem uma reforma profunda da impante e despundonorosa mentalidade burguesa.
Nau
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Nº. 1504 - Prelo Real
1. A informação é um bem precioso pois através desta podemos tomar conhecimento daquilo que mais nos apraz.
2. Mesmo dentro de fronteiras geográficas milenárias vivem comunidades que da Comunidade conglomerante apresentam naturais diferenças - de língua, de costumes e de credos - muito acentuadas.
3. Interessante é verificar que, num encontro internacional de jovens de várias nacionalidades, os falantes de línguas de raiz latina comunicam naturalmente entre si com grande à vontade.
4. No entanto, homens com uma formação universitária chegam a comunicar, de modo informal, entre os falantes da mesma nacionalidade, na língua predominante no fórum internacional.
5. Outros indivíduos não têm pejo em adoptar expressões consagradas internacionalmente revelando a sua origem natal, tal como aquele que denunciou um 'quézus belai' ao pretender dizer casus belli.
6. Já vão longas as minhas divagações quando apenas pretendia sublinhar a importância da raiz lusa na literatura de vários países espalhados pelo planeta que vivem de costas voltadas uns para os outros.
7. Pelo menos os monarquistas brasileiros poderiam utilizar este espaço (apenas sete parágrafos!) para apresentar uma singela resenha editorial. É bom tentar, não custa nada.
Nau
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Nº.1503 - RAC
1. Displicente não será repetir que o liberal assume-se como uma classe privilegiada uma vez que pretende ser o campeão da liberdade impondo a sua visão de que a condução da maioria deverá ser realizada pelos mais aptos - entenda-se, os liberais - na fomentação da riqueza por si arrecadada.
2. Logo, a produção e distribuição da riqueza são propriedade privada e os lucros de ambas operações distribuídos pelos proprietários, pagando estes os serviços prestados pela maioria, revertendo grande parte desses pagamentos para os cofres dos privados, através da cobrança dos juros dos financiamentos à produção e ao consumo.
3. Os socialistas, embora defendam uma futura sociedade sem distinções de classes, presumem que estas continuarão a existir, não só como actividades profissionais mas também como política, tomando esta como arte de governar o maralhal e, recorrendo ao estratagema do voto anódino, vão propondo reformas progressivas através do parlamentarismo multipartidário.
4. Como adepto do progresso (sobretudo em política) os socialistas preconizam a direcção e domínio do aparelho do Estado nos bens de produção e consumo, isto é, a burocracia, cientes que clientela não lhes falta para os lugares de direcção na administração pública e/ou nos quadros igualmente burocráticos da União Europeia.
5. O sistema doutrinário do socialista Karl Marx, isto é, a religião marxista russificada por Lenine, assenta num sistema administrativo em que os negócios do Estado são tratados por elevado número de escriturários, todos eles dependentes de assinaturas e pareceres de altos funcionários.
6. A um conjunto piramidal de assembleias que supostamente espelham as ansiedades e desejos da população, cabe a responsabilidade de aplaudir as medidas anunciadas pelo directório central dado que, a opinião contrária, será pouco salutar para eventuais contestatários.
7. Os cooperativistas, enrobustecidos pelas práticas da autogestão e do autofinanciamento, vão concertando os esquema das produção e consumo através das uniões, federações e confederações, escudos eficazes contra os capitalismos plutocráticos e a centralizada burocracia tecnocrática.
Nau
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Nº. 1502 - Doutrina Cooperativista
1. Urgente é cultivar o espírito cooperativista estimulando a acção concertada que não o aventureirismo individualista.
2. Nas ruas, nos jardins, nos transportes públicos é raro o dia em que o atento transeunte não assista ao triste espectáculo de presumida gente civilizada conspurcando os espaços comuns.
3. Todo o mundo quer ser servido demonstrando apenas a sua mesquinhez no cumprimento de deveres e estrito respeito pelo trabalho alheio quando cabe a si contribuir para o bem-estar da comunidade.
4. O dever é algo retributivo porquanto, residindo no seio de uma comunidade, somos obrigados a respeitar os usos e costumes desta, bem como contribuir com o nosso esforço para o bem-estar comum.
5. Sem dúvida que o trabalho alheio depende da capacidade daquele que o executa, no entanto, mesmo considerando a hipótese de alguém com potencialidades excepcionais, a cooperação poderá ultrapassar cansaços e/ou dar continuidade ao projecto em curso.
6. As cooperativas de consumo procuram satisfazer as necessidades dos seus associados sem a persecução doentia do lucro, enquanto que as unidades cooperativas de produção laborando em regime colectivo e colocando em comum os seus produtos, têm melhores hipóteses de praticar o preço justo.
7. O sistema de fabrico e distribuição de mercadorias são a via adequada para a consolidação da Economia Social.
Nau
domingo, 27 de dezembro de 2015
Nº. 1501 - Portal comunalista
1. Desafiamos os visitantes a debater as ideias expostas neste espaço - a cooperação; a doutrina monárquica; o comunalismo - mas ninguém está disponível para efeito.
2. A cooperação (do latim cooperatione) é o fundamento da Economia Social, voltada para o homem em si e este em harmonia com a comunidade, tendo por objecto a satisfação das coisas de que não se pode prescindir - a subsistência, a saúde, a realização como homem económico-social - sem a persecução doentia do lucro.
3. Tudo aquilo que é íntegro, probo, justo, leal, franco, próprio do homem independentemente de qualquer convenção ou legislação, fundamentado nos hábitos sociais, nos costumes, na prática, no longo uso são tidos como a base de religião e esta confere esse direito consuetudinário à figura do Rei que reina, mas não governa.
4. Hoje a totalidade dos indivíduos que residem num determinado espaço geográfico onde livremente exercem o seu modo de vida, sem discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas são a verdadeira essência do reino, a comunidade das comunidades que se revêm na figura do rei, este par inter pares e garante da democracia.
5. O cooperativismo tem por base a política consentânea; a capacidade de decidir responsável; o autofinanciamento a partir dos seus próprios recursos, isto é, quotizações e abonos (auxílios monetários) dos próprios associados ou réditos gerados pela regular actividade.
6. Significando monarquia o governo do povo a este jamais poderá ser imposto o esquema autoritário das minorias; liberalismos tecnocráticos de inspiração plutocrática e/ou socialismos burocráticos pela tendência do predomínio do Estado em todos os campos, quer por via parlamentar, quer por ditaduras espúrias.
7. A ideia peregrina de reino já sem a necessária reverência e acatamento às coisas sagradas d´antanho, consolida o espírito de real comunidade.
Nau
sábado, 26 de dezembro de 2015
Nº. 1500 - Psyche
1. Todos os seres têm necessidades e motivações distintas, mor parte delas adquiridas pela aprendizagem.
2. Os motivos que caracterizam os comportamentos, para lá da sua base biológica, são modelados pela dita aprendizagem e pelos impulsos relacionados com a sobrevivência.
3.Carentes durante toda a vida - desenvolvimento das potencialidades individuais (auto-realização); competências (auto-estima); necessidade de amor (pertença); ausência de perigo (segurança); necessidades básicas (fisiológicas).
4. Porém, até os impulsos ditos básicos são influenciados pela cultura, logo de cariz social afectados por condicionamentos vários - determinação pessoal (conceito de liberdade) e/ou autoconceito de insegurança (desigualdade de oportunidades).
5. As frustrações e as dores (mental ou física) geram, nomeadamente, acessos violentos de furor e estimulam os sistemas agressivos do cérebro, por razões hereditárias ou mera química do sangue, neurotransmissores e experiências inopinadas.
6. Os seres humanos auto-avaliam-se, sem objectivos de defesa, os quais incluem a negação da realidade, a fantasia, a supressão de factos ou mero retraimento e fuga.
7. Em suma: o homem é, por natureza, conflituoso e assim se justifica a monomania de alguns monárquicos que defendem pretendentes não genuínos supondo aviltar o herdeiro da Coroa Portuguesa, Dom Duarte Pio.
Nau
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Nº. 1499 - Fim de Semana 51
1, O conhecimento assenta na memória de longo prazo através de uma rede de expressão sintética de efeito mnemónico. Porém, a questão dinástica para certos monárquicos, aliás cripto-republicanos, não será uma questão de memória, mas entorpecimento das faculdades mentais.
2. Como é óbvio, o patriotismo designa a qualidade de patriota - pessoa que ama e deseja servir a sua pátria - ideia por demais conveniente aos emburguesados republicanos dos finais do século XVIII que, por essa via, procuravam defender os seus interesses políticos e/ou materiais.
3. Abro aqui um parêntesis para sublinhar que a revolução é uma mudança profunda das bases e das estruturas da comunidade que não mero conflito entre os parceiros dominantes que trocam as posições relativas nas cadeiras do poder, mantendo o statu quo.
4. Logo, o que importa não é a violência (que denota apenas a falta de argumentos) mas a reforma da mentalidade burguesa, esta assente no regime de propriedade capitalista, vocacionada para o aumento da produção e do consumo, ambos cultivados pelos plutocratas e seus favorecidos.
5. Tomar como exclusivamente seu o que é comum e/ou deverá ser partilhado com outros - particularmente os mais necessitados - não será apenas questão de justiça social, mas princípio moral que igualmente condena o sistemático hipotecar das gerações futuras.
6. O solstício de inverno era uma festa pagã - a premência da actividade agrícola era muito reduzida - que os cristãos inutilmente combateram nos primeiros três séculos da nossa era. Embora a troca de presentes seja uma tradição pagã, aqui nós oferecemos versos do poeta José Travaços Santos.
Nau
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Nº. 1498- LP: José Travaços Santos
Cristo Negro de Santa Cruz de Coimbra
Cristo negro
das marcas dos tempos,
crestado de velas e pinturas,
patina de séculos
que antes esconder revela
no corpo chagado dos tormentos
o sofrimento que apela
à vida
eterna, redimida.
Tanta paixão
num só copo torturado,
tanta esperança de salvação
na dor de Deus crucificado!
Que sopro divino
despertou desmedido o génio
e guiou a mão
do escultor ignorado.
do livro "CÍRIO"
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Nº. 1497 - PR: Resenha Editorial Moçambicana
1. "Xibugo", autor José Craveirinha, edição do Instituto Nacional do Livro e do Disco, 1980.
2. "Choriro", autor Ungulani Ba Ka Khosa, Sextante Editora, reimpressão de 2015.
3. "O Regresso do Morto", contos, autor Suleiman Cassano, edição Caminho.
4. "O Fio das Missangas", contos, autor Mia Couto, edição Companhia das Letras.
5. "Niketche - Uma história de poligamia", autora Paulina Chiziane", edição Companhia das Letras.
6. Moçambique: Raízes, Identidade Nacional", autor Albino Magaia, edição Ndjira.
7. "Sonhos ao Avesso", autor Hélder Mutela, edição Marimbique.
Nau
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Nº. 1496 - RAC
1. Sempre que um grupo industrial decide aumentar as suas margens de lucro, as autoridades fiscais sorriem com a perspectiva de maior colecta de impostos.
2. No caso da indústria do grupo em questão fazer parte do sector farmacêutico, também as farmácias beneficiarão de tal aumento, uma vez que a medicamentos mais caros, maior serão as margens de lucro arrecadadas.
3. Bom é ter presente que ao aumento dos lucros do grupo industrial e das farmácias corresponderá um maior encargo para os consumidores, bem como para o serviço social e, nomeadamente, a administração pública que, por pudicícia, baixa os olhos.
4. Recentemente, um famoso empresário industrial norte-americano - suspeito de ter viciado a cotação de várias empresas na bolsa - foi levado à barra do tribunal onde alegou a urgente necessidade de realizar fundos para pagamento das suas astronómicas dívidas.
5. Para estes aventureiros de alto coturno, tanto o conceito moral, como o social não têm qualquer significado porquanto o que importa é o seu bem-estar e veneração que os basbaques habitualmente lhes prestam.
6. Tomar como exclusivamente seu o que é comum e/ou deverá ser partilhado com outros - particularmente os mais necessitados - não será apenas questão de justiça social, mas princípio moral que igualmente condena o sistemático hipotecar das gerações futuras.
7. Cooperar - trabalhar juntamente com alguém para o mesmo fim, isto é, para a satisfação das pertinentes necessidades económicas, sociais e culturais - é o fundamento do CMC.
Nau
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Nº. 1495 - Doutrina Cooperativista
1. Certos monárquicos crêem que a simples mudança das instituições políticas bastará para erradicar todos os males da sociedade portuguesa - a corrupção; a exploração despundonorada do maralhal pelos privilegiados; o carreirismo político; o adiamento das reformas do aparelho do Estado e outras coisas da mesma sorte.
2. A República maçónica que na segunda década do milénio passado afirmara acabar com o sistema parlamentar assente no princípio da rotação no poder entre dois partidos predominantes eleitoralmente, durou dezasseis penosos anos, sendo substituída pela República salazárquica de má memória.
3. Bom é não esquecer que a dita República salazárquica também assentava num sistema parlamentar, tipo monopartidário, sendo os deputados à assembleia magna escolhidos pelo ditador e confirmados por um sufrágio universal em que o número de votantes - por milagre ou mera inspiração divina - era superior aos registados em recentes actos similares.
4. Com finanças públicas equilibradas - mas com um sorvedouro de meios pouco rentáveis; uma capacidade industrial altamente condicionada e um comércio baseado em esquemas pouco dinâmicos - a segunda República foi sobrevivendo, graças às remessas dos imigrantes e à tolerância dos chamados regimes da civilização ocidental.
5. Abro aqui um parêntesis para sublinhar que a revolução é uma mudança profunda das bases e das estruturas da comunidade que não mero conflito entre os parceiros dominantes que trocam as posições relativas nas cadeiras do poder mantendo o statu quo.
6. Logo, o que importa não é a violência (que denota apenas falta de argumentos) mas a reforma da mentalidade burguesa, esta assente no regime de propriedade capitalista, vocacionada para o aumento da produção e do consumo, ambos cultivados pelos plutocratas e seus favorecidos.
7. O CMC avança com a ideia peregrina da cooperação (acto de cooperar que não apropriar); com o nobre conceito da equidade (disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um); com o preceito magnifico da solidariedade ( responsabilidade mútua, moral e materialmente úteis); em suma: com a revolução monárquica e o regresso do Rei.
Nau
domingo, 20 de dezembro de 2015
Nº. 1494 - Portal Comunalista
1. Os substantivos nação e pátria, tidos como sinónimos de país ou Estado em que cada indivíduo nasceu, foi o estratagema usado pelos mentores revolucionários franceses de 1793.
2. Contornando a ideia de reino - comunidade de residentes que geralmente falam o mesmo idioma num delimitado espaço geográfico sob a mesma Coroa - a pátria foi reduzida ao país em que cada um nasceu e de que é cidadão.
3. Logo, o patriotismo designa a qualidade de patriota - pessoa que ama e deseja servir a sua pátria - ideia por demais conveniente aos emburguesados republicanos que, por essa via, procuravam defender os seus interesses políticos e/ou materiais.
4. Para os que herdavam privilégios dos antepassados e/ou subsistiam através de um direito consuetudinário, o soberano - por direito de sucessão e destinado a durar em tais funções a vida toda - era garantia bastante para a existência das comunidades e defesa do reino.
5. Volto a sublinhar que a ideia de reino como comunidade de território, de gentes, de história, de costumes e outras coisas mais é distinta da grande comunidade humana possível numa globalização sem nacionalismos gloríolas, alimentados por ódios e imperialismos espúrios.
6. O cooperativista não é patriota porquanto defende uma plataforma consensual em que a autogestão e o autofinanciamento são cultivados de modo responsável, sem discriminações raciais, políticas ou religiosas a fim de satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.
7. Sendo a Monarquia o governo de um só, isto é, do Povo, somos comunalistas como fundamento do reino e abjuramos todos os extremismos, particularmente aqueles que glorificam a nação odiando os que não são do mesmo credo e/ou etnia.
Nau
sábado, 19 de dezembro de 2015
Nº. 1493 - Psyche
1. A faculdade psíquica que permite reter e recordar o passado começa pela codificação, secundada pela armazenagem e a eventual recuperação.
2. De curto ou longo prazo, a memória em escassos segundos poderá reter algo que já lhe é familiar ou manter uma vaga ideia durante minutos por inexpressividade.
3. Reaprender, reconhecer e recordar são fases das quais a segunda apresenta ser mais fácil do que a última, por esta exigir uma associação de imagens mais elaborada.
4. Logo, o conhecimento assenta na memória de longo prazo através de uma rede de expressão sintética de efeito mnémico.
5. A retenção de longo prazo é influenciada pela repetição e exposição, além de outros esquemas, emoções e/ou drogas inclusive.
6. Enviesadas por natureza, as memórias nem sempre são fiáveis devido a condicionamentos emocionais, ambientais ou de pressão por terceiras pessoas.
7. A questão dinástica para falsos monárquicos não será uma questão de memória, mas entorpecimento das faculdades intelectuais.
Nau
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Nº. 1492 - Fim de Semana 50
1. Por incrível que pareça, a formação profissional realizada gradual e intensamente, bem como uma boa preparação académica, aumenta a capacidade de resistência do cérebro, tanto quanto ao envelhecimento, como ao risco dos problemas demenciais.
2. O CMC, à ideia peregrina da cooperação alia o novo conceito de Pátria - totalidade dos residentes de um determinado espaço geográfico, sem discriminações sociais, políticas ou religiosas - bem como de Monarquia - governo de um só, isto é, do Povo - tendo a figura do Rei como garante da Democracia, por este obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
3. Para os cooperativistas o que importa é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de cada um, concertadas em unidades cooperativas as quais, multiplicadas por células autónomas - uniões, federações e confederações - vão progressivamente reformando a impante mentalidade burguesa.
4. Embora ainda numa fase de contenção, os sectários do comunismo mantêm a sua crença no sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens, na abolição da propriedade privada e na ditadura do proletariado, tendo por livro sagrado "O Capital" de Karl Marx e o partido como Cúria do Vaticano.
5. A resenha editorial macaense compreende o "Livro de fotografias sobre Macau (2010-2015). Autor Gonçalo Lobo Pinheiro; prefácio de José Luís Peixoto. Projecto editorial inovador em curso - www.gonçalo.lobopinheiro.com .
6. Nos últimos três séculos, a decadência das religiões no espaço europeu é evidente e o poder sacerdotal verifica-se apenas em número reduzido de pessoas que continua a acreditar no Pai Natal.
7. A luta popular nada tem a ver com os conflitos religiosos que são cultivados apenas para favorecer interesses económicos particulares.
Nau
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Nº. 1491 - Luta Popular
1. Só pela defesa dos interesses próprios e/ou emoções muito fortes é que o maralhal se manifesta.
2. Governos despóticos como o da Coreia do Norte sobrevivem, não pela racionalidade, mas pelo terror que inspiram.
3. A eficiência do governo citado como exemplo é duvidosa, mas o abafado descontentamento e a falta de comunicação entre os potenciais contestatários justifica o silêncio dos túmulos.
4. Programaticamente são realizadas manifestações de apoio ao déspota tais como festas aniversariantes, exibição de capacidades bélicas, inauguração de obras imponentes de reduzida utilidade pública.
5. Operações violentas geram, normalmente, reacções violentas e desesperadas pelo que os ímpetos negativos são acalmados com a exibição de punições radicais a alguns membros do próprio aparelho político.
6. Nos últimos três séculos, a decadência das religiões no espaço europeu é evidente e o poder sacerdotal verifica-se apenas em número reduzido de pessoas que continua a acreditar no Pai Natal.
7. A luta popular nada tem a ver com os conflitos religiosos que são cultivados apenas para favorecer interesses económicos particulares.
Nau
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
Nº. 1490 - PR: Resenha Editorial de Macau
1. "Amores do Céu e da Terra, Contos de Macau", autores Ling Ling e Fernando Dias, tradução de Stella Lee. Edição da Casa de Portugal em Macau, com o apoio do IC - Instituto Cultural.
2. "Livro de fotografia sobre Macau (2010-2015)", autor Gonçalo Lobo Pinheiro; prefácio de José Luís Peixoto. Projecto editorial em curso, ver www.Gonçalo.lobopinheiro.com.
3. "Poemas de Tao Yuanming", traduzidos por Manuel Afonso Costa. Editora Livros do Meio em parceria com o Instituto Cultural de Macau.
4. "A História de Macau, segundo o Livro da RAEM". Obra baseada no livro "Macau 2003 Livro do Ano", publicada pelo Gabinete de Comunicação Social de Macau.
5. "Guia de Conversação Chinês-Português"; autores Liliana Inverno, Paula Costa e Zhou Xiaochen. IPOR, 2015.
6. "Nascido para Vencer - D. José da Costa Nunes". Autora Maria Guiomar Lima. Edição Livros do Oriente.
7. "Álvaro Semedo - Educação na China Imperial", autor António Aresta. Edição Instituto Internacional de Macau, 2015.
Nau
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Nº. 1489 - RAC
1. Nos últimos apontamentos tenho andado às voltas com as doutrinas políticas - liberal, socialista e cooperativa - nenhuma delas tendo suscitado qualquer reacção dos seus adeptos.
2. Claro que, se o tema fosse o encontro desportivo entre o Cascalheira e o Carcavelinhos, no estadio do Moscavidense, não faltariam doutos pareceres acerca de tal evento.
3. Sem dúvida que cada um poderá teimar obstinadamente a respeito daquilo que mais lhe agrada, sem a necessidade de ser um verdadeiro cornígero, porquanto cada um marra com o que lhe é mais conveniente.
4. Verdade, verdade é que a corrente liberal propondo a liberdade do homem em todas as circunstâncias já deu o que tinha para dar. Hoje um liberalista contenta-se em preconizar a obtenção de reformas sociais por meios parlamentaristas,
5. Os socialistas defendem o predomínio da sociedade sobre o indivíduo, exigindo a direcção e domínio do Estado nos bens de produção e consumo, bem como uma nova distribuição da riqueza mediante uma prestação pecuniária coactiva e sem contraprestação para os mais abastados.
6. Embora ainda numa fase de contenção os sectários do comunismo mantêm a sua crença no sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens; na abolição da propriedade privada e na ditadura do proletariado, tendo por livro sagrado "O Capital" de Karl Marx e o partido como Cúria do Vaticano.
7. No CMC não pretendemos regressar ao passado ou ficar a ruminar conceitos sociais falhados, à semelhança dos liberais, dos socialistas e dos comunistas.
Nau
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Nº. 1488 - Doutrina Cooperativista
1. A vitalidade liberal reside no facto de Zeus ter cegado o filho de Jásio e Deméter a fim de que este repartisse a riqueza própria por igual, porém a mesma caiu nas mãos de habilidosos finórios universalmente conhecidos como plutocratas.
2. Bom é ter presente que o plutocrata não é uma estirpe, nem tão-pouco uma tradição familiar mas alguém que ama o poder, a autoridade, o domínio sobre os outros, proporcionado por fartos cabedais adquiridos e/ou meticulosamente acumulados por mero pioneirismo.
3. Empenhados na realização dos seus projectos individuais, os plutocratas cerram as mãos entre si, tanto para promoverem a expansão dos seus negócios através de monopólios e carteis, bem como para excluírem eventuais concorrentes.
4. Os socialistas, nas versões compassadas e a todo o vapor, afirmam ter por objectivo a abolição da propriedade privada; a extinção das classes sociais e a distribuição dos bens de consumo a cada um segundo as suas necessidades ou, na versão aggiornata marxista, segundo as capacidades próprias.
5. Uma e outra versão socialista, nas velocidades designadas no parágrafo anterior, procuram realizar uma estatização da vida pública, isto é, impor um sistema político, económico e social controlado por burocratas, quer pela via parlamentarista, quer através da ditadura do proletariado.
6. Tanto os esquemas liberais como as práticas socialistas assentam no voto anódino, os primeiros conduzidos por demagogos que cultivam a delegação dos poderes do maralhal a desconhecidos; os segundos através de assembleias piramidais em que o voto das bases terá que corresponder aos desígnios dos dirigentes.
7. Para os cooperativistas o que importa é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais de cada um, consertadas em unidades cooperativas as quais, multiplicadas por células autónomas - uniões, federações e confederações - vão progressivamente reformando a impante mentalidade burguesa.
Nau
domingo, 13 de dezembro de 2015
Nº. 1487 - Portal Comunalista
1. De certo não será por falta de temas que regulares debates andam muito esquivos deste espaço com pretensões comunais.
2. O único comentário registado até à presente data foi da lavra de um afoitado brasileiro que, de numerosa prole e parentesco multiforme, goza de visitas diárias, desvirtuando as estatísticas cá do burgo.
3. Porém, o que importa é discutir as doutrinas em confronto porquanto, dos princípios que servem de base aos ismos - liberal, social e cooperativo - apenas este último aposta no acto sublime e redentor: a cooperação.
4. Do cooperativismo - conceito social que, face à cultivada competitividade entre pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo - temos sublinhado a autogestão e o autofinanciamento em espaço próprio, estes proporcionadores de uma real democracia.
5. O liberalismo - corrente intelectual que propõe a liberdade do homem em todas as circunstâncias - advoga a não intervenção estatal na economia, defendendo que os plutocratas são os principais geradores de riqueza, manipulando estes os demagogos e apaniguados, exploradores do trabalho alheio.
6. Claro que os socialistas, defendendo a propriedade colectiva dos meios de produção e da supressão das classes sociais, avançam com uma estatização faseada (via parlamentarista) através de uma burocracia clubística ou impondo uma ditadura em nome dos proletários, em que os interesses de um reduzido grupo dirigente se identifica com os de toda a comunidade.
7. O CMC, à ideia peregrina da cooperação alia o novo conceito de Pátria - totalidade dos residentes de um determinado espaço geográfico, sem discriminações sociais, políticas ou religiosas - bem como de Monarquia - governo de um só, isto é, do Povo - tendo a figura do Rei como garante da Democracia, por este obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
Nau
sábado, 12 de dezembro de 2015
Nº. 1486 - Psyche
1. Um cérebro saudável requer exercício físico uma vez que os neurónios necessitam de sangue constante, sendo este que transporta o alimento básico: glucose e oxigénio.
2. Aumentando o ritmo cardíaco, o exercício físico é susceptível de manter as capacidades cognitivas do indivíduo numa idade avançada, tendo presente que a orientação espacial vai diminuindo, à semelhança do hipocampo que se torna tendencialmente mais pequeno.
3. O risco para a doença Alzheimer é o avançar dos anos, duplicando este cada cinco anos a partir dos sessenta, e, embora uma dezena de genes tenham sido identificados pelo aumento dos factores de risco, a apolipoproteína E sobreleva todos os outros.
4. Por incrível que pareça, a formação profissional realizada gradual e intensamente, bem como uma boa preparação académica, aumenta a capacidade de resistência do cérebro, tanto quanto ao envelhecimento, como ao risco dos problemas demenciais.
5. A correlação entre a genética e o meio ambiente, isto é, a qualidade genética sem um meio ambiente adequado para o desenvolvimento intelectual poderá afectar negativamente o indivíduo, tal como um desequilibrado regime alimentar.
6. Claro que as situações de frequente esgotamento geral libertam adrenalina que, activando o nervo vago este projecta ao tronco cerebral informação negativa, afectando a memória e provocando lesões no hipocampo.
7. Sem dúvida que a falta de memória dos políticos quanto às promessas feitas durante as campanhas eleitorais, após o acesso às cadeiras do poder, é devido ao dito esgotamento físico geral.
Nau
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Nº. 1485 - Fim de Semana 49
1. As novas tecnologias vão desnudando o átomo e descortinando o universo primitivo. Deus encontra-se irredutivelmente só - não tem religião.
2. O liberalismo, o socialismo e o cooperativismo poderão ser aqui discutidos até à exaustão, desde que esse seja o desejo e compromisso dos visitantes deste espaço.
3. Sem dúvida que a multiplicação das células cooperativas - estas consertadas em uniões, federações e confederações - é a via mais eficaz para a erradicação da impante mentalidade burguesa.
4. Escola de autogestão e autofinanciamento, a observação das boas práticas cooperativistas permitirá ao desorientado cidadão reorganizar a sua vida privada que, por cansaço e/ou adiamento de decisões, se arrasta penosamente.
5. Urgente é tomar consciência de que o número de leitores lusos é muito grande pelo que a divulgação do nome dos mestres da arte de compor ou escrever trabalhos artísticos (prosa e verso) bem como de obras científicas é muito importante.
6. Esforçamo-nos para alcançar a liberdade de movimentos; para conquistar a independência; para tomar decisões, mor parte das vezes delegamos o poder de decisão adquirido a outrem, a fim de não assumir responsabilidades.
7. Somos prisioneiros das lutas não provocadas mas que justificam a nossa determinação, bem como a nossa existência.
Nau
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Nº. 1484 - Luta Popular
1. A luta significa esforço; competência de forças, de habilidade, mor parte das vezes por razões que a ultrapassam.
2.Esforçamo-nos para alcançar a liberdade de movimentos; para conquistar a independência; para tomar decisões.
3. Porém, frequentemente delegamos o poder de decidir adquirido a outrem, a fim de não assumir responsabilidades.
4. Lutamos pela vida entre um e outros organismos da nossa própria espécie, adquirindo espaço e poder na sociedade.
5. Claro que lutamos pela eternidade (da qual já fazemos parte) prolongando a forma actual, sem idade e/ou obrigações.
6. Lutamos pró ou contra doutrinas, ideias, religiões e políticas - a natureza, os flagelos sociais, os compagnons de route.
7. Somos prisioneiros das lutas não provocadas mas que participam da nossa existência.
Nau
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Nº. 1483 - Prelo Real
1. Temos procurado manter as secções temáticas do nosso espaço, mas este - enquanto não ganhar estruturas próprias - vai contentando-se pelas leituras cá do sítio.
2. Claro que nem todas as leituras merecem qualquer referência - quer por fraca substância, quer por não corresponder às espectativas da nossa selecção - pelo que, à última hora, socorremo-nos de outros temas.
3. Dado que a capacidade de produção editorial no Brasil é muito grande - largo número de leitores de diferentes estratos sociais - a divulgação do nome dos autores, das obras e das respectivas casas editoriais é muito importante para o mundo lusófono.
4. O mesmo se passa com os escritores angolanos, cabo-verdianos, são-tomenses, moçambicanos, timorenses, goeses, macaenses e até daqueles que, espalhados pelo Planeta Azul, se dedicam às letras, tal como o brasileiro Paulo Coelho.
5. Este nosso apelo não se limita aos mestres da arte de compor ou escrever trabalhos artísticos em prosa ou em verso, porquanto muitas teses científicas jazem nos arquivos das universidades, aguardando a devida atenção das casas editoriais.
6. A prova está no interesse que tem sido manifestado pelos trabalhos de Henrique Sousa, no campo das energias renováveis, a qual se estende à obra literária deste, com pedidos de opinião que ultrapassam a mera curiosidade.
7. O que importa é tomar consciência de que o número de leitores lusos é muito vasto pelo que se torna importante divulgar o nome dos autores, o título das obras, bem como a casa editora envolvida.
Nau
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Nº. 1482 - RAC
1. Muitos são aqueles que se afirmam cooperativistas, pagando as quotas nas unidades em que se encontram associados, mas não tomando parte nas actividades destas.
2. A justificação normalmente avançada é a falta de tempo, devido a uma actividade profissional muito exigente e problemática vida privada.
3. Outros evidenciam ressentimentos por se terem incompatibilizado com alguns elementos da direcção e/ou frustrados por não fazerem parte esta, limitando-se a visitas esporádicas, mormente nas quadras festivas.
4. Afirmar-se cooperativista, nas condições acima será como afirmar-se futebolista por se ter meramente inscrito como sócio neste ou naquele clube desportivo, por diletantismo ou simpatia pela cor ou símbolos do mesmo.
5. O que importa não é ser membro de qualquer unidade cooperativa mas encontrar-se imbuído do real espírito cooperativista, procurando satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais nessa conformidade.
6. Escola de autogestão e autofinanciamento, a observação da prática cooperativista permitirá ao desajustado sócio reorganizar a sua vida privada que, por cansaço e/ou adiamento de decisões, se arrasta penosamente.
7. Racionalizar as nossas actividades é o primeiro passo para um bom adestramento - físico e psíquico - na preparação para as olimpíadas diárias.
Nau
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Nº. 1481 - Doutrina Cooperativista
1. O fundamento da doutrina cooperativista é tão-somente a cooperação.
2. A concorrência de auxílio, de forças, de meios para algum fim de interesse de muitos significa trabalho consertado.
3. O acto ou efeito de consertar pressupõe consenso, anuência das partes envolvidas, bem como consentaneidade, adequação ao trabalho potenciado.
4. Logo, é o exercício material ou intelectual para fazer ou conseguir alguma coisa que motiva o homem a aplicar a sua força e faculdades à produção.
5. Porém, aquilo que é produzido - tanto pela natureza, como pelo engenho do homem - deverá ser orientado para a satisfação de necessidades e não para o incremento destas.
6. A unidade cooperativa, associando produtores e/ou consumidores, tem por objectivo libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de usurários.
7. Sem dúvida que a multiplicação das células cooperativas - estas consertadas em uniões, federações e confederações - é a via mais eficaz para a erradicação da mentalidade burguesa.
Nau
domingo, 6 de dezembro de 2015
Nº. 1480 - Portal Comunalista
1. A discussão de ideias, de conceitos, com o objectivo de estabelecer plataformas de entendimento, é a razão da existência deste espaço.
2. Porém, embora o número de visitantes diários seja um bom estímulo para a conservação do mesmo, a ausência de dialogantes leva a supor algo mais grave, isto é, dúvida constante acerca daquilo que todos geralmente aceitam.
3. Admitir as teses defendidas neste espaço, embora discordando de algumas delas, seria razão suficiente para fundamentar argumentos contrários, promovendo debates e esclarecendo posições que, embora pessoais, poderiam merecer consenso de visitantes menos... afoitos.
4. O plano aqui defendido era a abertura a temas, denúncias e sugestões de interesse comum como, por exemplo, questionar doutrinas políticas; revelar comportamentos de má cidadania; aventar boas práticas.
5. As doutrinas políticas - liberalismo, socialismo e cooperativismo - poderiam ser enunciadas para o aprazimento dos menos esclarecidos e debatidas até à exaustão, complementadas por exemplos - tanto do foro interno, como das práticas em outras comunidades.
6. Claro que a denúncia de comportamentos anti-sociais - atropelos e desrespeito por aquilo que é justo, recto e conforme à lei na protecção do próximo - teriam que ser acauteladas por testemunhos válidos, tanto para os casos de corrupção como para práticas comezinhas - conspurcação de espaços públicos; parqueamentos indevidos e outras coisas mais.
7. Nunca é demasiado citar os bons exemplos, dado que a partir da divulgação destes, poderemos tornar a vida na comunidade mais sã e harmoniosa.
Nau
sábado, 5 de dezembro de 2015
Nº. 1479 - Psyche
1. Fazemos todos parte de uma força universal que flui e reflui pelo infinito.
2. Somos pedra, somos areia, somos gelo, somos vulcão, somos uma forma de energia, embora com os atributos de possuir massa e extensão no espaço e no tempo.
3. A fragilidade do nascituro prediz a evolução mas o homem tem que dar prova - mostrar que uma coisa por si observada tem razão de ser - atribuindo os fenómenos da natureza ao capricho dos deuses.
4. Tudo quanto existe no espaço e no tempo sendo multiforme ao incipiente observador foi por este atribuído a seres sobrenaturais por estar longe a sua capacidade cognitiva.
5. Ultrapassando a aptidão do chefe do grupo na conduta dos mais, à divindade de personificação masculina era atribuída influências peculiares (benéficas ou maléficas) nos destinos do universo.
6. Supondo ser deus a causa primeira e fim de todas as coisas; princípio supremo de explicação da existência da ordem e da razão do universo, convenientemente ele era tido como garantia necessária dos valores morais.
7. Porém, as novas tecnologias vão desnudando o átomo e descortinando o universo primitivo. Deus encontra-se irredutivelmente só - não tem religião.
Nau
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Nº. 1478 - Fim de Semana 48
1. As comunidades definem-se pelo trabalho que os seus residentes produzem. Logo, as células cooperativas poderão robustecer o espírito de comunidade contrariando os nacionalismos espúrios, estes bastardos da globalização.
2. Como é óbvio, a comunidade - espaço geográfico onde residem povos (os nativos e os meros residentes) com interesses afins e organização política comum - subsiste pela vontade dos seus habitantes.
3. Não somos anti-União Europeia porquanto a recente experiência estadunidense (pouco mais de dois séculos) demonstra que cada um dos seus Estados cultiva os hábitos e costumes adquiridos, mantendo-se solidários, mesmo quando alguns deles apresenta deficits orçamentais e/ou de outra jaez.
4. Homens de ciência, da jurisprudência, das artes (na produção de coisas belas ou apenas marciais) só teoricamente são iguais perante a lei porquanto os erros que, eventualmente, pratiquem serão apreciados em contextos diferentes - erro profissional no caso de um incauto cirurgião ou acto premeditado de um arreigado criminoso há muito carente de observação médica.
5. Claro que a morte ocorrida durante uma intervenção cirúrgica não se compara à acção criminosa de um psicopata, embora ambas tenham tido consequências fatais, a primeira por verosímil imprudência do cirurgião e a segunda por negligência médica. Porém, a sociedade tende a ser branda face às posições sociais relevantes e forte perante as inferiores.
6. A prática, bem como o conjunto de caracteres exclusivos de um povo devem ser preservados porquanto robustecem o espírito comunitário, jamais confundindo este com o obstinado espírito tradicionalista o qual tem por base factos puramente históricos que, transmitidos de idade em idade, se conservam como valores espirituais, consciência de identidade própria.
7. Destarte lutamos por uma comunidade onde se multiplicam as unidades cooperativas nas quais os próprios trabalham para a satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais, sem discriminações raciais, políticas ou religiosas.
Nau
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
Nº. 1477 - Luta Popular
1. Aqui lutamos contra os preconceitos de classe - tanto pelo nascimento, como pelos cabedais adquiridos - procurando criar uma dinâmica em que todos se sintam irmanados pelo desejo de realizar consensos.
2. Aqui lutamos contra os autoritarismos das classes dirigentes, prepotentes e ditatoriais - poder público; agentes ou delegados do poder público - assumidas como poder legítimo graças ao cultivado voto anódino, irresponsável.
3. Aqui lutamos contra a apatia do maralhal que prefere discrepar vociferando, mas cegamente correndo a colocar o voto nas urnas eleitorais, delegando o seu poder a demagogos em troca de pão e circo, isto é, subsídios de subsistência e futebol.
4. Aqui lutamos pela dignificação da vida humana, sem credos dopantes ou vinculações a forças sectárias que apenas se consagram na conquista das cadeiras do poder onde se refestelam os seus inolvidáveis corifeus.
5. Aqui lutamos pelo voto responsável - consciente e moralizador - possível numa autogestão sensata e num autofinanciamento sistemático, abjurando os recursos aos usurários e/ou plutocratas sanguessugas.
6. Aqui lutamos por uma comunidade onde se multiplicam as unidades cooperativas nas quais os próprios trabalham para a satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais, sem discriminações raciais, políticas ou religiosas.
7. Aqui lutamos pelo regresso do Rei por este - par entre pares - obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
Nau
quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Nº. 1476 - Prelo Real
1. Aos que têm mostrado interesse pelas energias renováveis aconselhamos um contacto directo com o professor Henrique Sousa através do respectivo facebook.
2. Claro que o conjunto de caracteres próprios e exclusivos de um povo devem ser preservados, porquanto robustecem o espírito comunitário, jamais confundindo este com o obstinado espírito tradicionalista.
3. A tradição é apenas uma referência baseada em factos puramente históricos que, transmitidos de idade em idade, se conservam como valores espirituais, consciência de identidade própria.
4. Nunca a tradição deverá ser tomada como programa de governo, nem tão-pouco como sinal de excelência nas relações sociais porquanto estas, conforme vimos sublinhando, são pautadas pelo desempenho de deveres.
5. Por outro lado, a identidade de que nos orgulhamos não é suposta extinguir-se com afastamentos geográficos pelo que é legítimo presumir que os deveres se mantêm ad aeternum.
6. Tendo presente o espectacular avanço tecnológico da China e a necessidade desta em apostar nas energias renováveis, de certo que a visita de Henrique Sousa àquele país seria muito oportuna.
7. Faço votos que "O Clarim", prestimoso órgão da comunicação social de Macau, possa efectuar as devidas diligências nesse sentido.
Nau
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Nº. 1475 - RAC
1. A recente mensagem do Príncipe herdeiro, Dom Duarte Pio, aos portugueses está dentro dos objectivos expectáveis: confirmação da disponibilidade em assumir as suas responsabilidades dinásticas; análise da conjuntura nacional e internacional; estímulo à pacificação e apelo ao espírito construtivo para a formação de uma comunidade mais coesa e harmoniosa.
2. Claro que a súmula ensaiada no parágrafo anterior em nada beliscará o mais inflexível republicano, excepto no preconceito de que os homens são todos iguais perante a lei, por lapso não considerando a possibilidade de fartos cabedais vencerem tal prescrição do poder legislativo uma vez que na comunidade não se cultivam discriminações sociais, apenas existem diferentes posições sociais.
3. Pelo direito consuetudinário, o Silva poderá usar ou não (mas por decisão própria) o nome dos seus avós, honrando - tanto os valores morais, como os materiais, caso estes existam e seja sua a determinação em os conservar - sem qualquer dificuldade, eventualmente recorrendo ao direito vigente para acautelar interesses particulares.
4. Homens de ciência, da jurisprudência, das artes (na produção de coisas belas ou apenas marciais) só teoricamente são iguais perante a lei porquanto os erros que, eventualmente, pratiquem serão apreciados em contextos diferentes - erro profissional, no caso de um incauto cirurgião ou acto premeditado de um arreigado criminoso, há muito carente de observação médica.
5. A adulteração de certos temas, embora visível em mera investigação casual, ganham foros de virtude, tal como a democracia ateniense, na Grécia Antiga, em que apenas os naturais e as figuras de largo património poderiam votar no fórum político, sendo os estrangeiros, as mulheres, os escravos e as classes baixas excluídas.
6. O medo das figuras públicas preponderantes era tão grande que o fórum ateniense chegou a condenar estas ao exílio, através de símbolos riscados em casca de ostra, dando origem que tal acção de proscrever ganhasse o significado de votar ao ostracismo - hoje manda-se para Bruxelas ou Estrasburgo.
7. Para nós, cooperativistas, a Democracia subsiste apenas no voto responsável, praticado nas unidades cooperativas, sendo a figura do Rei - hereditária e vitalícia - uma mais valia, por obstar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Nº. 1474 - Doutrina Cooperativista
1. No dia 1 de Dezembro, o herdeiro da Coroa Portuguesa, Dom Duarte Pio, dirige uma mensagem ao pais que, à semelhança dos tempos da salazarquia, não é dado o devido relevo nos meios da comunicação social.
2. A praxe da apresentação de tal mensagem confirma a disponibilidade do Chefe da Casa de Bragança em servir o país, à semelhança do que fizeram os seus antepassados, particularmente nos momentos tão difíceis como os ocorridos em 1640.
3. Não é a independência de Portugal que está em risco como Estado soberano - do qual tem vindo, progressivamente, a abdicar através dos tratados da União Europeia - mas a perda da identidade como povo do rectângulo mais ocidental da Península Ibérica.
4. Como é óbvio, nós, cooperativistas, temos presente a importância das uniões, federações e confederações que gizamos para a defesa dos nossos interesses, cientes de que as unidades cooperativas minhotas, por exemplo, satisfazem plenamente os paladares e interesses da sua região.
5. Logo, não somos anti-União Europeia porquanto a recente experiência estadunidense (pouco mais de dois séculos) demonstra que cada um dos seus Estados cultiva os hábitos e costumes adquiridos, mantendo-se solidários, mesmo quando algum deles apresenta deficits orçamentais e/ou de outra jaez.
6. O que nos preocupa é a falta de carácter de alguns dos nossos políticos que pretendem celebrar o 5 de Outubro como a data da imposição do regime republicano, escamoteando o facto de Portugal ter adquirido o reconhecimento de Reino soberano em 5 de Outubro de 1143.
7. Entre a data que celebra actos nefandos de sectarismo antidemocrático e a data da fundação do Reino de Portugal, optamos por esta última, não esquecendo o regicídio e o terrorismo gratuito da República maçónica.
Nau
domingo, 29 de novembro de 2015
Nº. 1473 - Portal Comunalista
1. Vezes sem conta tenho conjecturado em fechar este portal dado que ninguém se aventura a transpor as suas ombreiras.
2. Porém, dentro ou fora deste, sempre que tocam no meu ponto nevrálgico - a comunidade ou o conceito de monarquia - têm me à pernada.
3. Os republicanos poderão ser poupados uma vez que o anteparo com que protegem os olhos não lhes tem permitido visões muito alargadas acerca da instituição monárquica.
4. Todavia os meus supostos correligionários, particularmente os fideístas "tolerantes com outros credos" ou atitudes políticas, têm que levar nas orelhas pela preguiça mental patenteada.
5. A comunidade - espaço geográfico delimitado onde residem povos, naturais e migrantes, com interesses afins e organização política comum - subsiste pela vontade dos seus habitantes.
6. O regime político vigente em Portugal com uma constituição que não permite alterar a base anti-democrática republicana, dura pela insensatez dos monárquicos.
7. Sem duvida que o soberano a prazo do regime republicano apenas serve para apoiar ou contrariar os governos que não sejam da mesma cor política deste.
Nau
sábado, 28 de novembro de 2015
Nº. 1472 - Psyche
1. As comunidades definem-se pelo trabalho que os seus residentes produzem.
2. Trabalho braçal, ajustado no desbravar e surribar da terra, caracteriza a comunidade agrícola.
3. A troca de uma coisa por outra - artigos fungíveis por espécies diferentes ou moeda - são prática da comunidade mercantil.
4. Quando a produção se torna escrava do capital e este estimula o consumo viciante a comunidade é a expressão da indústria.
5. Hoje o conhecimento adquirido orienta sistemas - conjuntos de partes dependentes umas das outras - supostamente aglutinando as comunidades.
6. Do trabalho mecânico, independente da vontade, caminhamos céleres para a robotização - lazer estupidificante.
7. Apenas as células cooperativas robustecem o espírito de comunidade, contrária aos nacionalismos espúrios, estes bastardos da globalização.
Nau
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Nº. 1471 - Fim de Semana 47
1. Nós, cooperativistas, pugnamos pela multiplicação das unidades cooperativas que, através da prática da autogestão e do autofinanciamento, enrobustecem as deliberações responsáveis, obstando os terrorismos - tanto os plutocráticos, como os gratuitos.
2. O terrorismo, sendo uma opção demencial, procura justificar-se com base em hipotéticos conflitos religiosos e/ou políticos. Apenas o cooperativismo se justifica pela prática uma vez que esta se fundamenta na cooperação e no voto responsável.
3. A maioria das pessoas aguarda o alimento caído do céu na certeza de que é no deserto de ideias e nas areias movediças da política que melhores benesses auferem. Porém, tomar decisões é assumir responsabilidades e a maioria prefere criticar à sorrelfa, procurando não se comprometer; fugindo a todo o tipo de obrigações como o diabo da cruz.
4. Talvez não seja displicente repetir pela enésima vez que a doutrina cooperativista taxativamente estabelece a não discriminação social, racial, política ou religiosa pelo que a presença de monárquicos em espaços internáuticos - tanto da direita, como da esquerda - os isenta de qualquer prevaricação doutrinária.
5. Uma explicação clara acerca da utilização das energias renováveis, nomeadamente a energia eólica, é prestada por Henrique Sousa numa série de vídeos disponíveis em www.youtube.com/watch?v=SgfJMhiMpE.
6. Henrique Sousa, natural de Cabo Verde, é licenciado em Engenharia Electrotécnica pelo IST; fez um curso pós-graduação em Gestão de Energia na Universidade Técnica de Berlim, tendo um curriculum profissional digno de louvor.
7. A consciência adquirida de que as células cooperativas - onde se cultivam consensos e o voto responsável em regime de propriedade partilhada - protege os associados das invectivas das classes dominantes e/ou dos proprietários nomimais, é a verdadeira razão da luta popular.
Nau
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Nº. 1470 - Luta Popular
1. O divórcio entre o maralhal e a classe dirigente (esta normalmente sob a tutela dos plutocratas) descamba, por norma, em violentos e lamentáveis conflitos.
2. As classes dominantes são useiras e vezeiras em reservarem para si o que de melhor é produzido na sua comunidade e, nos tempos das vacas magras, dificilmente querem abdicar dos seus viciantes privilégios
3. Por norma, o descontentamento popular em relação ao autoritarismo da classe dirigente é explorada por demagogos que aguardam a oportunidade para se alçapremarem para as cadeiras do poder.
4. Razões culturais associam a propriedade - bens adquiridos e/ou herdados - a mera segurança para uma vida (económica e social) estável e confortadora, garantida por um Estado de direito que não passa de efectivo aval político para a protecção dos proprietários.
5. Abre-se aqui um parêntesis para chamar a atenção para o facto do Estado de direito nada ter que ver com Democracia, dado que esta resulta de consensos e do voto responsável, enquanto que o Estado de direito se limitar ao estabelecimento de regras que apenas protegem os dirigentes políticos, bem como os plutocratas.
6. Logo, resumir o eterno conflito entre o maralhal e a classe política dominante - normalmente proprietária a fim de usufruir do trabalho alheio - como uma tradicional luta popular é inconsistente e abusivo.
7. A consciência adquirida de que as células cooperativistas - onde se cultivam consensos e o voto responsável em regime de propriedade partilhada - protegem os associados das invectivas das classes dominantes e/ou dos proprietários nominais, é a verdadeira razão e fundamento da luta popular.
Nau
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Nº. 1469 - PR: Henrique de Sousa
1. O futuro saudável do Planeta Azul é possível através da utilização racional das energias renováveis.
2. As energias renováveis são aquelas provenientes de recursos naturais e de capacidade regenerativa, tal como o sol, o vento, a chuva, as marés e o calor das entranhas da Terra.
3. Também a biomassa derivada de matéria orgânica - substância de origem animal ou vegetal, resíduos agrícolas e outras coisas da mesma jaez - é transformável em energia não poluente.
4. Uma explicação clara acerca da utilização das energias renováveis, nomeadamente a energia eólica, é prestada por Henrique Sousa numa série de vídeos disponíveis em www.youtube.com/watch?v=SgfJMRhiMpE .
5. Henrique Sousa, natural de Cabo Verde, é licenciado em Engenharia Electrotécnica pelo IST; fez um curso de pós-graduação em Gestão de Energia na Universidade Técnica de Berlim, tendo um curriculum profissional digno de louvor.
6. Dedicado igualmente às letras, Henrique Sousa tem espraiado os seus vastos conhecimentos pela filosofia natural, contos e sátiras que aguardam a atenção de uma Porto Editora, quiçá de uma grande casa editoral da vizinha Espanha.
7. Aos cooperativistas lusos, nossos correspondentes nas cinco partes do Planeta, sugerimos a oportunidade da consulta e divulgação da obra de Henrique Sousa.
Nau
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Nº. 1468 - RAC
1. A real actividade cooperativista é a verdadeira prontidão desenvolvida pelos cooperadores.
2.Claro que a definição do parágrafo anterior não é mais do que uma lapilissade, verdade óbvia em que, pelo ridículo, se enfatiza a singeleza do conceito.
3. Porém, certos monárquicos presumem que a isenção política os obriga a manterem-se afastados de tudo que pareça de direita, para se assumirem como homens de esquerda.
4. Excepção, verdade se diga, é verificada quando os monárquicos se assumem como defensores da fé dos seus antepassados em que ser de direita é segurança de catolicismo.
5. No entanto, a doutrina cooperativista taxativamente estabelece a não discriminação social, racial, política ou religiosa pelo que a presença em espaços tanto da direita, como da esquerda o isenta de qualquer prevaricação doutrinária.
6. Cansados de promover unidades cooperativas neste espaço - sem quaisquer objectivos particulares ou de comprometimento político - o mesmo continua disponível para a iniciativa dos cooperativistas sensatos.
7. O cooperativismo é escola democrática para combater o capitalismo plutocrático e/ou estatal
Nau
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Nº. 1467 - Doutrina Cooperativista
1. Frequentemente tenho sublinhado que a unidade cooperativa não é a panaceia para os défices democráticos.
2. A maioria das pessoas aguarda o alimento caído do céu, na certeza de que é no deserto de ideias e nas areias movediças da política que melhores benesses auferem.
3. Tomar decisões é assumir responsabilidades e a maioria prefere criticar à sorrelfa, procurando não se comprometer; fugindo a todo o tipo de obrigações como o diabo da cruz.
4. Em muitas unidades cooperativas os gestores não procuram dialogar com os associados, fazendo da unidade cooperativa "casa nostra" - favor não confundir com "cosa nostra".
5. Claro que a um baixo consenso entre directores e associados corresponde um baixo nível de autofinanciamento, obrigando os gestores, por norma, a socorrerem-se dos serviços dos usurários.
6. Assim, comprometido de modo vicioso o espírito cooperativo nada de bom é esperado da unidade cooperativa, e os plutocratas agradecem.
7. Destarte, CMC procura aliar o real espirito cooperativo - cooperação, autogestão, autofinanciamento - ao soberano hereditário e vitalício, garante da real democracia.
Nau
domingo, 22 de novembro de 2015
Nº. 1466 - Portal Comunalista
1. Debater, debater teses; justificar opções; avançar com projectos.
2. Não basta manifestar preferências, sendo indispensável justificar a razão da escolha efectuada.
3. Ter amor a uma causa, manifestando apenas afeição para o objecto dos nossos desejos, não é nada curial.
4. Amar velhas tradições; amar a religião avoenga; amar a pátria; amar o seu rei, é obra!, mas o que importa é fundamentar o acto optativo.
5. O terrorismo, sendo uma opção demencial, procura justificar-se com base em hipotéticos conflitos religiosos e/ou políticos.
6. Apenas o cooperativismo se justifica pela prática uma vez que esta se fundamenta na cooperação e no voto responsável.
7. Por outro lado, a autogestão e o autofinanciamento são a exacta medida para uma real democracia.
Nau
sábado, 21 de novembro de 2015
Nº. 1465 - Psyche
1. Num recente artigo publicado no "Luta Popular", órgão oficial do PCTP/MRPP, Arnaldo de Matos escalpeliza os actos terroristas perpetrados na zona parisiense, atribuindo estes a vindicta de povos colonizados pelos franceses.
2. O histórico e ilustre dirigente do PCTP/MRPP veementemente condena o velho colonialismo europeu o qual consistiu no estabelecimento de reservas territoriais, geograficamente delimitadas e administradas num outro continente, destinadas à exploração, tanto da mão de obra barata local, como das riquezas naturais.
3. A gesta colonialista basicamente servia dois intentos: angariação de trabalhadores manuais de baixo custo para funções servis extensíveis à pátria do colonizador; força braçal para arrotear as explorações agrícolas e/ou proceder à extracção de minerais nos territórios colonizados.
4. Bom é ter presente que nos dias de hoje se recorre, por exemplo, a canalizadores residentes ilegais nas terras do Tio Sam a fim de evitar os profissionais sindicalizados, de elevado custo, horários rígidos e caprichos de prima-dona que largamente justificam o massivo fluxo migratório dos povos vizinhos em curso.
5. Todo o mundo tem presente a "bidonville" casualmente assinalada por Arnaldo de Matos no referido artigo a qual serviu de residência precária a muitos emigrantes portugueses que, fugindo da salazarquia na década de cinquenta, ajudaram a reconstruir a devastada Cidade Luz após a guerra franco-germana de 1939-45.
6. O neocolonialismo - submissão de um Estado soberano, isto é, com governo e instituições políticas próprias, por outro Estado económica e tecnologicamente mais desenvolvido - é a razão da maior parte dos conflitos dos nossos dias, suscitados pelos monopólios dos produtos petrolíferos e seus derivados, das drogas, das armas e de outras coisas mais.
7. Nós, cooperativistas, não vamos muito pelas vinganças melodramáticas, mas sim pela necessidade da multiplicação das unidades cooperativas que, através da prática da autogestão e do autofinanciamento, enrobustecerão as deliberações responsáveis, obstando os terrorismos - tanto os plutocráticos, como os gratuitos.
Nau
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Nº. 1464 - Fim de Semana 46
1. Nada é sagrado nos dias de hoje, à excepção de certo cerimonial realizado nas lojas maçónicas que garante a impunidade dos seus pares, porém o comum dos mortais tem que trabalhar no duro para a sua subsistência.
2. As grandes esperanças convergem para o efeito multiplicador das células cooperativas através das quais será possível combater tanto os plutocratas liberais, como os burocratas socialistas, abrindo o caminho do regresso do rei por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
3. Claro que a política orçamental é condicionada pelos ciclos eleitorais, procurando a oposição o aumento das despesas através de benefícios e promessas desmedidas para, depois de ocuparem as cadeiras do poder, avançarem com medidas impopulares.
4. A República é uma sociedade política em que o chefe supremo é eleito e a prazo - quer por colégio eleitoral, quer sufrágio alargado, abrangendo tanto os cidadãos criteriosos como aqueles de reduzida capacidade intelectual - por voto anódino, irresponsável.
5. Condenar a eleitorite e propor a nomeação do rei por consulta popular; apoucar a partidocracia como um dos males que assolam a comunidade e defender o parlamentarismo partidarista; verberar contra os governantes e pretender o governo do rei - não será apenas masoquismo, mas incongruência
imperdoável.
6. Logo, o que importa é discutir a reforma do sistema partidocrático em vigor, atenuando, aliás, dirimindo o clubismo deste através de candidatos independentes, assegurando aos mesmos o acesso aos meios de comunicação social, tal como foi ensaiado pelos movimentos cívicos nas últimas eleições, mas sem a tentação de serem criados novos partidos.
7. Fim de semana. Tempo para reflexão. Quem quer usar da palavra, obviamente escrita.
Nau
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Nº. 1463 - Luta Popular
1. Ontem arenguei acerca da falta de propostas credíveis para a reforma da mentalidade burguesa vigente.
2. Sublinhei que não seriam as fórmulas do passado que iriam resolver os problemas do presente em que a maioria da população luta pela subsistência; outros safam-se através de habilidades e sortes várias; os afortunados desfrutam do trabalho alheio.
3. A República subsiste por equívocos deliberados e pelas criminosas actividades das lojas maçónicas que, desde a independência estadunidense, são controladas pelos plutocratas, estes descaradamente especulando com a produção petrolífera, o negócio das armas e, sobretudo, das drogas.
4. Logo, o que importa é discutir a reforma do sistema partidocrático em vigor, atenuando, aliás, dirimindo o clubismo deste através de candidatos independentes, assegurando aos mesmos o acesso aos meios de comunicação social, tal como foi ensaiado pelos movimentos cívicos nas últimas eleições, mas sem a tentação de serem criados novos partidos.
5. Procura-se entreter o maralhal com disputas religiosas esquecendo que cabe ao próprio Deus mostrar a sua omnipotência, dispensando a intervenção de meros peões que, por actos criminosos, apenas demonstram a falta de fé e dúvida das capacidades e/ou potencialidades divinas.
6. A aristocracia d'antanho é ridicularizada pela pretensão de viver das glórias doutros tempos, esquecendo que as classes não se verificam pelo nascimento ou entre grupos sociais, mas sim entre posições sociais.
7. A luta popular justifica-se pela necessidade da multiplicação das unidades cooperativas.
Nau
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Nº. 1462 - Prelo Real
1. Sendo óbvias as mazelas do regime político vigente, qual a razão da sua persistência?.
2. Claro que é a falta de mera alternativa credível, uma vez que os monárquicos encontram-se enredados em disputas de lana caprina sem coragem para avançar com um projecto inovador e reformista.
3. Falar do passado não é, de modo algum, displicente, mas não resolve os problemas de subsistência da maior parte da população da Comunidade portuguesa de fracos, aliás baixos rendimentos.
4. Causas incontroversas: a precaridade de emprego; o sistema de transigir em quaisquer circunstâncias, ou de se acomodar com as mesmas, em benefício próprio; a falta de capacidade empreendedora viciada no compadrio; o ónus plutocrático.
5. A crença ou paixão assolapada numa doutrina religiosa, presunçosamente comungada pela maioria, embora se proclame tolerante com outras confissões e/ou ateísmos, apenas serve para maiores crispações no seio da comunidade porquanto todos os credos são fraude e nefastos ao género humano.
6. Condenar a eleitorite e propor a nomeação do soberano vitalício por consulta popular; apontar a partidocracia como um dos males que assolam a comunidade e defender o parlamentarismo partidarista; verberar contra os governantes e pretender o governo do rei, não será apenas masoquismo mas distracção imperdoável.
7. Nós aqui continuamos a defender a multiplicação das unidades cooperativas, porquanto nestas a prática da autogestão e do autofinanciamento fortalecerá o voto responsável, sem discriminações sociais, rácicas, políticas ou religiosas.
Nau
terça-feira, 17 de novembro de 2015
Nº. 1461 - RAC
1. Reflectir acerca de certos temas aparentemente comezinhos é salutar uma vez que, de tanto serem monocordicamente vozeados aos nossos ouvidos, aparentam realidades virtuais.
2. As liberdades republicanas, isto é, as liberdades da coisa pública - fruível por todos em oposição ao desfrutar privado, não público - é tomada como forma de governo em que o soberano é a prazo.
3. Logo, República é uma sociedade política em que o chefe supremo é eleito - quer por colégio eleitoral, quer por sufrágio alargado que abrange tanto cidadãos criteriosos como aqueles de reduzida capacidade intelectual - por voto anódino, irresponsável.
4. No entanto, sequazes do regime republicano não se cansam de fazer discursos laudatórios acerca da dama dos seios desnudos e barrete frígio, pretendendo enfiar este como deliberado logro na cabeça dos incautos.
5. Aproveito a oportunidade para lembrar que o barrete frígio era uma espécie de carapuça usada pela população frígia (antiga região da Ásia Menor) e pelos antigos libertos do Império Romano, hoje adorno nas cerimónias maçónicas e da cabeça dos Smurfs.
6. Quando se fala das amplas liberdades republicanas, em contraste com os execrandos privilégios abolidos no século XVIII, são esquecidas as aviltantes liberdades republicanas do presente na teocrática República do Irão ou na democrática República da Coreia do Norte.
7. Quando se pretende encher a boca com a maior democracia do planeta logo ocorre a República estadunidense, não passando esta de mera timocracia, isto é, sistema político republicano onde predominam as benesses para os privilegiados.
Nau
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Nº. 1460 - Doutrina Cooperativista
1. As grandes empresas, criativamente aumentam os custos e diminuem os lucros, aliviando a sua carga fiscal.
2. Porém, os trabalhadores por conta de outrem recebem os estipulados salários já deduzidos dos pertinentes impostos que a entidade empregadora é obrigada a entregar às finanças.
3. Claro que os impostos indirectos são, democraticamente, pagos tanto pelos plutocratas, como pelos assalariados, uma vez que incidem sobre os consumidores, sem distinção de classe social, racial ou sexo.
4. Todo o mundo tem presente que as prestações pecuniárias - vulgo impostos - são requeridas pelo Estado ou seus órgãos nos assuntos económicos, coactivamente e sem contraprestações, a fim de atender às necessidades públicas.
5. Logo, a política orçamental dos governantes é condicionada pelos ciclos eleitorais, procurando a oposição o aumento das despesas através de benefícios e promessas desmedidas para, depois de ocuparem as cadeiras do poder, avançarem com medidas impopulares.
6. Frontalmente abjuramos a partidocracia porquanto esta, tendencialmente, vira a clubismo irracional; também o governo do rei - pendão de alguns monárquicos - não é do nosso agrado, dado que a função do soberano, hereditário e vitalício, é obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
7. Para nós, cooperativistas, Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, este apenas possível através da multiplicação das células cooperativas, destinadas a conter tanto os plutocratas, como os burocratas do centralismo estatal.
Nau
domingo, 15 de novembro de 2015
Nº. 1459 - Portal Comunalista
1. Não será por falta de temas que ninguém avança para debates neste espaço.
2. O esquema semanal é mantido obrigando à repetição de matérias que, para os experimentados, nada trazem de novo; para os neófitos têm sido bloqueadoras.
3. Claro que a pena máxima vai para o escrevente destas linhas que, sem dialogantes, vai perdendo o fôlego, horrorizado pelo lúgubre silêncio ensurdecedor.
4. Lúgubre porquanto inspira tristeza profunda a inanidade da maioria que se deixa levar por vendedores de banha de cobra, resfolegando estes nas cadeiras do poder.
5. Silêncio perante as habilidades praticadas pelos governantes que, às ordens dos plutocratas, esbanjam o erário, hipotecando o futuro das novas gerações.
6. Ensurdecedor, aliás, embrutecedor, fascinando aqueles que, mantidos por subsídios e/ou pensões miseráveis, empanturram-se com o futebol, receita antiga de pão e circo.
7. Através do efeito multiplicador das células cooperativas será possível combater tanto os plutocratas liberais, como os burocratas socialistas.
Nau
sábado, 14 de novembro de 2015
Nº. 1458 - Psyche
1. A magia é uma prática que vem das noites dos tempos, embora hoje esteja limitada aos vendilhões de profecias e aos políticos.
2. Consultar adivinhos não é coisa possível apenas em feiras de recônditas aldeias, porquanto até nos grandes centros comerciais urbanos tais serviços estão disponibilizados por magos e magas à la page.
3. Na política acotovelam-se os ministeriáveis e os não ministeriáveis; os economistas; os sociólogos e os comentadores ao serviço dos meios de comunicação social; os burocratas (ou burrocratas?) caracterizados pela suposta racionalidade das decisões.
4. O moderno espiritismo - crença em comunicar com o espírito de defuntos - continua a socorrer-se do médium para que este faça o contacto com o Além, isto é, a outra vida, acerca de intrincados problemas que as câmaras legislativas não conseguem destrinçar.
5. A cabala - ao contrário de que muitos com a pronúncia do Norte possam imaginar - designa a doutrina esotérica do judaísmo na interpretação teosófica da vida mas que, no plural, é sinónimo de intriga, de manipulação política, sobretudo quando provenientes de organizações sectárias contrárias às directrizes governamentais.
6. Nada é sagrado nos dia de hoje, à excepção de certo cerimonial realizado nas lojas maçónicas que garante a protecção dos seus pares, porém o comum dos mortais tem que trabalhar no duro para a sua subsistência.
7. Claro que o cooperativismo também não é magia mas um conceito social que, face à competitividade entre as pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo, sem os dogmatismos marxistas.
Nau
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Nº. 1457 - Fim de Semana 45
1. Deus é o princípio supremo da explicação da existência, da origem e da razão universais, logo garante dos valores sociais convenientemente estabelecidos, embora mudáveis pela periclitante natureza humana.
2. No espírito comunitário prepondera a Coroa Real - ornamento circular interminável - que cinge a cabeça do soberano, este hereditário e vitalício, garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
3. Em fresca data escrevemos que a gestão e actividades de algumas unidades cooperativas deixam muito a desejar porquanto a informação que nos foi disponibilizada aponta para lamentáveis desvios aos fundamentos cooperativistas, tanto nos objectivos como no desenrolar dos concertados projectos.
4. Algum tempo atrás, um intelectófobo no espaço internáutico - como é vulgar nos dias de hoje - acusou os homens do cooperativismo de serem agentes do movimento comunista internacional, desconhecendo que um dos fundamentos desta doutrina é a não discriminação social, racial, política ou religiosa.
5. Todos nós temos presente que a corrupção - suborno, desmoralização, abuso de poder e outras coisas mais, inconfessáveis e degradantes - grassa a todos os níveis, em Portugal, multiplicando-se os escândalos, no rotativismo governamental, até no sector banqueiro.
6. A luta popular é, normalmente, despoletada por crescentes frustrações e/ou mera instigação sectária, lutando o maralhal pela sua subsistência; os mais avisados, por melhor posição social; os afortunados preocupando-se somente em dar nas vistas.
7. Sem dúvida que a luta popular só ganha a sua verdadeira dimensão através do efeito multiplicador das células cooperativas.
Nau
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Nº. 1456 - Luta popular
1. A luta popular é, normalmente, despoletada por crescentes frustrações e/ou por mera instigação sectária.
2. O maralhal luta pela subsistência; os mais avisados, por melhor posição social; os afortunados preocupam-se em dar nas vistas...
3. A luta igualmente significa esforço contra obstáculos imprevisíveis: a natureza, os flagelos sociais, preconceitos - materiais ou morais.
4. Também o conflito de doutrinas políticas e/ou credos religiosos - tudo ao molho e fé em Deus - é o normal.
5. Com armas, sem armas a luta poderá ser negócio para alguns; último recurso para outros; destruição para terceiros.
6. Porém, a verdadeira luta deverá ser travada por nós próprios contra ideias sem fundamento sério; contra o egoísmo; contra prática de mal dizer e nada positivo fazer.
7. A luta popular só ganha a sua verdadeira dimensão através do efeito multiplicador das células cooperativas.
Nau
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Nº. 1455 - Prelo Real
1. Todos nós temos presente que a corrupção - suborno, desmoralização, abuso de poder e outras coisas mais, inconfessáveis e degradantes - grassa, a todos os níveis, em Portugal.
2. Sem dúvida que a República, com soberanos a prazo, muito tem contribuído para a febre clubista, isto é, o exacerbar da paixão partidária, sendo esta responsável pela promoção de dirigentes pouco recomendáveis.
3. Por outro lado, políticas erradas têm permitido a grupos económicos tomarem o controlo de unidades de produção e serviços essenciais, impondo taxas e impostos sobre o consumo muito superiores aos praticados na Europa.
4. As concessões dadas a companhias de exploração ou construção de utilidade pública e particular são de tal modo escandalosas que chegam a garantir aos investidores que estes serão ressarcidos de hipotéticos prejuízos caso não obtenham os lucros previstos.
5. Claro que a administração destas majestáticas empresas é formada pelos filhos e apaniguados dos governantes que assim protegem o futuro por compadrio, sempre que são forçados a abandonar as cadeiras do poder.
6. Os escândalos bancários multiplicam-se no rotativismo político, até porque muitos administradores são provenientes da classe dirigente, dado que o conúbio entre a República e as lojas maçónicas é manifesto e indissociável.
7. Voltamos a apelar para os homens dedicados às letras tomarem a seu cargo a denúncia pública destes esquemas degradantes.
Nau
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Nº. 1454 - RAC
1. A actividade cooperativa, adjectivada neste espaço como real, isto é, verdadeira, tem por objecto divulgar as iniciativas verificadas no mundo cooperativista.
2. A maior parte dos exemplos apresentados ao longo destes últimos anos foram catrapiscados aos boletins da CASES - Cooperativa António Sérgio da Economia Social - que meritoriamente representa e defende o sector cooperativo.
3. Como é evidente, até o maior veículo de informação da actividade cooperativa em Portugal orgulhosamente ostenta o nome de um doutrinador e democrata monárquico - António Sérgio - na sua designação social.
4. Logo, não será por pruridos ideológicos ou partidários que os cooperativistas não apresentam neste espaço a sua unidade de trabalho, mas sim por receio de comprometimentos ou, como por vezes é flagrante, mera ignorância.
5. Algum tempo atrás, um intelectófobo no espaço internáutico acusava os homens do cooperativismo de serem agentes do movimento comunista, desconhecendo que um dos fundamentos desta doutrina é a não discriminação social, racial, política ou religiosa.
6. Claro que a atitude de inibição em relação a qualquer tipo de doutrina advém da falta de discernimento ou preguiça intelectual do putativo crítico, suplantando o preconceito à simples razão.
7. Para lá dos fundamentos do cooperativismo, o objecto deste espaço é contribuir para a reforma da impante mentalidade burguesa.
Nau
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Nº. 1453 - Doutrina Cooperativista
1. Em fresca data escrevemos que a gestão e actividades de algumas unidades cooperativas deixam muito a desejar.
2. De facto, a informação que nos foi disponibilizada aponta para lamentáveis desvios nos fundamentos cooperativistas, tanto nos objectivos como no desenrolar dos respectivos projectos.
3. As unidades cooperativas de pequena dimensão, passado os entusiasmos iniciais, vão perdendo o fôlego por falta de recursos dado que a quotização apurada não lhes permite largos voos.
4. Por outro lado, as unidades cooperativas de média dimensão recorrem, com demasiada frequência, a empréstimos bancários para dinamizar as suas actividades, comprometendo estas através dos penosos encargos assumidos.
5. Também as unidades cooperativas de grande dimensão, apostando em projectos de iniciativa puramente administrativa, não estimulam a participação dos seus associados, enveredando para um empreendedorismo do tipo capitalista.
6. Em qualquer dos três modelos de cooperativas acima apresentados verifica-se a tendência da concentração das funções administrativas nas mãos daqueles que, da doutrina cooperativista, nada cultivam.
7. Até a mão de obra contratada para determinados serviços, em algumas cooperativas, é corrompida pela falta de entendimento do espírito cooperativo, envolvida em rivalidades e atitudes reivindicativas sem nexo.
Nau
domingo, 8 de novembro de 2015
Nº. 1452 - Portal Comunalista
1. A Comunidade é formada pelo conjunto de comunas afins e sinónimo da expressão simbólica de Reino.
2. O Reino é o espaço geográfico delimitado onde reside a população sem distinção de etnias, de classes socias, de credos religiosas e de opções políticas.
3. A comuna é a expressão política, social e económica formada por células existentivas, unidades básicas de vida.
4. Por células comunais entende-se as unidades cooperativas e a forma maioritária de viver subsistindo, mesmo quando só parte desta se caracteriza pelo relevo dado à subjectividade.
5. As unidades cooperativas são associações que têm por objecto satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados, libertando estes dos encargos respeitantes a lucros de intermediários e/ou de capitalistas.
6. No espírito comunitário prepondera a Coroa Real - ornamento circular interminável - que cinge a cabeça do soberano, este hereditário e vitalício, garante da Democracia por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade.
7. O Portal Comunalista é o espaço dedicado ao debate de tais matérias.
Nau
sábado, 7 de novembro de 2015
Nº. 1451 - Psyche
1.O comportamento humano é determinado por leis físicas, tal como o modo de agir dos outros seres que reputamos de irracionais.
2. Segundo Lamark, "a origem de todos os seres vivos e das principais causas da sua variedade" caracteriza o objecto da ciência a que foi dado o nome de biologia.
3. Logo, o comportamento humano é simplesmente caracterizado por múltiplas leis que levariam alguns milhares de milhões de anos para as relacionar, mantendo-se simiesco nas rivalidades e preponderância grupal.
4. Será que existe qualquer realidade objectiva?. O conceito de realidade não será mera teoria fundamentada no desejo de que o fenómeno observado corresponda a modelos convenientemente estabelecidos?.
5. Não há qualquer dúvida que o mundo foi criado por Deus por este ser absoluto, infinitamente perfeito, necessário, eterno e distinto do mundo (teísmo) ou impessoal e confundido com o mundo (panteísmo).
6. Deus é o princípio supremo da explicação da existência, da origem e da razão universais, logo garante dos valores convenientemente estabelecidos, embora mudáveis por natureza.
7. Causa primeira e fim último, Deus não tem religião por esta ser apenas fraude e nefasta ao ser humano.
Nau
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Nº. 1450 - Fim de Semana 44
1. Estou convencido que a almejada reforma social jamais será levada a cabo por corifeus partidários, homens santos ou lutas populares, mas sim por um movimento racional - prático que não teórico - porquanto sem células activas e sócios participantes o real cooperativismo não é viável.
2. Apenas o autofinanciamento e a autogestão concertados pelos membros da cooperativa poderão dirimir os malefícios do capitalismo plutocrático e/ou estatal, não esquecendo que Monarquia é a Comunidade que tem por autoridade tradicional um soberano hereditário e vitalício, obviando este disputas partidárias no topo da instituição.
3. A prática da ajuda e os trabalhos em conjunto fortalecem os laços da união, porquanto cooperar é trabalhar conjuntamente e, sendo uma doutrina sócio-económica fundamentada na liberdade responsável, a adesão voluntária pressupõe uma gestão democrática e um cultivado empreendedorismo dos associados.
4. Tanto os quadros subservientes ao grande capital, como os tecnocratas ao serviço das minorias dirigentes gozam de um poder relativo, embora ambos cientes que serão forçados a abdicar do mesmo a todo o momento, mas quanto mais tarde, na optica deles, melhor.
5. Vivemos porque a vida dura, de uma espécie dinâmica à inércia das formas brutas, perseguindo a eternidade que em poucas gerações já nem os restos mortais dos que nos são próximos somos capazes de localizar, nem tão-pouco as jazidas daqueles que recentemente nos precederam.
6. Tudo leva a crer que a maioria dos votantes no acto eleitoral do da 4 de Outubro pretendia castigar tanto a coligação PSD/CDS-PP pelos apertos do último mandato, como o PS pelo desvario de alguns dos seus dirigentes de proa.
7. Porém, o actual secretário-geral pretende ser o galo das galináceas do BE, embora corra o risco de reduzir o histórico PS à expressão mais simples devido ao aperto económico que se avizinha, mas isso é questão de dar tempo ao tempo.
Nau
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Nº. 1449 - Luta Popular
1. Não há dúvida que no acto eleitoral de 4 de Outubro último os votos dos sociai-fascistas, bem como dos simpatizantes do PCTP/MRPP, fugiram para o BE o qual impou, atribuindo tal viragem da sorte à recente saída de alguns membros dos seus quadros.
2. Certo é que os trânsfugas do PCP como os do PCTP/MRPP não confiaram nos demagogos do PS, receando dar de mão beijada a maioria aos principais responsáveis da situação deplorável das contas públicas, isto é o PS e o PSD.
3. Deliberadamente, não nos esquecemos do CDS/PP porquanto os democratas-cristãos apenas têm servido de bengala ao PSD na impossibilidade deste último se aproximar do PS que, durante a última passagem pelo governo, fez socráticas tropelias, pondo o país em pantanas.
4. A rapaziada do PS (que fizera o mal e a tremonha) desdenhando da pouca margem que o anterior secretário-geral obtivera no penúltimo acto eleitoral, procura tirar desforço (tanto na frente interna como externa) correndo para os braços dos syrizas lusos.
5. Tudo leva a crer que a maioria dos votantes no acto eleitoral do dia 4 de Outubro pretendia castigar tanto a coligação PSD/CDS-PP pelos apertos do último mandato, como o PS pelo desvario de alguns dos seus dirigentes de proa.
6. Porém, o actual secretário-geral pretende ser o galo das galináceas do BE, embora corra o risco de reduzir o histórico PS à expressão mais simples devido ao aperto económico que se avizinha, mas isso é questão de dar tempo ao tempo.
7. O sabido Jerónimo de Sousa aguarda a oportunidade para recuperar os trânsfugas do seu partido e vai dando a bendição ao incesto PS+BE.
Nau
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Nº. 1448 - Prelo Real
1. Não serão os rebuscados estilos literários e os jogos políticos que projectarão os futuros nobelizáveis, mas sim a compreensão dos problemas de subsistência e de crise existencial.
2. Embora o conhecimento científico já ultrapasse a fronteira do Planeta Azul, ainda gatinhamos em conjecturas acerca do incomensurável, esquecendo que toda a causa não exige um efeito particular, recusando o infinito - o tempo ou o espaço tomados em absolutos - porquanto abominamos a ideia do perecível.
3. As especulações intelectuais são edificantes, apenas condenáveis quando caem num fidelismo embrutecedor, cultivado por interesses inconfessáveis sob a capa de ambições de classe ou esquemas geopolíticos, visíveis nos conflitos religiosos que se alimentam para a consolidação de um poder opressor.
4. Vivemos porque a vida dura, de uma espécie dinâmica à inércia das formas brutas, perseguindo a eternidade que em poucas gerações já nem os restos mortais dos que nos são próximos somos capazes de localizar, nem tão-pouco as jazidas daqueles que recentemente nos precederam.
5. A redução dos defuntos a cinzas em vez da devolução destes à Mãe Terra é crime contranatura, bem como o prolongamento da vida dos idosos em estado vegetativo, a fim de alimentar a indústria farmacêutica, é algo que ofende a dignidade humana, sendo a eutanásia consensual, de longe, preferível.
6. Claro que a literatice dificilmente produzirá uma inflexão positiva na impante mentalidade burguesa, pelo que o concurso daqueles que têm reais dotes literários será uma mais valia para a cruzada dos cooperativistas monárquico-comunalistas rumo a uma comunidade mais sã e justa.
7. A libertação do homem só pela vontade colectiva será uma realidade, logo tema ideal para os simpatizantes da doutrina defendida neste espaço.
Nau
terça-feira, 3 de novembro de 2015
nº. 1447 - RAC
1. Quer o sistema capitalista (financiamento da produção, bem como do consumo), quer o sistema socialista (centralizador e burocrático) não conseguem satisfazer as reais necessidades dos consumidores.
2. Tanto os quadros subservientes ao grande capital, como os tecnocratas ao serviço das minorias dirigentes gozam de um poder relativo, estando ambos cientes que serão forçados a abdicar do mesmo a todo o momento, mas quanto mais tarde melhor.
3. Estes inopinados aristocratas normalmente mostram grande deferência pelo movimento cooperativista, embora saibam que a autogestão e as relações de trabalho entre os membros da unidade cooperativa são pontas de lança ao coração do clube dos seus patrões, isto é, os plutocratas.
4. Claro que a maior parte dos trabalhadores prefere orquestrar reivindicações por dá cá aquela palha do que assumir responsabilidades na gestão das empresas que lhes asseguram a subsistência; também o funcionamento de muitas cooperativas está longe de ser modelar.
5. Quando o número de trabalhadores que concertam entre si a gestão das suas empresas for superior ao número daqueles que apenas reivindicam, as unidades cooperativas serão suficientemente fortes para sustarem os ímpetos dos plutocratas.
6. A Economia Social será uma realidade quando as células que os trabalhadores e os cidadãos criam para si próprios amadurecerem pela via da autogestão, para lá do âmbito regional, isto é, do nível do próprio Reino.
7. Talvez a globalização permita ainda maior promiscuidade às firmas multinacionais, mas a emergência de novas potências de âmbito regional terão por escudo a autogestão como adequado contrapoder.
Nau
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Nº. 1446 - Doutrina cooperativista
1. A prática da ajuda; os trabalhos em conjunto fortalecem os laços de união.
2. Cooperar é trabalhar juntamente; colaborar.
3. Sendo uma doutrina sócio-económica, esta fundamenta-se na liberdade responsável e nos princípios cooperativos.
4. A adesão voluntária pressupõe uma gestão democrática e um cultivado empreendedorismo dos associados.
5. O capital social é realizado pelo sistema de quotas, isto é, contribuições regulares dos sócios da cooperativa.
6. Sistematicamente, o retorno de benefícios aos sócios realiza-se na proporção das transacções efectuadas por estes com a cooperativa.
7. A gestão da cooperativa é efectuada e controlada apenas pelos associados.
Nau
domingo, 1 de novembro de 2015
Nº. 1445 - Portal Comunalista
1. Monarquia é a Comunidade que tem por autoridade tradicional um soberano hereditário e vitalício, obviando este disputas partidárias no topo da instituição.
2. República é o Estado que tem por autoridade máxima um soberano a prazo, existindo este para apoiar ou contrariar o governo, segundo a sua opção partidária.
3. Monárquico é o adepto da instituição monárquica.
4. Republicano é o partidário da república.
5. Reino é o espaço geográfico delimitado onde reside um conjunto de pessoas de acordo com as suas tradições e recursos.
6. Estado é a nação organizada politicamente e constituída pelos habitantes residentes num delimitado território.
7. Pretende-se uma explicação clara e breve da instituição monárquica e do regime republicano. Quem quer usar da palavra?.
Nau
sábado, 31 de outubro de 2015
Nº. 1444 - Psyche
1. A variedade, a dissemelhança, a diferença são algumas das características da natureza, isto é, o universo físico do qual fazemos parte, rematado pelo conjunto das inerentes qualidades pelas quais um ser existe e se define.
2. Ao contrário do barrete frígio que se enfia, a base da Coroa Real é um círculo - símbolo da perenidade porquanto não tem princípio nem fim - elevando-se arquitectonicamente como expressão de um povo multissecular, de muitas e desvairadas gentes.
3. Desgosta-me a bandeira verde-rubra pelo mau concerto das cores e, sobretudo, por representar uma facção iberista, orquestrada por um luso-brasileiro que, do Novo Mundo, trouxera o radicalismo maçónico.
4. Não sendo partidário do liberalismo político-económico, revejo-me nas cores da bandeira azul e branca porquanto estas representam o planeta Terra no espaço sideral - próxima estrema a franquear - e o feixe heterocromático da política mais subtil que se chama liberdade.
5. Estou convencido que a almejada reforma social jamais será realizada por corifeus partidários, santos homens ou lutas populares, mas sim por um movimento racional - prático que não teórico - porquanto sem células activas e sócios participativos o real cooperativismo não é válida.
6. Tanto o liberalismo como o socialismo esgotaram as suas fórmulas mágicas, ambos enredadas num capitalismo camaleónico, emburguesado, que se alimenta da produção industrial e do consumo, financiados pelos mesmos usurários.
7. Apenas o autofinanciamento e a autogestão concertados pelos membros da cooperativa poderão dirimir os malefícios dos capitalismos plutocrático e/ou estatal.
Nau
sexta-feira, 30 de outubro de 2015
Nº. 1443 - Fim de semana 43
1. Todo o mundo dá-se ao trabalho de trabalhar, recusando o trabalho tal como é concebido e organizado nos dias de hoje. Produção industrial, mecanização e robotização. Contudo, o trabalho humano não prescinde do espírito cooperativo e da autogestão.
2. Ao defender a eleição do soberano - tanto colegial, como universalmente - a questão será: por que não alargar a candidatura a todos os eleitores, tal como é defendido pelos republicanos?. Será que os monárquicos vilipendiadores não passam de obtusos cripto-republicanos?.
3. Educação, formação e informação são meios disponibilizados pelas cooperativas aos seus membros e a comunidade em geral a fim de contribuir para um melhor esclarecimento acerca do pensamento cooperativo e incentivo às novas associações de indivíduos segundo o modelo proposto por esta doutrina.
4. Como todo o mundo tem presente, o método pedagógico de perguntas e respostas tendentes fazer brotar ideias novas, formadas à custa de outras já existentes, conduz ao sublime conhecimento do próprio erro, tal como está a ser ensaiado por António Costa.
5. Bom é certos monárquicos compreenderem que já não estamos numa época feudal ou senhorial em que os grupos sociais eram definidos pelo nascimento, mas sim em comunidades em que as relações de classe não se verificam entre grupos sociais, mas sim entre posições sociais.
6. A luta popular está conotada com a ideia de necessidade imediata de melhores condições de vida, não se tratando propriamente de um confronto de grupos sociais na versão tradicional, mas das posições sociais alçapremadas de modo inopinado.
7. Logo, a luta popular só poderá ser realizada por aqueles que ambicionam melhores condições de vida, sem discriminações sociais, raciais, políticas e religiosas, tal como é preconizado pelo cooperativismo.
Nau
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