sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Nº. 1506 - Fim de Semana 52
1. Os seres humanos auto-avaliam-se, sem objectivos científicos mas como mecanismos de defesa, os quais incluem a negação da realidade, a fantasia, a supressão de factos ou mero retraimento e fuga. Sendo o homem por natureza conflituoso, assim se justifica a monomania de alguns monárquicos que defendem pretendentes não genuínos supondo aviltar o herdeiro da Coroa Portuguesa, Dom Duarte Pio.
2. Hoje, a totalidade dos indivíduos que residem num determinado espaço geográfico onde livremente exercem o seu modo de vida, sem discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas são a verdadeira essência de reino, a Comunidade das comunidades que se revêm na figura do rei, este par inter pares e garante da democracia, por critérios consentâneos que não sufrágios anódinos.
3. Significando monarquia governo de um só, isto é, governo do povo a este jamais poderá ser imposto o esquema autoritário das minorias: liberalismos tecnocráticos de inspiração plutocrática e/ou socialismos burocráticos pela inevitável predominância do Estado em todos os campos, quer por via parlamentar, quer por ditaduras espúrias.
4. Urgente é cultivar o espírito cooperativista estimulando a acção concertada que não o aventureirismo individualista porquanto o trabalho alheio depende da capacidade daquele que o exercita; contudo, mesmo considerando a hipótese de alguém ter potencialidades excepcionais, a cooperação poderá ultrapassar eventuais cansaços e/ou dar continuidade a projectos em curso.
5. Displicente não será repetir que o liberal assume-se como uma classe privilegiada dado que pretende ser o campeão da liberdade impondo a sua visão de que o governo do maralhal deverá ser realizado pelos mais aptos - entenda-se, pelos liberais - no fomento da riqueza por si arrecadada, enquanto que os socialistas, embora defendam uma sociedade sem distinções de classes, presumam que estas continuarão a existir não só como actividades profissionais, mas também como exercício político, isto é, como arte de governar o maralhal.
6. Sendo a informação um bem precioso pois através desta podemos tomar conhecimento daquilo que mais nos apraz, a actividade editorial dos falantes lusos tem sido uma das nossas preocupações, tentando coligir nomes de autores e de obras mas, pelo menos os monarquistas brasileiros poderiam utilizar este espaço para (apenas em sete singelos parágrafos) apresentar uma resenha editorial da sua lavra.
7. No rectângulo ocidental da península ibérica a República está podre e assim continuará enquanto a impunidade bafejar os mais favorecidos e o maralhal continuar à espera do Godot. No entanto, se a maioria de esquerda que tem assento na Assembleia da República não avançar com legislação adequada à punição dos habituais prevaricadores, será outrossim conivente da decorrente pilhagem.
Nau
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