quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Nº. 1505 - Luta Popular
1. Acabei de tomar conhecimento de um texto publicado recentemente (quarta-feira, 24 de Dezembro) no semanário "Expresso" - cuja leitura e divulgação é indispensável - expondo a gestão danosa da maioria dos banqueiros portugueses.
2. Claro que alguns dos nomes citados - sob suspeita e investigação em curso - são apenas a ponta de um icebergue, envolvendo políticos e mafiosos, protegidos por uma teia de profissionais do Estado de direito que, a seu tempo, justificarão a prescrição dos processos forenses.
3. O escândalo é tão gritante que cassação dos prémios viciosamente recebidos, nos últimos dez anos, pelos administradores dos vários bancos deveria ser um dos primeiros passos, seguido da proibição dos ditos profissionais voltarem a exercer funções idênticas em quaisquer instituições financeiras.
4. Por incrível que pareça, os responsáveis pela supervisão dos continuados actos criminosos - nomeadamente os do Banco de Portugal - até são premiados com altos cargos na República vigente, bem como na União Europeia, demonstrando que o crime e desleixos profissionais são munificientemente compensados.
5. Se a maioria dita de esquerda, que tem assento na Assembleia da República, não avançar com legislação adequada à punição dos banqueiros e seus apaniguados, congelando bens e investigando os esquemas de enriquecimento ilícitos, será também conivente da burla que ora flagela a população portuguesa, particularmente a mais carenciada.
6. A República está podre e assim continuará enquanto a impunidade bafejar os mais favorecidos e o maralhal continuar à espera de Godot.
7. Entretanto, o CMC aguarda a oportunidade de diálogo com aqueles que, de facto, pretendem uma reforma profunda da impante e despundonorosa mentalidade burguesa.
Nau
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